
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, comemorou hoje o fato de seu colega americano, George W. Bush, ter reconhecido a crise financeira nos Estados Unidos, o que aconteceu durante um discurso pronunciado na Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas).
Chávez afirmou ainda que, apesar de "ninguém poder dizer que um tsunami como esse não vai lhe atingir", seu governo tomou medidas há meses para evitar os efeitos da crise.
"O que o próximo presidente dos Estados Unidos vai receber é um navio naufragando. Não estamos alegres com isso, mas temos de dizer que lhes tínhamos advertido", disse o líder venezuelano.
Chávez assegurou ainda que ele e outros líderes europeus e asiáticos "defenderam uma reestruturação da chamada arquitetura financeira internacional". "Nunca fomos ouvidos e esse é o resultado", afirmou.
"Felizmente, China e Venezuela têm seu modelo próprio e não são dependentes do modelo financeiro americano", acrescentou.
Chávez conclui hoje sua quinta viagem oficial à China, no qual os acordos petrolíferos dominaram sua agenda. Na tarde de hoje, o presidente venezuelano viajará à Rússia, onde deve se reunir com seu colega local, Dmitri Medveded.
Na ONU, Bush disse que o governo dos EUA tem tomado "atitudes ousadas para evitar efeitos devastadores" na economia do país. Ontem, em pronunciamento pela TV, Bush assumiu que os Estados Unidos estão "imersos em uma grave crise financeira". Ele pediu a aprovação urgente do pacote de US$ 700 bilhões para solucionar a crise financeira no país.
Bush afirmou que foi obrigado a intervir para evitar o pânico financeiro e a recessão. Ele disse que, se a ajuda não for aprovada, poupanças serão perdidas, os despejos aumentarão, empregos serão perdidos, empresas vão fechar e o país irá mergulhar em "uma longa e dolorosa recessão."