O SESCON-RS em parceria com a Faculdade de Administração, Contabilidade e Economia da PUCRS (Face/PUCRS) realizou um estudo sobre gestão pública realatando que cada brasileiro pagou em 2013, em média, R$ 464,83 por mês somente em impostos federais (já corrigido pelo IGP-DI). Ou seja, quase 70% de um salário mínimo vigente. Para se ter uma ideia do aumento na arrecadação, em 2003 se pagava em média R$ 282,58 por mês em impostos. Vale ressaltar que esses números são em valores reais. 'Esse dado é o primeiro de muitos que vamos apresentar a partir da parceria com a PUCRS. Queremos ampliar o debate sobre o modelo de tributação aplicado em nosso país e as contrapartidas que as administrações deixam de oferecer ao cidadão', comenta o presidente do SESCON-RS, Diogo Chamun. Se comparado com a arrecadação de 2013, o peso tributário em cada cidadão cresceu mais de 60%. 'Como alegar que não há recursos para investimentos?', questiona o Presidente do SESCON-RS, baseando-se no fato de que, em 2014, foram arrecadados mais de R$ 1,12 trilhão, contra os R$ 612,39 bilhões de 2003. Os dados do Tesouro Nacional apontam que de 2002 a 2011 a participação das receitas dos municípios em relação ao PIB cresceu de 7,4% para 8,9%. 'Vemos cotidianamente, manifestações franciscanas das administrações municipais e marchas de prefeitos a Brasilia, mas a arrecadação aumentou significativamente. O que nos parece faltar é gestão eficaz desses recursos', ressalta Diogo Chamun. O Rio Grande do Sul continua sendo o quarto estado que mais recolhe impostos, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em 2012, foram arrecadados R$ 39,8 bilhões no RS. O SESCON-RS irá trazer ainda, ao longo de 2014, de maneira regular, mais dados sobre a gestão pública e política tributária. A Face/PUCRS coloca à disposição da entidade patronal uma equipe de doutores e mestres em economia que irá produzir pesquisa e análise de dados para os posicionamentos. 'Vamos levantar reflexões. Queremos país, Estado e municípios com gestão profissional e voltada para o desenvolvimento da sociedade', completa Diogo Chamun.