Depois que as redações do Enem passaram a ser disponibilizadas para os estudantes, a prova se tornou um meme: pelo menos duas ganharam notoriedade nacional por terem obtido uma nota razoável com textos contendo receita de miojo ou o hino do Palmeiras. A distorção encontrava-se a partir dos últimos parágrafos, mostrando que os corretores da prova não vão além do segundo parágrafo. Agora o MEC quer mudar este quadro. As redações com nota máxima de mil pontos serão submetidas a uma banca de três professores doutores. Essa mudança deverá ser aplicada já na próxima edição do exame. De acordo com o MEC, em 2012 foram 2.084 redações que obtiveram a maior nota. “Nas notas máximas, nós queremos excelência. Por isso, não basta os dois primeiros corretores darem nota mil, queremos que automaticamente a banca avalie se a redação vale nota mil”, disse Aloizio Mercadante, ministro da Educação. Mas isso não significa que os deboches com notas razoáveis serão tolerados. Caso seja constatado que o estudante deliberadamente escreveu piadas ou provocações – sobretudo com o objetivo de desmoralizar o Enem – sua redação será sumariamente zerada. Apesar de apenas dois casos terem ganhado as redes sociais e a mídia, o MEC estima que pelo menos 330 redações continham “inserções indevidas”. Além dessas mudanças, Mercadante também anunciou que os corretores das provas do Enem serão monitorados em tempo real e receberão treinamento intensivo. Em 2012, segundo o MEC, foram 100 horas de capacitação para os corretores.