O futuro do software: Internet e desktop integrados

As últimas semanas foram muito agitadas para as grandes empresas de tecnologia. Em 1o. de outubro, a Adobe Systems anunciou um acordo para a compra da Virtual Ubiquity, empresa responsável pela criação de um processador virtual de texto voltado para a nova geração de plataforma de desenvolvimento de software da Adobe. Um dia antes, a Microsoft divulgou seus planos para o Microsoft Office Live Workspace, um serviço que combinará o emprego do Microsoft Office com recursos da Internet, de modo que os documentos possam ser compartilhados online. Recentemente, o Google inovou com uma tecnologia batizada de “Gears”, que permite aos desenvolvedores criar aplicativos de Internet que possam também trabalhar offline. O elemento comum das recentes decisões dessas grandes empresas de tecnologia consiste na aposta de todas elas em uma visão nova do futuro do software que combina as características dos aplicativos online com o software do desktop para criar um modelo híbrido que ofereça o melhor dos dois mundos.

Até mesmo empresas de menor porte começam a recorrer a produtos que suportem esse modelo híbrido que faz a ligação entre a Internet e o software do desktop. A Mozilla Foundation, por exemplo, empresa responsável pelo browser Firefox (importante rival do Explorer da Microsoft), anunciou em 25 de outubro o lançamento de um projeto denominado “Prisma”. De acordo com a Mozilla, um grupo sem fins lucrativos que trabalha com softwares de código aberto, o Prism permite que aplicativos da Internet rodem fora do browser e se comportem de forma muito parecida com programas de desktop.

“Com o tempo, haverá um declínio na tendência atual de aplicativos para uso exclusivo em desktops, ou mesmo de aplicativos projetados especialmente para esse tipo de plataforma”, prevê Kartik Hosanagar, professor de Gestão de Informações e de Operações da Wharton. “Contudo, não espero que os aplicativos de desktop desapareçam da noite para o dia. Creio que o futuro será híbrido: haverá aplicativos básicos no desktop ao mesmo tempo que diversos aplicativos serão baixados da Internet.”

Até recentemente, a maior parte dos softwares rodava exclusivamente no computador do usuário. Esse tipo de programa, conhecido como software de desktop — como, por exemplo, o Photoshop da Adobe, o Office da Microsoft e jogos diversos — depende da capacidade de processamento do PC do usuário e permite o armazenamento de arquivos no disco rígido do computador. Embora o software de desktop seja ainda o modelo dominante, a Internet propiciou o surgimento de um novo tipo de aplicativo — exemplificado por produtos como o Google Docs, processador de texto, planilha e software de apresentação online da empresa, e pelos produtos de suporte de vendas da Salesforce.com— que rodam no browser. Esses aplicativos “webtop” usam o computador apenas para rodar o browser, algumas poucas extensões (como o Flash Player, da Adobe) e utilizam a capacidade de processamento e de armazenagem de bancos de computadores acessados remotamente pela Internet.

Contudo, como mostra essa tendência híbrida de utilização de recursos do desktop e da webtop, há limites para ambos os casos, e o futuro do software talvez seja uma combinação das melhores características dos dois sistemas.

Para Kendall Whitehouse, diretor sênior de Tecnologia da Informação da Wharton, a grande questão não é saber se o híbrido formado pelo par desktop/webtop corresponde à tendência do futuro. Isso, diz ele, “é praticamente certo”. Resta saber qual empresa — Microsoft, Adobe ou Google — oferecerá a melhor plataforma para o desenvolvimento da próxima geração de softwares. A planta desse novo modelo ainda está em fase de desenvolvimento e, embora as principais empresas envolvidas estejam no momento combinando as características do desktop com a Internet, os detalhes da estratégia de cada uma delas diferem significativamente.

A Microsoft, por exemplo, vê um mundo onde o cliente recorre ainda ao software do desktop, como o Word, Excel e PowerPoint, e utiliza serviços de Internet, como o Office Live Workspace para suplementar os recursos proporcionados pelo software tradicional. A Adobe está trabalhando em ferramentas de software que permitem a aplicativos de Internet rodarem no desktop nas mesmas condições que o software tradicional, aproveitando integralmente a capacidade do PC do usuário. Para o Google, o mundo é um lugar em que a maior parte dos softwares utiliza a Internet como plataforma, o que não o impede de utilizar o PC para armazenagem offline temporária.

O desfecho mais provável, de acordo com especialistas da Wharton e de outras instituições, aponta para um futuro híbrido em que o software e os serviços proporcionados pelos softwares de desktop e de Internet se integrarão de tal forma que os usuários não saberão distinguir entre um e outro. “Cremos que o futuro dessa tecnologia em processo de estruturação resultará em uma combinação de software local no PC acompanhada de serviços”, observou Jeff Raikes, presidente da Divisão de Negócios da Microsoft, durante sessão de perguntas e respostas por ocasião do anúncio de lançamento do Office Live Workspace, em 30 de setembro. “Vejo esse processo como uma longa seqüência de eventos em que se observam estratégias que vão desde o software propriamente dito até a oferta de serviços. A maior parte dos clientes está em algum ponto no centro desse espectro.”

Empresas participantes e possíveis vencedores
De que maneira cada uma das principais empresas de software interpreta a integração futura da Internet com o desktop? A seguir, algumas perspectivas do ponto de vista da Adobe, da Microsoft e do Google.

A Adobe lançou recentemente a segunda versão “beta” (de teste) do Adobe Integrated Runtime (AIR, ex-Apollo), uma plataforma de desenvolvimento de software que permite aos desenvolvedores usar linguagens de programação da Internet para a criação de aplicativos que rodem como programas de desktop e que podem ser utilizados em qualquer um dos principais sistemas operacionais para PC: Windows, Mac OS e, futuramente, Linux. Os aplicativos AIR rodam online ou offline, lêem e escrevem arquivos no PC como se fossem um software de desktop. Algumas das empresas que demonstraram interesse pelo AIR: AOL, eBay, Nickelodeon, Nasdaq e Salesforce.com.

A Microsoft também espera um futuro híbrido com uma estratégia baseada principalmente em um software de desktop a que a empresa se refere como “software e serviços”, em oposição à visão centrada na Internet que vê o “software como serviço”, freqüentemente defendida por empresas como a Salesforce.com. Para isso a Microsoft recorrerá ao Office Live Workspace, um complemento virtual do Office que permitirá a seus clientes armazenar arquivos na Internet, visualizá-los através de um browser e compartilhá-los com outros usuários. Para a empresa, o Office Live Workspace seria uma extensão, e não um substituto, do Office que o usuário tem em seu desktop. Conforme planos anunciados em 30 de setembro, os usuários que não tiverem o software de desktop da empresa visualizarão apenas as versões online dos documentos e poderão fazer comentários a respeito, mas não poderão editá-los. Tudo indica que a Microsoft está disposta a proteger sua franquia procurando, ao mesmo precaver-se contra a ascensão dos serviços de publicidade e de assinatura via Internet.

Diferentemente da visão centrada no desktop da Microsoft, o Google aposta em uma estratégia de software centrada na Internet. O Google Docs (ex-Google Docs and Spreadsheets) apresenta versões online de ferramentas para processamento de texto, planilhas e apresentações. Esses aplicativos rodam integralmente no browser e operam atualmente em conexão com a Internet e com armazenamento remoto de arquivos, embora o Google Gears da empresa prometa para o futuro rodar os aplicativos de Internet offline. Matthew Glotzbach, diretor de gestão do produto da Google Enterprise, disse em 24 de outubro, durante a Interop 2007, em Nova York, que o Google roda uma suíte de produtividade própria internamente, e que a empresa está convencida de que o futuro pertence ao software de Internet. “A disputa está mudando o atual conjunto de ferramentas de produtividade de uso pessoal. Estamos agora em mundo em rede em que tudo que estiver online o tempo todo conta com uma enorme vantagem.”

De acordo com especialistas da Wharton, é cedo demais para dizer qual arquitetura vencerá. A estratégia da Microsoft — que visa preservar o domínio de aplicativos para desktop da empresa — faz sentido, observa Eric Clemons, professor de Gestão de Informações e de Operações da Wharton. “A arquitetura da Microsoft centrada no desktop, tem seu mérito. São muitas as vantagens de se evitar o envio de arquivos enormes pela Internet. Algumas têm a ver com desempenho; outras, com segurança.”

Krishnan Anand,, também professor de Gestão de Operações e de Informações da Wharton, simpatiza igualmente com o modelo da Microsoft. “Os aplicativos de desktop serão bastante utilizados com alguma complementação por parte dos serviços disponíveis na Internet”, diz Anand. “Para a Microsoft, o software de desktop acompanhado dos serviços propiciados pela Internet se complementam. A empresa faz questão de incursionar por todos os segmentos.”

Andrea Matwyshyn, professora de Estudos Jurídicos e Ética nos Negócios da Wharton, diz que, a longo prazo, o modelo do Google de conexão permanente com a Internet deverá prevalecer. “Haverá um deslocamento cada vez mais acentuado para o segmento de serviços. O Google, com seu pioneirismo, mostra o caminho que a indústria deverá seguir.”

Whitehouse diz que a estratégia da Adobe contempla o que há de melhor em ambos os mundos. “Do ponto de vista da arquitetura, a Adobe acertou em cheio”, diz ele, observando que a plataforma de AIR associa as melhores características da Internet às do desktop. Ao mesmo tempo, as ferramentas de criação propiciadas pelos softwares da Adobe — como o Flash, Dreamweaver e Photoshop, entre outros — são bem conhecidas dos desenvolvedores e dos profissionais criativos. Essa familiaridade pode ajudar a impulsionar o desenvolvimento desses novos aplicativos híbridos. “A estratégia da Microsoft persistirá por muito tempo, mas a Adobe tem uma arquitetura para a próxima geração de softwares”, diz Whitehouse.

A Microsoft, por sua vez, mostra sinais de que pretende lidar com a ameaça da Adobe através de concorrência direta e de um posicionamento diferenciado. À medida que o Flash ia conquistando um espaço cada vez maior na Internet e crescia a ponto de se tornar o formato de vídeo preferido de sites populares como o YouTube e o MySpace, a Microsoft lançou um plug-in próprio para o seu browser voltado para mídias dotadas de recursos variados [também chamadas de mídias ricas ou rich media] e que foi batizado de Silverlight. Seu objetivo é desafiar explicitamente o Flash. “Cremos que há inúmeras oportunidades de inovação. A Adobe fez um trabalho excelente em parte do material de mídia rica. Cremos que ainda há muito a fazer”, disse Steve Ballmer, CEO da Microsoft, em 18 de outubro durante a conferência Web 2.0, em São Francisco. Contudo, a Microsoft não dispõe de nada semelhante ao AIR da Adobe, optando, em vez disso, pela adoção de uma estratégia própria de aplicativos para desktop que se conectam à Internet em detrimento de plataformas cruzadas e de aplicativos híbridos que, para a Adobe, representam o futuro.

O futuro do software híbrido: uma escolha realista
Especialistas da Wharton preferem não fixar um prazo para a evolução do software. O ponto de vista do Google de um futuro em que o software estará totalmente calcado na Internet ainda deve demorar muito para se tornar realidade. Por isso, o modelo híbrido de software parece atraente para muitas pessoas.

Para Hosanagar, esse modelo provavelmente evoluirá em duas fases. “Na primeira, os aplicativos apresentarão basicamente as mesmas características de um aplicativo de desktop, só que nesse estágio será possível acessá-los de qualquer lugar. Os aplicativos atuais de Internet são bons exemplos disso.” O Yahoo Mail, por exemplo, se parece muito com o Outlook, programa de e-mail da Microsoft. O Google Docs e o Buzzword da Adobe imitam o Word da Microsoft e têm a vantagem de permitir o acesso aos documentos do usuário em qualquer computador.

Nessa fase, em processo atualmente, Hosanagar observa que os aplicativos de desktop terão mais recursos do que os softwares de Internet; entretanto, com o passar do tempo, essa vantagem desaparecerá.

Na segunda fase do modelo híbrido, os aplicativos de Internet e os softwares de desktop trabalharão em conjunto, diz Hosanagar. “A próxima fase deverá ser mais interessante, já que os aplicativos online interagirão e compartilharão dados uns com os outros e se tornarão plataformas [que os desenvolvedores usarão para criar outros softwares]. O Facebook já se converteu nesse tipo de plataforma, assim como a Salesforce.com no segmento corporativo. Na próxima fase, coisas ainda mais interessantes deverão acontecer, na medida em que os aplicativos de Internet passarão a conversar entre si.”

Clemons observa que outro fator crítico para a evolução do software serão os aplicativos móveis. “Creio que os softwares de desktop serão utilizados nas atividades domésticas, e os softwares de Internet em aplicativos móveis”, diz Clemons. O fator-chave consistirá na sincronização dos softwares de desktop e de Internet onde quer que o usuário esteja. “Nenhum de nós sabe exatamente como serão esses aplicativos móveis, mas é bem provável que sejam extremamente úteis.”

Mostre-me o dinheiro

Pouco importa o caminho que o software híbrido tomará no futuro, o certo é que não faltarão modelos de negócios, diz Whitehouse. Contudo, no que diz respeito à melhor arquitetura e à melhor estratégia para geração de receitas, a incógnita persiste.

O Google vem obtendo um volume considerável de receitas com a venda de publicidade em seus aplicativos gratuitos de Internet. Além disso, o Google Apps Premier Edition pode ser utilizado durante um ano inteiro sem custo algum. A Adobe pretende gerar lucro com a venda de ferramentas para o desenvolvimento de software usadas na criação de aplicativos híbridos e de Internet. A Microsoft espera associar o licenciamento de uso e a assinatura de seus softwares à publicidade. “Não parece haver falta de opções no que diz respeito aos esquemas monetários”, observa Whitehouse.

Na esteira do sucesso do Google, muitos fornecedores de software estão atrás de publicidade para sua atual geração de serviços de Internet. Em 24 de outubro, a Microsoft adquiriu, por 240 milhões de dólares, 1,6% do site de relacionamentos Facebook. Com isso, a empresa conquistou uma clientela de perfil sofisticado para o adCenter, sua rede de publicidade. A Microsoft pagou também 6 bilhões de dólares em maio pela aQuantive, empresa virtual de publicidade. A empresa quer tornar-se grande catalisadora de publicidade, de modo que possa ganhar dinheiro com seus sites e serviços online protegendo-se assim de possíveis tendências futuras que se afastem do fluxo tradicional de receitas da empresa gerado pelos sistemas operacionais e softwares para PC.

“Planejamos nos tornar uma das principais empresas no segmento de publicidade online, e estamos satisfeitos com o progresso dos blocos que já pudemos assentar”, disse Christopher Liddell, diretor financeiro da Microsoft em 25 de outubro depois que a empresa informou os lucros obtidos no primeiro trimestre fiscal.

O Google veicula publicidade através de seus aplicativos de Internet, mas oferece seu software sem publicidade mediante o pagamento de uma taxa. Além da versão com publicidade do Google Docs, a empresa oferece também uma edição especial [Premier Edition] com capacidade superior de armazenagem por 50 dólares ao ano por usuário. Outras empresas, como a Salesforce.com, trabalham principalmente com receitas oriundas de assinaturas.

O plano da Adobe para o futuro híbrido é uma extensão do atual modelo de receitas da empresa. Bruce Chizen, CEO da Adobe, disse durante briefing com analistas, em 1o. de outubro, que pretende obter dinheiro com a plataforma AIR da empresa. “Ganharemos dinheiro com o AIR da mesma maneira que ganhamos hoje”, disse Chizen. “Vendemos ferramentas e aplicativos que alavancam nossos formatos de arquivos — PDF e Flash — e, ao mesmo tempo, beneficiam a clientela do Adobe Reader e do Flash Player.”

Anand diz que outro modelo que deverá surgir baseia-se no uso. Nesse modelo, alguém que tenha utilizado pouco um programa poderá recorrer à versão do aplicativo na Internet gratuitamente ou mediante uma pequena taxa. Os usuários mais freqüentes pagariam mais dependendo do uso feito. Anand compara os provedores às companhias de eletricidade. “A idéia é cobrar preços diferentes com base no volume utilizado”, diz ele.

No entanto, para que esses modelos híbridos possam avançar ainda mais, será preciso vencer uma série de desafios.

Um dos principais diz respeito à segurança, observa Matwyshyn, ressaltando que os aplicativos de Internet não são necessariamente menos seguros do que os de desktop. Na verdade, os serviços disponíveis online podem ser até mais seguros, uma vez que são atualizados constantemente para evitar ataques. Contudo, as ameaças à segurança aumentarão à medida que os aplicativos se associarem aos softwares de desktop, já que haverá mais pontos sensíveis aos ataques dos hackers. “Basta um ponto fraco para comprometer toda a segurança”, diz Matwyshyn. “A área de ataque aumenta à medida que um número maior de aplicativos depende de outros.”

Os dados constituem outra preocupação uma vez que, com os serviços de Internet, os indivíduos armazenarão cada vez mais informações nos servidores administrados por empresas externas. No fim, diz Matwyshyn, todos, indivíduos e empresas, terão de avaliar o provável nível de segurança da hospedagem de dados online, no desktop, ou em servidores protegidos pelo firewall da empresa.

Hosanagar concorda e observa que as tentativas anteriores de prestação de serviços na Internet, como foi o caso do Hailstorm, em 2001, fracassaram porque “as grandes empresas como, por exemplo, as instituições financeiras, não queriam que os dados de sua clientela fossem administrados por terceiros”. No futuro, porém, Hosanagar diz que essas questões de segurança serão superadas.

Embora especialistas da Wharton prevejam a diminuição do fosso entre os softwares de Internet e de desktop a longo prazo, ninguém sabe ao certo em que medida as características dos aplicativos híbridos de webtop e de desktop complementarão as características de seus primos instalados nos desktops. “A criação de um aplicativo que possa ser utilizado em várias plataformas diferentes, e que ‘pareça adequado’ aos usuários do Windows, Mac e Linux não é tarefa fácil”, observa Whitehouse. “No entanto, estou certo de que a indústria chegará lá. Estou quase que totalmente convencido de que esse é o futuro do software.”

Anand salienta a importância dessa evolução apontando as limitações dos atuais aplicativos de Internet. Ele diz que gosta de adequar o PC ao seu gosto — algo que poderá se tornar mais difícil com os serviços hospedados online. Além disso, ele diz ter alguns temores persistentes. “A confiabilidade é fundamental para muitos de nós. É comum as redes caírem e impedirem o acesso aos arquivos. Ainda hoje procuro me garantir fazendo back-ups no PC. Enquanto isso não mudar, não vejo vantagem alguma nos aplicativos de Internet.”

Não é só Anand que tem esse tipo de preocupação. Por isso mesmo as companhias de software estão tentando descobrir meios de driblar as limitações dos aplicativos de Internet com a criação de um novo tipo de software híbrido — que seja capaz de combinar as melhores características do desktop e do webtop em um ambiente único e sem descontinuidades.



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