Entre tantas pesquisas controversas da Medicina, uma delas é certeira: refrigerantes são um risco à vida. Após escutar um médico classificar as bebidas como “o cigarro da nova geração”, o artista plástico e fotógrafo neozelandês Henry Hargreaves quis encontrar uma maneira para representar visualmente a gravidade do problema. Para mostrar aos consumidores o que acontece quando se retira a água de refrigerantes e energéticos, Hargreaves ferveu as substâncias e, da sobra — composta por açúcar, corantes e produtos químicos, fez um pirulito. “Acho que o pirulito é a forma perfeita porque, para mim, é isso o que um refrigerante é: um tipo de doce disfarçado como bebida”, disse o artista à BBC. Apesar de ter a consciência de que esses produtos levam em sua composição uma grande quantidade de açúcar, Hargreaves disse que ficou surpreso com o resultado. 'Há muito mais açúcar nesses alimentos do que eu pensava. Praticamente todos os moldes que eu fiz transbordaram', revelou. Outro fato interessante que comprovou com sua experiência é que, ao colocar o pirulito em contato com a água, ele tornou-se líquido rapidamente. O campeão de concentração de açúcar, segundo o artista, foi o refrigerenta Mountain Dew (que não é comercializado no Brasil), fabricado pela Pepsico, com 77 gramas de açúcar (média de 19 colheres de chá) por dose individual. Mesmo que não beba refrigerantes desde a adolescência, Hargreaves provou seus experimentos e disse que o mais estranho de todos foi o pirulito de Coca-Cola. “Tem uma textura esquisita, quase como lava”, contou. Assim como feito com o tabaco, a indústria do açúcar manipulou pesquisas relacionadas aos danos causados à saúde. Hoje, sabe-se que a grande concentração de açúcar no sangue é um dos maiores causadores de obesidade, diabetes e problemas cardíacos. Pesquisadores da Universidade Harvard comprovaram que tomar uma lata de refrigerante por dia aumenta em 20% as chances de sofrer um ataque cardíaco.