Investidores ainda digerem aumento anunciado pelo Copom.
Moeda tem menor valor desde janeiro de 1999.
O dólar inverte a tendência mostrada na véspera e opera em baixa nesta quinta-feira (24). Por volta das 11h20, a moeda americana é negociada por R$ 1,583, com desvalorização de 0,44%.
O dólar não recua a esse nível desde janeiro de 1999, mês de adoção do regime de câmbio flutuante.
"Cada subida do juro possibilita um espaço maior de arbitragem. Num primeiro momento, até o pessoal se adequar, isso provoca a queda do dólar", disse o operador de câmbio de uma corretora nacional, que preferiu não ser identificado.
Nas operações de arbitragem, os investidores aproveitam a diferença entre o juro praticado no Brasil e no exterior. Nos Estados Unidos, por exemplo, o juro básico está em 2% por cento ao ano. Essas transações favorecem a queda do dólar diante do real principalmente por meio de operações com derivativos.
Os investidores ainda digerem o aumento de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros brasileira, a Selic, anunciada na noite de quarta pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Agora situada aos 13% ao ano, a Selic está no maior patamar desde janeiro de 2007.
Também seguem sob análise indicadores da economia nacional divulgados nesta quinta. Segundo o IBGE, o nível de desemprego no país recuou para 7,8%, o menor do ano. A inflação também mostra sinais de desaceleração: o IPCA-15 teve aumento de 0,63% em julho, contra os 0,90% registrados em junho.
Pregão de quarta
Na quarta, o dólar fechou com alta moderada, seguindo o movimento do mercado global de moedas, em uma sessão mercada pela expectativa antes da decisão sobre a taxa básica de juros brasileira.
A moeda norte-americana subiu 0,32%, para R$ 1,585, operando durante toda a sessão na estreita faixa de R$ 1,582 a R$ 1,585.
(Com informações da Reuters)