Preços no varejo de SP ficaram estáveis em fevereiro

Os preços ficaram estáveis para o consumidor paulistano em fevereiro, segundo apontou o Índice de Preços no Varejo (IPV) da Federação do Comércio do Estado de São Paulo. De acordo com a pesquisa, os preços tiveram variação positiva de 0,01% no contraponto a janeiro. Na comparação com o mesmo período do ano passado, há uma elevação de 0,59%.

No ano, o índice acumula crescimento de 0,45%. Esse resultado explica-se por dois fatores: o câmbio valorizado, que não abre espaço para grandes variações de preços na maioria dos segmentos, e um certo equilíbrio entre oferta e demanda. Os produtos que tiveram alteração de valor foram os alimentícios, que sofrem influência das variações climáticas. Os dados do IPV são coletados junto a cerca de 2 mil estabelecimentos comerciais no município de São Paulo, contemplando 21 segmentos varejistas e 450 subitens pesquisados.

A estagnação resulta ainda do equilíbrio entre as elevações e quedas nos preços, principalmente nos segmentos de Supermercados (0,32%), Feiras (2,60%), Móveis e Decorações (-1,25%) e Vestuários, Tecidos e Calçados (-0,77%).

Para a Fecomercio, alguns segmentos específicos podem registrar pressões de alta nos próximos meses. "É possível que tenhamos alterações nos preços dos alimentos que são influenciados diretamente pelas chuvas e também nos combustíveis, que embora estejam com estoques elevados, ainda enfrentam a entressafra da cana-de-açúcar. É importante também lembrar que alguns medicamentos sofrerão reajuste em 30 de março", afirma Abram Szajman, presidente da entidade.

No contraponto fevereiro a janeiro, entre as altas os destaques ficaram com Drogarias e Perfumarias (0,33%), Veículos (0,27%), Autopeças e Acessórios (0,18%), Padarias (0,18%), Jornais e Revistas (0,14%), Livraria (0,09%) e Material de Escritório e outros (0,07%).

Na mesma base de comparação, apresentaram quedas: Eletrodomésticos (-0,67%), Relojoarias (-0,64%), Brinquedos (-0,54%), Óticas (-0,52%), Eletroeletrônicos e outros (-0,29%) e Combustíveis e Lubrificantes (-0,23%). A seguir a análise por grupos:

Supermercados

Em fevereiro o segmento apresentou a sexta elevação consecutiva nos preços. Legumes (20,43%) e Verduras (18,02%) foram os produtos com altas mais significativas, isso em virtude das condições climáticas ocorridas nesse início de ano. As principais pressões foram percebidas em: Cafés e Chás (4,59%), Ovos (4,17%) e Aves (3,60%).

Feiras

Semelhantemente ao Supermercados, o excesso de chuvas na região Sudeste surtiu efeito sobre o desempenho da safra e, consequentemente, nos preços destes produtos. As condições climáticas também foram responsáveis pela alta nos preços do milho - que influenciou o valor da carne do frango - e pelo retardo na colheita da soja. É válido ressaltar que a elevação dos preços internos se dá também graças à alta demanda externa, que faz com que o preços destas commodities se valorizem no mercado internacional. Os destaques ficaram por conta do desempenho de Legumes (8,86%), Verduras (6,60%), Aves (6,56%) e Ovos (3,27%). A atividade acumula no ano alta de 11,31%.

Veículos

A troca de coleção contribuiu para que o setor tivesse um bom desempenho nas vendas. Esse fator influenciou os preços, que no período registrou alta de 0,27% do setor. No ano, o segmento acumula 0,02% de alta.

Drogarias e Perfumarias

A elevação de 0,33% no contraponto fevereiro a janeiro foi pontual, graças ao aquecimento nas vendas. Esta tendência deverá ser mantida, em decorrência do reajuste de alguns medicamentos em 30 de março. No acumulado de 2007, o grupo Drogarias e Perfumarias atinge alta de 0,75%.

Vestuário, Tecidos e Calçados

Este setor registrou em fevereiro a segunda queda consecutiva nos preços. O resultado explica-se pelas liquidações de início de ano e também pela valorização do real, que proporcionou a entrada de produtos importados e forçou uma queda interna de preços. Em 2007, o setor acumula queda de 1,12%.

Combustíveis e Lubrificantes

Mesmo com o período de entressafra da cana-de-açúcar, os estoques estão elevados e o grupo de Combustíveis e Lubrificantes registrou queda de 0,23% no contraponto fevereiro a janeiro. No ano, a atividade acumula elevação de 0,97%. Destaques para as variações de Combustíveis (-0,25%) e de Lubrificantes e Óleos (0,25%).

Móveis e Decorações

Depois de uma fase de onze aumentos consecutivos, o setor de Móveis e Decorações teve em fevereiro variação negativa de 1,25%. Este grupo demandará atenção especial, pois a entrada de móveis importados da China torna o produto nacional menos competitivo e força baixa nos preços.

Açougues

Apesar do aumento nos preços das Aves (3,48%), em decorrência da alta do milho, o setor registrou em fevereiro retração de (1,10%). Essa é a terceira queda consecutiva nos índice deste setor. As Carnes Bovinas (-1,90%) e Suínas (-2,04%) mantiveram-se em patamares comedidos e seguiram a tendência de queda iniciada em dezembro.




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