7 hábitos de quem domina a arte de falar em público

Oratória não é só para alguns. Leia, aprenda e pratique!

Redação, Administradores.com,
Reprodução/ Youtube

Muita gente tem medo de falar em público, fazer discursos, comandar um auditório. Algumas pessoas são tímidas e sempre serão, mas isso não significa que nunca conseguirão falar bem diante de outras pessoas, quer seja em um ambiente grande, cheio de gente, ou apenas em uma reunião de trabalho com colegas.

Falar publicamente é uma questão de hábito e preparação, até para quem tem facilidade para fazer isso. Segundo Joan Detz, autora de "How to write and give a speech", em tradução livre, "Como escrever e fazer um discurso", falar em público não é uma capacidade mágica com a qual você nasce, mas uma habilidade que se desenvolve. Pensando nisso, a Fast Company fez uma lista com sete hábitos que encontramos em grandes oradores. Aqui estão eles:

1. Concentrar-se antes de falar

"A coisa mais importante que um grande orador faz é encontrar um espaço calmo para se preparar antes de subir no palco", afirma a autora. Esse tempo de concentração imediatamente antes da apresentação tem a função de acalmar e dar foco a quem vai falar. Em vez de ficar distraído ou agitado, experimente se isolar um pouco e concentrar toda a energia para o momento da fala.

2. Acertar nos primeiros e últimos 30 segundos

Os primeiros 30 segundos são importantes para conquistar a audiência, gerar engajamento e prender a atenção. Para isso, é preciso ter os pensamentos e a a apresentação bem organizados e ensaiados. Se você sabe exatamente o que precisa dizer, fica mais livre e despreocupado para improvisar e mostrar sua personalidade. Já os últimos 30 segundos são aqueles nos quais as ideias mais importantes precisam ser reforçadas, marcadas. É aquilo que você quer que as pessoas levem consigo após a fala.

3. Adaptar-se à audiência

Ruby Newell-Legner, presidente da Associação Nacional de Oradores dos EUA, compartilha que ao montar uma apresentação, ela tem em mente três questões essenciais: o que quero que eles saibam? O que quero que eles sintam? O que quero que eles façam? A especialista afirma que, para conseguir falar de forma a conseguir concretizar esses três pontos, ela busca informações sobre sua audiência. O que os preocupa, quais são suas motivações. Saber disso e incorporar em sua fala, faz com que as pessoas vejam que você leva em consideração a perspectiva delas e isso faz oradores mais eficazes.

4. Dominar a linguagem corporal

Joan Detz diz que, ao subir no palco, ela deixa os pés plantados no chão. Isso lhe dá uma sensação de equilíbrio físico, o que lhe deixa mais confiante para falar. Sentir-se desequilibrado ou a ponto de cair pode dar a impressão de que você está nervoso ou não sabe o que está fazendo. Usar a linguagem corporal a seu favor é uma marca dos grandes oradores. Você pode, por exemplo, dar alguns passos quando estiver avançando para um novo ponto do discurso ou se mover um pouco para frente, como se estivesse contando um segredo, quando estiver dizendo algo importante. Use a linguagem corporal para reforçar sua fala.

5. Não ter medo do silêncio

Pausar para deixar uma onda de nervosismo passar ou para organizar seus pensamentos não é vergonha alguma. Detz afirma que o silêncio pode ser o melhor amigo de um orador nesses momentos. John Paul Engel, consultor e palestrante, concorda com essa ideia e reforça que o silêncio pode ser uma forma de criar um momento de antecipação para o que será dito em seguida. É melhor ficar em silêncio do que tentar preencher cada espaço com expressões como "né?" ou "então".

6. Dinamizar

Se você vai falar durante muito tempo, é preciso mudar as coisas ou a atenção da audiência será perdida. Ruby Newell-Legner usa a regra dos 20 minutos. Para ela, se alguém vai falar por mais tempo do que isso, precisa agitar as coisas. Você pode fazer perguntas para as pessoas ou responder questões da audiência, fazer alguma dinâmica em grupo. Não precisa fazer nada que não pareça com você, mas vale experimentar outras técnicas e estilos de apresentação com os quais você se sinta confortável. O importante é não ser estático ou manter a mesma postura ou tom de voz durante muito tempo. Ninguém aguenta isso, não é?

7. Ser você

É simples: se você tentar fingir ser alguém que não é, as pessoas perceberão algo estranho. Ser autêntico, mesmo adotando estilos diferentes de apresentação, torna a mensagem a ser passada mais agradável. Além disso, é mais provável que você consiga engajamento e uma relação de identificação se simplesmente for você mesmo. As pessoas tendem a sentir aquilo que é genuíno e responder de forma positiva.

Você fala bem em público? Gostou das dicas? Tem outras recomendações? Conte pra nós nos comentários!




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