A crise financeira internacional deve baixar o crescimento previsto para o Paraguai de 5% para 3% em 2009, segundo informou o ministro da Fazenda paraguaio, Dionísio Borda, nesta quarta-feira (19) antes de reunião com o ministro brasileiro, Guido Mantega, em Brasília. Por conta disso, afirmou ele, o país já está negociado com organismos multilaterais (como FMI, Bird e BID) linhas de crédito.
A queda prevista no crescimento do país vizinho em 2009, de 5% para 3%, segundo o ministro paraguaio, vai ter repercussões no âmbito fiscal (com um menor recolhimento de tributos) e uma retração na concessão de crédito. "E tem repercussão em termos de produção", disse ele, acrescentando que, entre os principais produtos paraguaios, estão carne e soja.
Empréstimos internacionais
"Estamos vendo com os organismos multilaterais diferentes linhas de crédito e acesso rápido para podermos responder e encontrar soluções para infra-estrutura, habitação e para o combate à pobreza", disse Borda a jornalistas. Ele não revelou, entretanto, o volume de empréstimos requerido. "Estamos fazendo as estimativas", se limitou a dizer.
O ministro da Fazenda do Paraguai explicou que o objetivo dos empréstimos internacionais é tentar "blindar e proteger" a população que vive em situação de pobreza. Acrescentou que já há um programa em curso com uma instituição financeira multilateral para transferência de renda que conta, atualmente, com 17 mil famílias. A idéia, segundo ele, é ampliar a cobertura para 100 mil famílias em 2009. A contrapartida, por parte das famílias, é ter mais atenção com a sua Saúde e Educação.
Conversa com Mantega
Dionísio Borda afirmou que veio conversar com o ministro da Fazenda do país, Guido Mantega, sobre a situação do Brasil e como está enfrentando a crise financeira. "Queremos ver as medidas que estão tomando e ver em que medida esta crise afeta países como o Paraguai", disse ele. Questionado se o Brasil poderia ajudar o país vizinho, ele afirmou que este tema "faz parte da conversa". Mas não deu mais detalhes.