Dólar sobe novamente e se aproxima dos R$ 1,70

O dólar mantém a trajetória de alta nesta quinta-feira (4), após alcançar o maior valor desde maio na véspera. Por volta das 9h25, a moeda americana era negociada por R$ 1,681, com elevação de 0,23%. Trata-se do quarto dia seguido de alta da divisa frente ao real.

O dia tem uma agenda carregada de indicadores, com destaque para os eventos externos. Na Europa, o mercado analisa a decisão do banco central da Inglaterra que manteve, pelo quinto mês seguido, a taxa básica de juro em 5%. A decisão era amplamente esperada pelos economistas.

Nos Estados Unidos, atenção para os dados sobre o mercado de trabalho da ADP, empresa que processa folhas de pagamento. A previsão aponta para o fechamento de 19 mil vagas no setor privado durante o mês de agosto, seguindo a abertura de 9 mil postos em julho. Os dados oficiais, do Departamento de Trabalho dos EUA, serão apresentados amanhã. As estimativas apontam para o fechamento de 75 mil vagas.

Também hoje serão apresentados o custo da mão-de-obra e produtividade do trabalhador norte-americano. A agenda conta com os estoques de petróleo e derivados e os pedidos semanais por seguro-desemprego.

Ainda nos EUA, o Instituto de Gerentes de Compras (ISM, na sigla em inglês) traz o índice de atividade no setor de serviços. Na terça-feira, o ISM apontou leve retração na atividade industrial, com o índice recuando de 50 para 49,9.

Pregão de quarta

Na quarta-feira, o dólar fechou em alta pelo terceiro pregão consecutivo, com investidores se protegendo nos mercados derivativos em função do derretimento dos preços das matérias primas, ou commodities, no cenário internacional.

A moeda norte-americana subiu 0,90%, a R$ 1,678, maior nível de fechamento desde 9 de maio. Nas três primeiras sessões do mês, a divisa já acumula alta de 2,82%.

"É a bolha das commodities que furou e o pessoal está cobrindo posições vendidas (nos mercados futuros de dólar)", afirmou um membro do departamento de câmbio da corretora Concórdia, explicando que com a forte deterioração dos preços das commodities, os investidores estão se desfazendo da aposta que tinham na queda do dólar.


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