Modelos Uber de negócios ameaçam lucros de bancos, afirma Citigroup

Empresas como o PayPal estão sendo apontadas como futuros grandes problemas para companhias de serviços financeiros que atualmente lideram o setor

Redação, Administradores.com,
iStock

Segundo um relatório elaborado pelo Citigroup — um dos maiores grupos de serviços financeiros do mundo, de acordo com a revista Forbes — a próxima vítima do "modelo Uber de negócios" serão os bancos.

Ao falar sobre o modelo Uber de negócios, nos referimos ao processo de criar estratégias tecnológicas que substituem modelos tradicionais de negócios, tomando assim parte da clientela para si. Por exemplo: Netflix X Emissoras de TV, locação e cinema; Uber X Táxis; Amazon X Livrarias; Airbnb X Hotéis e o clássico Whatsapp X Operadoras de telefonia.

No caso do Citi, empresas como o PayPal estão sendo apontadas como futuros problemas para companhias de serviços financeiros que atualmente lideram o setor. Até o momento, segundo o relatório, apenas 1% da receita migrou para os novos modelos digitais na América do Norte. No entanto, de acordo com líderes da Citi e de outras empresas do ramo, é questão de tempo para soluções do tipo baterem grandes fatias das atuais gigantes.

Em regiões como a Somália, por exemplo, a grande presença de serviços em smartphones e bancos sem infraestrutura física transformaram o país em um dos principais campo de atuação dessas novas companhias. Por lá, segundo o relatório da Citi, 40% dos adultos usam transferência de valores através de serviços mobiles (smartphones). 

Com o crescimento de serviços virtuais e e o corte dos presenciais, os investimentos das empresas financeiras deve mudar de foco e atingir mais o lado tecnológico. Com isso, demissões serão feitas. Para você ter uma ideia, os investimentos em tecnologia do Citi passaram de US$ 1,8 bilhões no ano de 2010 para US$ 19 bilhões em 2015.

Com isso, Segundo Antony Jenkins — ex-presidente executivo do Barclays — o número de agências e de empregados pode cair até 50% nos próximos anos, graças ao "modelo Uber de negócios". Segundo o Citi, a queda de postos deve ser entre 40% e 50% até 2025.

"Nós provavelmente seremos a última geração a usar os termos cartão de débito e de crédito", disse John Stumpf, presidente-executivo da Wells Fargo, em reportagem da Exame.

 




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