Dos EUA para o Brasil: o que o e-commerce nacional aprendeu com o americano

Confira as lições já aprendidas e as que ainda precisamos absorver para evoluir mais

Leonardo Frisso, Administradores.com,
iStock

No primeiro semestre de 2015 o e-commerce brasileiro registrou R$ 41,3 bilhões de faturamento, ultrapassando a marca de 100 milhões de pedidos realizados, o que representa um crescimento nominal de 15,3% em relação a 2014 segundo a E-bit. O desempenho foi obtido, principalmente, pela incorporação de tendências observadas em grandes centros, como os Estados Unidos, e já coloca o país na décima posição entre os maiores mercados do setor, segundo o eMarketer. Entretanto, ainda estamos distantes dos norte-americanos: apenas no ano passado, o faturamento das lojas virtuais de lá foi de mais de US$ 305 bilhões. Confira as lições já aprendidas e as que ainda precisamos absorver para evoluir mais:

Três lições já implementadas nas nossas lojas virtuais

Diversidade de pagamentos – quem tem um comércio eletrônico descobriu que não pode ficar refém de um único meio de pagamento. Por mais que estimativas mostram que o cartão de crédito seja utilizado por cerca de 80% dos consumidores, é importante oferecer outros modelos, como o boleto bancário (modalidade tipicamente brasileira).

Experiência do usuário – o usuário precisa se sentir feliz ao comprar em uma loja virtual e isso inclui desde o atendimento até a forma como ele vai efetuar o pagamento. Aliás, uma das lições mais importantes está neste último ponto: quanto mais a empresa facilita a conclusão do pedido, mais chance de fidelizar o usuário.

Mobile – as vendas por dispositivos móveis são uma realidade no e-commerce brasileiro, correspondendo a 10,1% das transações em 2015. Plataformas e sites precisam se adequar a este modelo e atender este novo tipo de consumidor.

Três lições que ainda precisam ser aprendidas

Omnichannel – os lojistas virtuais brasileiros ainda não sabem lidar com o caráter multicanal dos consumidores. O usuário agora pode pesquisar no e-commerce e comprar na loja física – ou vice-versa. O empreendimento precisa estar preparado e marcar território em todos os canais que o público-alvo visita.

Integração on e off-line – o e-commerce não vai acabar com o varejo físico. Pelo contrário, a união entre online e off-line é imprescindível para aumentar as vendas justamente por oferecer algo a mais para as pessoas. Aliás, influencia até mesmo no sistema de pagamentos, pois o cliente pode querer comprar no site e pagar na loja física, por exemplo.

Conversão – o grande desafio atual para o nosso comércio eletrônico. As lojas virtuais norte-americanas possuem um índice de conversão em torno de 3%, praticamente o dobro do registrado por aqui, de acordo com a Forrester. Oferecer promoções e um sistema de pagamentos eficiente e que não trava é o primeiro passo para aumentar esse número.

Leonardo Frisso é COO da Pagar.me é solução digital voltada aos empreendedores virtuais do país, atuando como infraestrutura de pagamentos.


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