Graduação no exterior traz desafios e recompensas em dobro

Ingressar na faculdade causa no jovem um turbilhão de emoções: da alegria da conquista da vaga à possibilidade de conhecer pessoas, trocar experiências e aprender, passando pela apreensão de ver a rotina transformada e uma certa insegurança natural. Enfrentar tudo isso já não é fácil para quem está perto da família e mora em seu país, mesmo assim, cada vez mais jovens têm optado por cursar a graduação no exterior, enfrentando ainda os desafios que vão de fatores culturais a altos níveis de exigência escolar.



Na Fundação Estudar, que concede bolsas de estudo no Brasil e no exterior para graduação e pós, a procura por graduação no exterior cresceu 164% desde 2006. Hoje, além dos bolsistas em instituições de renome no Brasil, como Fundação Getúlio Vargas, Ibmec São Paulo e Universidade de São Paulo, a Fundação apóia jovens brasileiros em universidades norte-americanas como Duke University, Stanford University e MIT (Massachusetts Institute of Technology).



Na opinião da bolsista Carolina Cooper, 18 anos, que estuda Economia na Universidade de Yale (EUA), os recursos disponíveis e o contato com pessoas interessantes compensam qualquer dificuldade inicial. “O ambiente incentiva o aprendizado. Aqui tenho acesso a oportunidades inimagináveis no Brasil: palestras com ex-presidentes da República e autores famosos, uma galeria de arte com pinturas de Van Gogh e Cézanne e uma diversidade de cursos infinita. A biblioteca é inacreditável: tem milhões de volumes e publicações escritas e editadas por alunos, um paraíso para quem gosta de ler. Funciona das 8h30 às 2h e o pessoal ainda reclama que fecha cedo!”, conta.



Juntamente com o acesso ao conhecimento, a oportunidade de amadurecer também atrai o jovem que se dispõe a estudar em outros países. “Mais que a educação formal, a experiência de vida será um dos diferenciais que levarei comigo. Outro fator é o desafio de ser bem-sucedido aqui, que é enorme, visto que meus colegas de classe são muito preparados”, afirma o bolsista Rafael Mendes de Oliveira, 19 anos, que estuda no MIT - Massachusetts Institute of Technology (EUA).



As diferenças culturais fazem parte da lista de obstáculos a superar para a maioria dos bolsistas. “Tive de reaprender a me relacionar com as pessoas. A população internacional em Yale é enorme e com isso fiz amigos que entendem meus problemas e estão passando ou já passaram pelas mesmas situações. Aqui eu sinto que faço parte de uma comunidade global de apreciadores do conhecimento, o que multiplica as minhas oportunidades para o futuro”, explica Carolina. Se no campus não falta calor humano, o clima é bem rigoroso, segundo ela. “O frio é doloroso, mas nada que um bom casaco não resolva.”



Tirar proveito da diversidade cultural é a melhor saída, completa Rafael, bolsista do MIT, para não se sentir só. “Para mim, que nunca tinha morado no exterior, essas diferenças interculturais têm sido muito proveitosas. O ambiente em que vivo não poderia ser melhor: estou cercado de pessoas brilhantes e promissoras em todas as áreas do conhecimento humano”, completa.



Para quem tem planos de estudar no exterior, vale a pena consultar o site www.estudar.org.br para mais informações.


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