O Nordeste no foco dos investidores

A região Nordeste vem conquistando avanços em sua economia, principalmente na área industrial, por conta da descentralização de alguns setores, que se afastaram da região Sul-Sudeste do País, como vestuário e calçados, bem como o agronegócio, fazendo aumentar os níveis de emprego local. A região também concentra segmentos importantes já estabelcidos há algum tempo, como açucareiro, petroquímico e petróleo, este explorado no litoral. Tem ainda o turismo, que cresceu muito nas últimas décadas e ainda apresenta perspectivas promissoras para o futuro.

Podemos acompanhar o crescimento da economia se concentrando em algumas atividades emergentes e em regiões localizadas. No que se refere às políticas de concessão fiscal, tornou-se algo interessante à região, atraindo grandes corporações, que conseguem se beneficiar de isenção de tributos, oferecendo, em contrapartida, práticas no Terceiro Setor.

A Região Nordeste é a segunda mais populosa do País, com 48 milhões de habitantes nas principais cidades, com cerca de 60% da população concentrada na zona urbana. As maiores cidades da região, em termos populacionais, são: Salvador, Fortaleza, Recife, São Luís, Maceió, Teresina, Natal, João Pessoa, Jaboatão dos Guararapes (PE), Feira de Santana (BA), Aracaju, Olinda (PE), Campina Grande (PB), Caruaru (PE), Petrolina (PE) e Ilhéus (BA).

O avanço da fronteira agrícola da soja, arroz e milho tem beneficiado, principalmente, Bahia e Maranhão. Este último, tem toda a produção agrícola escoada por longo trecho de estrada de ferro operado pela Companhia Vale do Rio Doce, com destino ao Porto de Ponta da Madeira, em São Luis. Além disso, as principais vias de transporte de carga rodoviária são as rodovias BR 116 e BR 101. O Porto de Ilhéus, na Bahia, é o maior exportador de cacau do Brasil. Esses são bons motivos para investidores se aproximarem cada vez mais da região.

Apesar da crise, a condução dos assuntos econômicos tem repercutido no aumento da confiança dos investidores. Por conta do crescimento acelerado do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, já nos tornamos a maior potência da América Latina. De acordo com o IBGE, que divulgou o resultado do PIB do 2º trimestre de 2008, agora em setembro, os números mostraram uma elevação de 6,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Alguns especialistas econômicos, após análises de números de estatísticas em diversos países, dizem que a aceleração do PIB brasileiro está na contramão da maior parte da economia mundial, que está em crise, sem data para terminar.

Nossa economia está bem ajustada, porém, analistas afirmam que o Brasil sentirá esta turbulência financeira mundial em breve e deverá sofrer alguns impactos que afetam, inicialmente, o mercado de ações. Porém, a expectativa é de que a exposição do País será menor do que anos atrás. Iremos crescer mesmo assim, principalmente em regiões de interesse internacional como o Nordeste, com investimentos em turismo, agricultura, entre outros.

O Nordeste é uma região promissora para os negócios e mostra tendência de aumento da capacidade produtiva. A expectativa continua sendo de um cenário positivo no futuro.

*Gilberto Galinkin é sócio-diretor da BDO Trevisan do escritório de Salvador-BA.



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A economia mundial irá se recuperar em 2009?

Completamente.
Moderadamente.
A economia não irá se recuperar em 2009.





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