Após 15 dias parados, os bancários de quase todo o país decidiram encerrar a greve aceitando a proposta de reajustes apresentados nesta terça-feira (21) pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). Apenas os empregados da CEF (Caixa Econômica Federal) continuam parados.
Grevistas de Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Belém e São Paulo se reuniram nesta quarta-feira em assembléias e aceitaram receber aumentos diferenciados por faixas de remuneração.
O acordo prevê que os bancários que recebiam remuneração fixa mensal até R$ 2.500, em 31 de agosto deste ano, vão ter reajuste de 10%. Os que ganhavam salários superiores a R$ 2.500 serão aumentados em 8,15%. Esses percentuais vão incidir sobre a PLR (Participação nos Lucros e Resultados), que é de 90% sobre o valor do salário.
O comando dos bancários avaliou que as últimas propostas apresentadas pelo representantes bancos tiveram avanço. Embora não atendessem a todas as reivindicações dos trabalhadores, a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) defendeu a aprovação do acordo.
Em nota, a Contraf afirmou que a "greve foi muito forte e unitária em todo o país, forçando os bancos a melhorar a proposta na mesa de negociação".
Em algumas cidades, os empregados da Caixa continuam em greve. Eles têm reivindicações diferentes daquelas apresentadas pelos demais bancários. Nesta quinta-feira (23), os funcionários da Caixa realizam assembléias para discutir os rumos do movimento na instituição.