O número de telefones públicos no Brasil dobrou nos últimos dez anos. O preço do cartão, usado nos orelhões, deveria ser tabelado – mas chega a ser vendido por quase o dobro do preço determinado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Pela tabela oficial, o cartão de 20 unidades deveria custar R$ 2,43. O de 40, R$ 4,86. E o de 60 unidades, R$ 7,29. O problema é encontrar cartão com esses preços tabelados.
Em uma banca de Fortaleza, o cartão de 40 unidades é 13% mais caro. Os gaúchos também pagam mais para falar ao telefone público. Na banca, o cartão de 40 sai por R$ 6. O de 20, por R$ 4.
Pelo regulamento da Anatel, apenas as empresas de telefonia fixa e revendedores autorizados podem comercializar o cartão de telefone público. Mas em Belo Horizonte eles são negociados até por ambulantes.
Há locais onde que o consumidor paga quase o dobro do preço permitido. Em uma lanchonete da cidade, o cartão de 20 unidades sai praticamente pelo mesmo valor que o estipulado para o 40 na tabela da Anatel.
A Anatel informou que a fiscalização nas empresas de telefonia e nos postos de venda autorizados é constante. Até agora, nenhuma empresa foi punida no país. Segundo o Procon o consumidor tem direito de receber em dobro o que pagou a mais pelo cartão telefônico.