O mercado de trabalho está cada vez mais exigente. Um currículo recheado de boas qualificações, diplomas, cursos e idiomas não é mais garantia de contratação. O espírito de líderança também está sendo extremamente exigido. Afinal, de que adianta um profissional técnico “perfeito” se na hora da pressão e do estresse ele não segura a barra? De acordo com a Career Builder, 71% dos executivos de RH afirmam que valorizam mais a Inteligência Emocional na contratação ou promoção de um funcionário do que o seu QI. Segundo os participantes da pesquisa, um indivíduo emocionalmente saudável consegue manter a calma sob pressão, tem empatia pelos colegas de trabalho, resolve conflitos efetivamente, toma as melhores decisões e é visto como um exemplo dentro da empresa, liderando a equipe pelo respeito que conseguiu. 'Não se pode falar em sucesso profissional sem mencionar Inteligência Emocional. Para criar relacionamentos estáveis — e nesse caso, um bom networking — é preciso aprender a lidar com as emoções e, principalmente, as frustrações', afirma a coach e psicanalista Andreia Rego. De acordo com Andreia, na falta dessa inteligência a pessoa é incapaz de tomar decisões com discernimento, já que as emoções pessoais acabam afetando o raciocínio lógico, ainda mais se o profissional for líder de alguma equipe. 'De uma maneira resumida, a inteligência emocional é a capacidade de um indivíduo de controlar as suas emoções para alcançar objetivos com serenidade.', comenta Andreia. A falta de inteligência emocional também pode prejudicar a imagem do funcionário na empresa, o que diretamente também afeta seu desempenho e até mesmo como os profissionais ao seu redor. O profissional que é equilibrado e age com consciência dos seus atos, tem mais facilidade de adaptação e aprendizado, e apresenta maiores chances de ser bem sucedido na carreira. 'Por isso que líderes são respeitados. Eles não apenas delegam e mandam, eles conduzem e sabem trabalhar em equipe, aceitando a individualidade de cada um. Quando uma pessoa é apenas o chefe da equipe, mas não tem liderança, ele é temido, e não respeitado.', conclui a especialista.