O uso de recursos lúdicos no treinamento de equipes não é exatamente uma novidade. Mas o exemplo do grupo Brasilis Playback Theater, que faz o que se poderia chamar de "teatro corporativo" chama a atenção pela originalidade. A idéia é simples: os funcionários criam as histórias e o grupo encena. A inovação está no formato. Os funcionários, que estão na platéia, são instigados a contar histórias pessoais sobre um tema relevante para uma empresa - gestão de mudança, por exemplo. Depois disso, o autor/colaborador mesmo escolhe quem ele quer que represente os personagens. "Com base nas histórias, mostramos que os aprendizados do dia-a-dia podem ser utilizados na vida corporativa", diz Mario Moura, fundador do grupo.
Nas apresentações são tratados assuntos de áreas como recursos humanos, marketing e vendas. O playback theater pode ser utilizado para transmitir os resultados das áreas, alinhar as metas do ano seguinte e, ao mesmo tempo, trabalhar o clima organizacional. Segundo Moura, a intenção é fazer com que os colaboradores se aproximem, comecem a pensar mais em equipe, confiem uns nos outros e se respeitem mais. "Das histórias surgem experiências em comum que poderão ser utilizados para transpor desafios dentro da corporação", diz Moura. Um aspecto interessante é que a dinâmica evita ao máximo impor uma moral da história para os funcionários. Apenas guia a reflexão.
A estratégia nasceu nos Estados Unidos, criada por Jonathan Fox, e já tem mais de 30 anos de aplicação. No Brasil, há 10 anos, as empresas usam a técnica de playback theater.
Siemens, Grupo Ibope, Grupo Abril, ABN Amro são algumas das empresas que usufruíram dos benefícios do método.