Jobim confirma construção de aeroporto de SP por iniciativa privada

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou ontem (5), que o governo, além de privatizar os aeroportos de Galeão e Viracopos, também prevê a construção de um novo aeroporto em São Paulo, já sob regime de concessão privada.

Jobim esclareceu que o BNDES coordena tanto os estudos para a concessão de Viracopos (Campinas) e do Aeroporto Tom Jobim (o Galeão, no Rio de Janeiro), quanto os planos para o novo aeroporto em São Paulo.

"Já começamos os estudos com o BNDES, mas o que é fundamental mesmo na concessão dos aeroportos é o edital. Esperamos que no ano que vem a gente já tenha condições de lançar o edital e estar com esse assunto resolvido", afirmou o ministro, sem detalhar se o edital tem lançamento previsto para o primeiro ou segundo semestre de 2009.

"Não é um edital comum. É um edital que prevê uma série de situações que corresponde à natureza da prestação do serviço. A importância dessa linha de conduta que o presidente determinou é que poderemos dimensionar inclusive a Infraero vis a vis a uma operação privada e aí teremos uma noção dos ajustamentos necessários", acrescentou.

O ministro ainda afirmou que Galeão e Viracopos são os primeiros a serem privatizados por conta dos planos de sediar as Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016, bem como para desafogar o tráfego aéreo nos aeroportos paulistas de Congonhas e Guarulhos.

"Foi uma decisão do presidente Lula tendo em vista as urgências do Galeão quanto à possibilidade do Rio de Janeiro sediar as Olimpíadas. Com isso poderemos assegurar uma nota melhor no aspecto aeroportos", afirmou o ministro.

Hoje, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse que o banco poderá financiar possíveis concessionárias de Galeão e Viracopos. Ele estimou o término dos estudos de privatização dos aeroportos para o primeiro trimestre de 2009.

Congonhas

O ministro também comentou o acidente de anteontem à tarde em Congonhas, quando um bimotor derrapou na pista enquanto tentava abortar uma decolagem. A aeronave somente não caiu sobre a avenida Washington Luís porque foi contida por um muro de concreto.

"Vamos estudar em Congonhas as condições suplementares para evitar o tipo de ocorrência de anteontem. Não sei se será rede, cimento mole. Determinei à Infraero, à Anac [Agência Nacional de Aviação Civil], e ao controle de espaço aéreo [examinar] quais são as condições de melhorias de elementos de segurança em Congonhas", afirmou.


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