Mantega: crise gera incertezas sobre 2009 no Brasil

São Paulo - Em sua apresentação na reunião do Conselho Político, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou que a fase aguda da crise internacional gera incertezas sobre como será 2009 no Brasil. De acordo com o material distribuído pela Fazenda, na avaliação de Mantega, a fase aguda da crise gerou um travamento do crédito externo, um encarecimento do crédito doméstico e perdas patrimoniais no mercado acionário e de derivativos. Conforme os slides, o ministro ressaltou que a resposta do governo à restrição de crédito tem sido dada por meio de empréstimo de curto prazo em dólar para o sistema bancário, utilização das reservas e de swaps cambiais, redução do compulsório, aumento dos recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), bem como de linhas pré-embarque da instituição e antecipação de desembolso para a safra 2008/2009.

O ministro destacou que o Brasil está entre os países com crescimento sustentável e mais sólido. Ele mencionou que o Brasil vive o maior ciclo de investimentos, com o ritmo mais de duas vezes superior ao ritmo do consumo. Mantega apresentou ainda os dados da inflação acumulados em 12 meses, bem como as expectativas de mercado que apontam para uma desaceleração até 2009. O ministro também apresentou dados que mostram que, em 2007, os países em desenvolvimento representavam 50% da pauta de exportações brasileiras, enquanto a outra metade foi para os países desenvolvidos. Em 2002, os países emergentes representavam 38% e os desenvolvidos, os 62% restantes.

Mantega também apresentou números sobre os volumes significativos de Investimento Estrangeiro Direto (IED) e das reservas internacionais e destacou a redução da vulnerabilidade externa, medida pela relação entre dívida externa e PIB. Além disso, mostrou informações sobre os resultados fiscais.

De acordo com Mantega, o Brasil tem condições de manter o atual ciclo de crescimento, apesar da crise. Isso, segundo ele, será feito por meio de respostas aos desafios colocados pela crise, a continuação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o aumento dos investimentos, ganho de produtividade e investimentos em infra-estrutura. O ministro reconhece que deve haver uma redução "moderada" no crescimento de 2009. Na apresentação divulgada pelo Ministério, a expansão de 4,5% para o PIB no ano que vem está mantida.

Solvência

Mantega destacou, em sua apresentação na reunião do Conselho Político, a evolução do índice de Basiléia dos dez maiores bancos brasileiros, que ficou em 14,91% em junho, acima portanto das recomendações internacionais (8%) e do Banco Central (11%). Apesar disso, os dados apresentados pelo ministro mostram que houve uma redução no índice de Basiléia em relação à posição do início deste ano e do final do ano passado, quando esse indicador, que mede a solvência dos bancos, estava na casa de 17%.



Compartilhe



Palavras-chave

Mais notícias

Leia mais notícias

PUBLICAÇÕES RELACIONADAS
Diário de uma Crise: Lições do Caso Parmalat
AFONSO CHAMPI JR. DJALMA GONCALVES
Governança Corporativa nas Empresas
EDSON CORDEIRO DA SILVA
Revista Amanhã
Editora Plural
Harvard Business Review Brasil
Editora Segmento
A Arte de Comprar e Vender Empresas
Érico Luiz Canarim • João Luiz Coelho da Rocha • José Carlos Pereira • Paulo Gur

CURSOS ONLINE RELACIONADOS
Administração de Recursos Humanos
Djalma Barbosa e Marco Dalpozzo
Gestão do Tempo
Miguel Justiniano
Tendências em Gestão Empresarial
Bernadete Marinho e Valter Beraldo
Economia
Por Newton Marques
Negociação
Márcio Miranda

Comentários


O Presidente Barack Obama conseguirá reverter os efeitos da crise americana?

Sim, a curto prazo.
Sim, a médio prazo.
Sim, a longo prazo.
Não, não conseguirá.





apoioAngradHightech
Apresentação | Anuncie | Política de Privacidade | Contato
© 2003-2007. Administradores - O Portal da Administração.