As empresas que atuam no mercado contemporâneo, cada vez mais competitivo e sedento por produtividade, não deveriam se esquecer da importância de possuírem um quadro de funcionários diversificado e democrático, o que, muitas vezes, representa o grande diferencial de uma companhia. O recado é do Instituto Ethos que, após descobrir em pesquisa que os cargos de direção das empresas brasileiras estão concentrados em homens brancos de meia-idade, decidiu desenvolver um manual a respeito das práticas de inclusão de grupos sociais nos organogramas corporativos. Segundo o relatório produzido pelo instituto, companhias que empregam funcionários variando os critérios de seleção têm mais chances de agradar a um mercado consumidor cada vez mais exigente no que diz respeito às relações entre empresas e empregados. Além disso, a diversificação incrementa a competitividade e facilita a compreensão de um universo de clientes heterogêneos. Entre as variantes socioeconômicas dos funcionários que devem ser levadas em conta, de acordo com o Instituto Ethos, estão raça, sexo, idade, estado civil, estilo de trabalho, orientação sexual, nacionalidade, visão de mundo e deficiências. Como chegar lá Para uma empresa conseguir democratizar seu quadro de funcionários, a primeira medida a ser tomada é, naturalmente, acompanhar de perto as informações a respeito de seus empregados, preocupando-se em identificar discrepâncias e comprometendo-se em contratar novas pessoas com base em padrões diversificados. A partir do momento que a companhia conte com um quadro de profissionais rico em singularidades, uma forma de potencializar esta pluralidade, segundo o Instituto Ethos, é promover treinamentos e outras atividades que favoreçam a transposição de barreiras hierárquicas. Esta maior permeabilidade entre os grupos estimula a troca de experiências. Ainda no sentido de contribuir para a diversidade no ambiente de trabalho, o estudo sugere o reforço das relações comunitárias do empreendimento. Parcerias com entidades da sociedade ao redor deixam o intercâmbio de informações e particularidades mais dinâmico e mais amplo que os muros da empresa, além de divulgar os diferencias do negócio. E justamente a publicidade é vista como outro item que deve trabalhar a favor da companhia que se preocupa com a democratização de sua mão-de-obra. Não basta ter um comportamento eticamente correto, é preciso mostrar isso ao público consumidor, para assim consolidar uma boa imagem institucional e alcançar resultados favoráveis. O Instituto Ethos ressalta ainda que, caso seja necessário, vale a pena contratar especialistas para auxiliarem na implantação destas políticas de diversidade.