Empresários defendem ações do governo para conter efeitos da crise

Brasília - Conselheiros da área empresarial defenderam ontem (6), na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), as medidas tomadas pelo governo para conter os efeitos da crise financeira internacional no Brasil.

O presidente da Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, disse que as medidas para estabilização do câmbio são fundamentais para a manutenção dos fluxos de negócios na indústria da infra-estrutura.

"Hoje foi mostrado que as ações que as autoridades monetárias estão tomando para estabilizar o câmbio são fundamentais para manter os fluxos de negócios, para o estabelecimento de preços e para que nós possamos dar continuidade às nossas atividades."

Ele também afirmou que é necessário continuar cuidando da questão do crédito porque "é a porta de entrada para que a crise tome outra dimensão na economia brasileira". "O mundo inteiro está procurando uma maneira de fazer fluir o crédito para as atividades produtivas, para o investimento e para o consumo", acrescentou.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, reconheceu o esforço que o governo está fazendo para disponibilizar dinheiro no mercado. "Há um esforço [do governo] para prover liquidez, seja em moeda estrangeira, seja em reais".

Ele disse ainda que a indústria está tendo dificuldades de operações para conseguir capital de giro e também dificuldades decorrentes da instabilidade cambial. "Todos sabem que o conteúdo de importação da produção industrial vem aumentando muito e há dificuldade de formar preço nessa área", disse.

O presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Fábio Barbosa, reconheceu que a ação do Banco Central com a liberação de compulsórios bancários "tem ajudado a aumentar a liquidez e reestabelecer o equilíbrio do mercado".

Ele também disse que os leilões de dólares, promovidos pelo Banco Central, tem contribuído para injetar moeda estrangeira no mercado e evitar uma alta expressiva. "Leilões de dólares vem compensando a escassez de dólares do mercado externo, evitando assim a desvalorização do real", explicou.

O presidente do Grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz disse que o mundo vai ter que sofrer ajustes para sair da crise e que os países com solidez econômica vão sair fortalecidos da crise. "O importante é que após essa crise, aqueles do mundo real vão sair fortalecidos e também os países melhor preparados e com seus fundamentos econômicos sólidos sairão fortalecidos", disse.



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