A sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York abrirá suas portas para o artesanato do Brasil no próximo mês de setembro. A exposição Mulher Artesã Brasileira vai reunir o trabalho de quinze profissionais, apresentando a diversidade do que tem sido produzido em todas as cinco regiões do país. O projeto Mulher Artesã Brasileira tem como objetivo divulgar a cultura e a economia brasileira por meio de artesãs que fizeram desse tipo de atividade não somente uma forma de subsistência, mas também uma motivação constante de transformação da realidade social. Além de apresentar o momento atual do artesanato no país, a exposição propiciará às contempladas a oportunidade de aprimoramento profissional por meio de ações formadoras, como uma exposição de fotografia e de objetos, participação em uma palestra, divulgação na mídia, dentre outras. As artesãs foram selecionadas por uma comissão de profissionais da Associação Brasileira de Exportação de Artesanato (Abexa), Programa do Artesanato Brasileiro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A artesã paraibana, Maria das Dores Ramos Silva, foi uma das 15 brasileiras selecionadas para expor seu trabalho na exposição Mulher Artesã Brasileira, que será realizada na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, Estados Unidos, em setembro. Maria das Dores faz parte da Associação de Desenvolvimento Comunitário das Artesãs de Ateliê Renascença de São Sebastião do Umbuzeiro, no Cariri paraibano, a 110 km de João Pessoa. A artesã trabalha com renda renascença há 40 anos e criou a associação há cerca de oito anos, mas somente há dois, formalizou o negócio e tem CNPJ. 'A associação reúne quase 50 mulheres do Cariri, que vivem do seu artesanato e melhoraram a renda familiar', disse Maria das Dores, que aos sete anos já produzia peças em renda para vender e ajudar no orçamento da sua família. Ela explicou que a renda renascença é um trabalho minucioso e demorado. 'Como trabalhamos em associação, dividimos o trabalho. Uma peça pode ser feita por várias rendeiras. Isso contribui para terminarmos mais rápido e recebermos logo o dinheiro', contou. Ela disse, por exemplo, que um vestido de noiva demora cerca de oito meses para ser confeccionado por apenas uma artesã. Para o tempo de produção ser diminuído, atualmente, quatro artesãs estão trabalhando em uma mesma peça. Veja a listas das artesãs selecionadas: 1. ACRE – Raimunda Nonata Silva Pinheiro (Kaxinawa) 2. ALAGOAS – Wendy Sherry Oliveira Barros 3. AMAZONAS – Maria Marli das Chagas Oliveira 4. CEARÁ – Maria Miguel de Oliveira (Rozinha) 5. ESPÍRITO SANTO – Berenicia Correa Nascimento 6. MINAS GERAIS – Maria Jose Gomes da Silva 7. MINAS GERAIS – Juracy Borges da Silva 8. MINAS GERAIS – Gercina Maria de Oliveira 9. MATO GROSSO – Neulione Alves Gomes 10. MATO GROSSO – Lucileicka da Silva David 11. PARAÍBA – Maria das Dores Ramos Silva 12. PERNAMBUCO – Ivonete de Moura Santana 13. PIAUÍ – Raimunda Teixeira da Silva 14. RIO DE JANEIRO – Monica Almeida de Carvalho 15. RIO GRANDE DO SUL – Elsa Pozzobon Noal