Mantega defende política de juros do Brasil

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, de forma inusitada, defendeu a política de juros do Brasil. "Primeiro que o Brasil não está na contramão do planeta, tanto que os resultados econômicos, fiscais e financeiros têm sido muito bons. Eu diria até que estamos em uma posição melhor do que muitos países", disse ao responder questionamento se o Brasil não estava contra a recomendação do G-20 em favor de políticas de estímulo para o crescimento econômico.

Em entrevista depois de participar da cúpula do G-20, em Washington, Mantega emendou que "o Brasil tem feito a política certa: aumento de crédito". "Nós baixamos o juro em três anos consecutivos, reduzimos juros para o BNDES e os juros para agricultura estão baixos. É claro que o Brasil vai se juntar aos demais países fazendo um esforço para reduzir o custo financeiro", acrescentou.

No front fiscal, Mantega afirmou que "ninguém vai jogar fora a responsabilidade fiscal que foi adotada praticamente por todos os países. Então, vamos olhar também a manutenção deste equilíbrio fiscal fazendo as politicas de estimulo à produção". O ministro disse que houve unanimidade na reunião de cúpula do G-20 sobre a necessidade de fazer politicas anticíclicas, que ele denominou "anticrise", "para impedir que a crise se alastre para o setor real da economia". Ele acrescentou que estas políticas têm de ser sintonizadas.

Mantega observou ainda que políticas de estímulo à economia vão se traduzir em estímulo à importação e à exportação. "Todos os países lucrarão com isso", avaliou. O ministro contou também que "foi aplaudida a ação da China, que saiu na frente. Já fez política de aumentar investimentos, reduzir tributos, aumentar o fluxo financeiro, dar mais empréstimos, reduzir a taxa de juro. Tudo isso foi elogiado e todos os países recomendaram isso. China, Japão, o México. Enfim, todos os países vão apoiar essas medidas".



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