Internet: 45% dos brasileiros usam rede para pesquisa de preços

Dentre os brasileiros adeptos à internet, 45% já utilizaram a rede mundial para pesquisa de preços e de produtos e serviços, segundo mostrou estudo realizado pelo NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR) e divulgado nesta quarta-feira (7).

No entanto, apenas 16% informaram ter completado uma compra via web. A pesquisa foi realizada em 17 mil domicílios da zona urbana, com pessoas acima de 10 anos de idade, entre os meses de setembro e novembro do ano passado.

Os dados mostram que, apesar de os brasileiros usarem a internet como ferramenta de comparação de preços e para analisar a disponibilidade de produtos e serviços, são poucos aqueles adeptos ao comércio eletrônico.

Hábito de compras
Ao serem questionadas se usaram a internet para compras nos últimos 12 meses, 11% dos entrevistados disseram que sim em 2006, percentual que permaneceu praticamente estável no ano seguinte (13%). Quando analisada cada classe social, por sua vez, é possível identificar um avanço dentre as com maior poder aquisitivo.

"Os últimos indicadores confirmam que os indivíduos das classes sociais mais altas e com maior nível educacional são os mais familiarizados e preparados para a utilização do computador e da internet no dia-a-dia", disse a gerente do Cetic.br (Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação), Mariana Balboni.

Dentre as pessoas com renda acima de cinco salários mínimos, aquelas que usaram o varejo eletrônico subiram de 19% para 32% de 2006 para 2007. Na classe A, a proporção das pessoas que utilizaram a rede para compras nos últimos 12 meses foi de 36% para 52% no período.

Resistência à internet
Apenas 10% dos internautas tiveram problema quando compraram os produtos. Mas, mesmo assim, 57% dos entrevistados disseram preferir comprar pessoalmente, o que mostra que o comércio eletrônico não cresce devido ao hábito do brasileiro.

Em 2007, os produtos mais comprados via web foram equipamentos eletrônicos, como câmeras fotográficas, telefones celulares e aparelhos de DVD, que corresponderam a 41% dos bens adquiridos. Na seqüência, estão os eletrodomésticos e produtos para a casa (27%).


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