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Sebrae e BNDES se unem para ampliar crédito dos pequenos negócios

Foram apresentados 11 pontos para firmar cooperação técnica com o banco de desenvolvimento

Redação, Agência Sebrae,

O Sebrae e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) iniciaram nesta segunda-feira (26) um plano de trabalho contendo 11 propostas com o objetivo principal de direcionar os recursos financeiros do BNDES para atender à necessidade de crédito dos pequenos negócios. O documento foi apresentado em São Paulo em reunião entre os presidentes do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, e do banco, Paulo Rabello de Castro. “O grande problema nosso é fazer com que os recursos disponíveis cheguem na ponta”, disse Afif.

A ideia é facilitar o acesso dos empreendedores a linhas de crédito do banco usando a capilaridade do Sebrae, que abrange todo o país. O presidente do BNDES disse que já aprovou o plano de trabalho, que será implementado em curto prazo. “Hoje é o primeiro dia da revolução do acesso ao crédito para os desenvolvedores de negócios no Brasil. Vamos desenvolver uma plataforma com os nossos recursos e a orientação que o Sebrae oferece para as empresas”, disse Paulo Rabello.

A intenção é unir os esforços das duas instituições. De acordo com Afif, o banco tem os recursos, o Sebrae tem uma rede que qualifica a pequena empresa e um fundo de aval, o Fampe, que pode ser usado como garantia por esse empreendimento. As propostas do Sebrae incluem orientação para acesso ao crédito, melhoria das condições de financiamento às empresas com faturamento bruto anual de até R$ 3,6 milhões e aumento do incentivo ao uso do cartão BNDES. Outra meta é reduzir a intermediação financeira entre o banco e os pequenos negócios, por meio de uma fintech (as chamadas startups financeiras) específica para esse fim.

Esses serviços financeiros – que oferecem facilidades proporcionadas pela tecnologia – ganham cada vez mais espaço no mercado. De acordo com Afif, a ideia é o Sebrae construir um hub que agregue as fintechs que ofereçam crédito mais acessíveis para os pequenos negócios. O papel do Sebrae será o de acelerador dessas startups. “Nós seremos o modelo de sustentação das fintechs”, disse. A ideia foi bem recebida pelo BNDES, que tem projetos de trabalhar com as fintechs. “O que ocorre é que o sistema financeiro é grande demais para atender os pequenos”, disse Afif. Ele ressaltou que o crédito administrado pelos bancos adota critérios que não são acessíveis para as micro e pequenas empresas. “Queremos que as fintechs sejam um grande instrumento de democratização do acesso ao crédito no Brasil”, disse.

Canal MPE

O encontro ocorreu antes do lançamento do Canal MPE, ferramenta on-line do banco de desenvolvimento. A ferramenta está disponível no endereço www.bndes.gov.br/canal-mpme e permitirá que o BNDES passe, pela primeira vez, a se comunicar diretamente com o empreendedor interessado em suas linhas de financiamento. Até então, essa interação se dava apenas de forma indireta, por meio de agentes financeiros repassadores. “Queremos enfrentar a questão da disseminação das informações do BNDES”, disse Paulo Rabello.

Por sua vez, o presidente do Sebrae ressaltou a necessidade de facilitar o acesso de crédito para os pequenos negócios. ”Pesquisas mostram que 83% desses negócios não têm acesso ao crédito. Será por meio da tecnologia que podemos atingir esse universo”, afirmou.

O canal pode ser acessado também por meio de dispositivos móveis (celulares e tablets). A partir de terça-feira (27), também pode ser acessado pelo site do Sebrae.




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