Sabia que é possível fazer download de tudo que você fez no Facebook?

O usuário também pode ter acesso a informações que vêm de "metadados", como, por exemplo, o horário e de onde ela foi acessada pela sua conta. Dados como as palavras-chave usadas para anúncios e uma lista com os banners já clicados por você também estão disponíveis

Redação, Administradores.com,
Justin Sullivan

O Facebook disponibiliza desde outubro de 2010 uma ferramenta que permite aos usuários baixar as informações armazenadas sobre seus perfis. Podem ser acessadas, por exemplo, as mensagens, postagens de mural, fotos, vídeos e até cutucadas realizadas dentro da rede social. 

Além dessas, o usuário também pode ter acesso a informações que vêm de "metadados", como, por exemplo, o horário e de onde ela foi acessada pela sua conta. Dados como as palavras-chave usadas para anúncios e uma lista com os banners já clicados por você também estão disponíveis.

Para isso, basta acessar a área de configurações e depois clicar no link "baixar uma cópia", no final da listagem de funções da seção "Configurações gerais da conta".

Histórico

O Facebook utiliza esse metadados para construir perfis publicitários focados no perfil do usuário da rede. Por exemplo, se uma empresa deseja anunciar sobre a abertura de uma loja em determinado local, a rede social localiza os possíveis clientes através das publicações, curtidas e dos grupos e compartilhamentos feitos, para assim obter um melhor alcance de possíveis clientes.

Engana-se quem pensa que a única mudança do Facebook ao longo do tempo se deu em sua interface. A política de privacidade mudou bastante desde sua criação. Tais mudanças têm influência na quantidade e no modo como usuários compartilham, relata Alessandro Acquisti, professor da Universidade Carnegie Mellon (EUA) em matéria da Folha.com.

Os motivos para as alterações não são claros. "Como pesquisadores, não sabemos as motivações por trás de uma ou outra mudança. Entretanto, podemos mostrar como certas escolhas de design podem afetar sutilmente o comportamento dos usuários, sejam intencionalmente ou não”, diz Acquisti.

O professor analisou as informações públicas de 5.076 perfis entre 2005 e 2011 e chegou à conclusão de que quanto mais o usuário utiliza a rede menos ele compartilha informações publicamente.

Sobre os dados, grupos tentam obrigar empresas de internet a disponibilizarem ainda mais informações aos usuários, como é o caso da Electronic Frontier Foudantion, que demonstrou preocupação com o que o Facebook anda analisando. "Não sabemos se o Facebook apaga informações que 'aprendeu' ou se usa certos aspectos desindexados de um perfil mesmo após a saída do dono", diz Adi Kamdar, porta-voz da fundação.

Com as informações da Folha.com.