Fiesp: emprego em 2007 deve superar dois últimos anos

O nível de emprego da indústria paulista em 2007 já dá mostras de que deve superar o desempenho dos anos de 2005 e 2006, ficando aquém apenas do resultado apresentado em 2004, até hoje o melhor da década. De acordo com o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini, o resultado de julho, cuja alta foi de 0,42%, foi bastante positivo, já que o mês costuma apresentar estabilidade.

Ele explicou também que o Indicador de Nível de Atividade da Indústria (INA), que encerrou os últimos meses com números positivos, costuma se refletir no nível de emprego quatro meses depois. "Ou seja, devemos ter expansão do emprego também nos meses de agosto, setembro e outubro", disse. Francini lembrou que, por questões sazonais, novembro e dezembro são meses de queda no indicador, mas que ainda assim é possível dizer que o nível de emprego da indústria paulista deve fechar o ano com alta entre 2,5% e 3%.

"Ainda que os empregos ligados à indústria da cana-de-açúcar fossem expurgados, 2007 seria o segundo melhor ano da década para o indicador, claramente melhor que os anos de 2005 e 2006 e superado apenas por 2004", declarou. Desde janeiro de 2007, o emprego tem apresentado crescimento se comparado com os mesmos meses de 2006. Nos últimos 12 meses, o indicador teve alta de 1,5% se comparado com os 12 meses anteriores.

Informática

O segmento de informática foi em julho o destaque positivo do indicador de nível de emprego da indústria paulista, apurado pela Fiesp. O setor teve alta de 1,66% no mês; no acumulado do ano, apresentou queda de 0,87%; e nos últimos 12 meses, alta de 1,08%.

Em segundo lugar, vem o segmento de metalurgia básica, com crescimento de 1,63% no nível de emprego em julho, alta de 3,04% no acumulado do ano e de 3,31% nos últimos 12 meses. Em terceiro lugar, aparece o setor de fabricação de produtos de metal - exceto máquinas e equipamentos, com elevação de 1,21% no mês, alta de 0,90% no acumulado do ano e de 1,22% nos últimos 12 meses.

O setor industrial com o pior resultado no nível de emprego em julho foi fabricação de coque, refino de petróleo, elaboração de combustíveis nucleares e produção de álcool, com queda de 1,39%, influenciado pela sazonalidade da safra de cana-de-açúcar. No acumulado do ano, porém, o setor apresenta o melhor resultado do indicador, com alta de 45,70%, e nos últimos 12 meses, alta de 8,20%.




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