Ansiedade, depressão, calafrios e irritação são alguns dos danos causados pelo vício na internet, tido como uma nova psicopatologia. Pois é, a internet traz inúmeros benefícios às pessoas, inclusive a comunicação em tempo integral e o acesso a informação de modo indiscriminado, porém, ela também é responsável por danos à saúde mental. A paulista Lucélia Cristina Paes, de 26 anos, há três semanas foi internada em uma clínica para dependentes químicos em Araçoiaba da Serra. Ela perdeu o emprego de auxiliar de cozinha, o marido e teve ainda problemas de saúde. Lucélia começou a navegar na internet seis anos atrás, segundo ela, para fazer pesquisas. Desde então, começou a usar redes sociais – primeiramente o Orkut e depois o Facebook – e a perder madrugadas inteiras papeando em chats virtuais. Sua ânsia pela internet foi alvo de várias brigas familiares. Lucélia até chegou a esquecer de levar os filhos para a escola e de preparar refeições. Quando o marido pediu o divórcio, ela entrou em depressão, o que agravou a dependência da internet. Com a ajuda do smartphone, Lucélia estava conectada o tempo todo. As redes sociais não despertam apenas o vício na internet. Elas motivam outras patologias sociais como o narcisismo, a rejeição e o isolamento. A internet, em conjunto com tablets, smartphones e computadores, teve e tem um papel importante na sociedade, mas até que ponto a conexão 24h por dia é benéfica para nossas vidas?