Pesquisa adverte: fumar pode causar malefícios a sua carreira profissional

08 de agosto de 2008 às 00:10
Que o cigarro faz mal à saúde, todos estão cansados de saber. Mas dentro de uma empresa, o cigarro, junto ao café, vira quase uma "prática social". Só que esse hábito que une pessoas ao redor de uma xícara de café e de um cinzeiro não agrada muito na hora da contratação, tanto que uma pesquisa revela que empresários preferem os não-fumantes aos fumantes.

A pesquisa é da Catho Online, que ouviu mais de quatro mil pessoas, entre presidentes, vices, diretores, gerentes e supervisores de empresas de todo o Brasil, e verificou que 81% dos entrevistadores têm restrições à contratação de pessoas que fumam.

O levantamento mostra que o índice de rejeição foi ainda maior entre os presidentes e diretores. O que mais preocupa àqueles que fumam e que estão à procura de um emprego no entanto é que, em relação aos levantamentos anteriores feitos pela Catho, tem aumentado a restrição à contratação de fumantes.

Na campanha contra o tabagismo, vale de tudo. Algumas empresas até adotaram programas para ajudar seus empregados a largar o vício da nicotina. Vale de tudo: de terapias alternativas a tratamentos médicos à base de anti-depresssivos, adesivos e goma de mascar.
O Brasil possui mais de 30 milhões de tabagistas e eles sabem o quanto é difícil deixar o cigarro. Estudos indicam até que 80% daqueles que declaram que gostariam de largar o vício, apenas 3% o conseguem de fato. Portanto, a luta dentro das companhias é constante e válida.
Na briga contra o vício, vale também apelar para o bom-senso e para os números, claro, que não mentem. Estatísticas assustadoras entram nas armas que os empresários usam para ajudarem seus funcionários, como a que revela que 90% dos casos de câncer estão relacionados ao tabagismo; ou as que mostram que em países em desenvolvimento o cigarro matará 7 milhões de pessoas nos próximos 20 anos.

Uma outra vertente desse desafio é apelar para as finanças. Manter um empregado que fuma sai caro. As empresas de seguros de saúde calculam que os planos empresariais custariam 40% menos, se não houvesse fumantes. Sem falar ainda nos gastos indiretos, como a fumaça que pode oxidar os equipamentos eletroeletrônicos e de informática, ou as queimaduras que encurtam a vida útil de móveis, carpetes e cortinas.

Certas empresas não se satisfizeram apenas com a implantação de um "fumódromo", e implantaram programas que envolvem até a família do fumante. A ofensiva pode ser mais direta: algumas fábricas italianas chegaram até a cortar o salário de funcionários fumantes para compensar o tempo que eles gastam fumando - em média uma hora.

As iniciativas são válidas e apenas mostram que as empresas estão cada vez mais preocupadas com o controle do tabagismo dentro de suas organizações. Nessa empreitada, todos saem ganhando: funcionário, empresa, meio-ambiente. Melhora-se o convívio social, as finanças e, acima de tudo, a saúde.

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