As bolsas de valores da Ásia terminaram sem direção comum nesta sexta-feira (3), após fracos dados de emprego nos Estados Unidos reduzirem esperanças de recuperação econômica. A taxa de desemprego no país subiu para 9,5% em junho, a maior desde 1983.
"Os dados de emprego nos EUA enfraqueceram esperanças de uma retomada econômica, mas as perdas foram limitadas, já que investidores não encararam a notícia necessariamente como um sinal de mais desaceleração das economias globais", afirmou Won Jong-hyuck, analista de mercado da SK Securities, em Seul.
"Até agora a maioria dos indicadores parece basicamente estar em tendência de alta, mas esses dados de emprego mostram que a recuperação parece estar perdendo força", disse Hiroaki Osakabe, gerente de fundo da Chibagin Asset Management. "Eu não acho que a tendência de recuperação no longo prazo mudou, mas esses números parecem sugerir que levará tempo".
O mercado acionário japonês, que terminou em baixa, também foi pressionado pelo setor de varejo. As ações da Seven & I afundaram 5% depois que a companhia registrou uma queda mais acentuada que o previsto no lucro trimestral, conforme a recessão atinge as vendas nas lojas de departamento e supermercados.
Enquanto alguns analistas disseram que o cenário técnico não está particularmente animador, outros se mostraram mais otimistas. Nagayuki Yamagishi, estrategista da Mitsubishi UFJ Securities, disse que o Nikkei não deve cair muito acentuadamente. O indicador tentou por várias vezes durante a semana se manter acima da marca de 10 mil pontos antes de ser atingido por realização de lucros.
Mais índices
A bolsa de Sydney perdeu 1,27%, enquanto Taiwan retrocedeu 0,03% e Cingapura 0,91%. Na contramão, o índice de Xangai subiu 0,92% e o de Seul ganhou 0,61%. Os papéis negociados em Hong Kong subiram 0,14%.
Às 7h57 (horário de Brasília), o índice MSCI, que reúne as principais ações da região Ásia-Pacífico exceto Japão, recuava 0,04%, para 322 pontos. No segundo trimestre, o MSCI avançou 32% - maior ganho trimestral desde 1993 -, com investidores esperançosos de que os países emergentes da Ásia ajudarão a tirar a economia global da crise.
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