Empresas devem se planejar para o fim de ano

02 de agosto de 2007 às 07:00
São Paulo - Sócio de três pequenas lojas de presentes e utilidades domésticas em São Paulo, com 15 funcionários, e de uma importadora com 50, o empresário William Carlos Ishiy, desde o mês passado, já se prepara para as vendas de Natal e fim de ano, quando seu faturamento chega a dobrar em relação a um mês normal.

Consultores do Sebrae em São Paulo destacam que quanto antes as empresas começarem a se planejar, sobretudo as que têm maior demanda nessa época - como setores de confecções, calçados, alimentos, brinquedos, presentes e serviços, maiores as chances de garantir bons resultados e de ampliar e cativar a clientela.

Definindo as compras

O consultor de produção do Sebrae/SP Júlio Alencar destaca que as compras são um dos pontos principais a serem definidos, sobretudo pelos varejistas. "O pagamento do décimo terceiro salário, as festas e as férias escolares aumentam a demanda do mercado e quem não estiver preparado vai perder vendas", ressalta.

Na indústria, que dependendo do segmento já está com pedidos, é preciso confrontá-los com a real capacidade de produção, e também fazer a manutenção preventiva de máquinas e equipamentos, para evitar problemas de última hora.

Para poder reforçar os estoques sem errar a mão, os varejistas terão de levar em conta o histórico de vendas dos anos anteriores, as previsões de consumo feitas periodicamente pelas entidades de classe e as publicações especializadas.

As compras e entregas devem ser bem organizadas, de modo que não faltem (nem sobrem) produtos e que a empresa tenha espaço físico adequado para sua estocagem.
Gustavo Carrer, consultor da área de marketing, frisa que escolher os itens que deverão entrar em promoção, contratar funcionários temporários, preparar a decoração natalina (que pode ser feita pelo próprio empresário ou por um bom vitrinista) e garantir a segurança são outras ações que requerem a atenção.

Ele lembra que além do aumento das vendas, a época traz novos clientes ao estabelecimento. Segundo o consultor, no comércio o perfil do consumidor muda em relação aos freqüentadores do restante do ano. "No dia-a-dia, de 50% a 60% dos negócios vêm de clientes freqüentes. Mas na época das festas, surgem muitos novos. Em alguns casos, essas pessoas chegam a representar mais de 50% do movimento."

Daí a importância de cadastrar os novos clientes para, depois, usar essas informações no banco de dados, o que pode trazer novas oportunidades de venda. Se for fazer campanhas ou promoção, será preciso o planejamento incluindo os custos, funcionários e fornecedores com que a empresa trabalhará.

O que é fundamental ao se planejar

-Conhecer o histórico de vendas da empresa pela data escolhida;
-Identificar novos clientes e oportunidades de negócios;
-Conhecer a real capacidade de produção da empresa;
-Se necessário contratar mais mão-de-obra (serviço temporário ou de terceiros);
-Não deixar de incluir o treinamento dos atuais funcionários bem como os dos novos;
-Fazer manutenções preventivas nas máquinas e equipamentos de produção;
-Contratar fornecedores e parceiros informando-os de seu aumento de produção, se necessário for desenvolver ou buscar novos fornecedores;
-Negociar com antecedência prazos de entregas e formas de pagamento pela matéria-prima ou mercadorias (produtos elaborados) que a empresa precisará comprar para atender ao aumento da demanda;
-Observar os níveis de estoques atuais e quanto faltarão para chegar a demanda pretendida;
-Contratar marketing, propaganda, decoração da loja.

O mais importante é lembrar que a falta de planejamento acarreta desgastes: na perda de faturamento por deixar de vender (produto em falta); na imagem da empresa (porque ela não tem o produto); na perda de clientes, pois eles vão comprar com a concorrência



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