Flexisegurança: solução ou problema?

Um novo mundo do trabalho surgiu com a globalização. Um novo mundo que envolve rápidas mudanças estruturais; individualização nas relações de emprego; flexibilidade em arranjos de trabalho; trabalho autônomo e empregos atípicos; e redução na segurança empregatícia. Essas são as tendências proeminentes nos 27 membros da União Européia, assim como no Brasil, Índia, China, Austrália e Japão, afirma Timo Kauppinen, diretor técnico da Eurofound (European Foundation for the Improvement of Living and Working Conditions), entidade sediada em Dublin, Irlanda, que conduz estudos comparativos sobre a vida no trabalho e desenvolvimento das relações trabalhistas.

Ao lado do economista José Pastore, ele estará no CONARH 2008 – 34º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, que a ABRH-Nacional realiza de 19 a 22 de agosto, no Transamerica Expo Center, em São Paulo, para apresentar a palestra O Novo Mundo das Relações do Trabalho.

Na palestra, Kauppinen vai traçar cenários sobre esse novo mundo e apresentar algumas das soluções encontradas pela UE para adequar as relações do trabalho a ele. Entre elas, está a política da flexisegurança, cujo objetivo, como seu nome explicita, é aumentar a flexibilidade e a segurança no trabalho. Mas, como toda novidade, agrada alguns – as empresas – e desagrada outros – os trabalhadores.

“As empresas estão bastante satisfeitas, embora muitas preferissem ver resultados mais rápidos. Os trabalhadores, entretanto, resistem mais, pois têm medo que qualquer mudança na lei trabalhista nacional não lhes garanta os mesmos direitos que já têm e que a segurança social seja cortada devido à recessão econômica mundial”, avalia Kauppinen.


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