Presidentes das empresas ainda não atingiram maturidade na carreira

Presidentes de grandes empresas brasileiras ainda não atingiram a maturidade profissional. Isso é o que revela pesquisa realizada pelo Centro de Tecnologia Empresarial (CTE), da Fundação Dom Cabral, com dirigentes de 40 companhias que estão entre as melhores do País.

Todos os presidentes consultados acreditam ter atingido a maturidade, mas a percepção foi adquirida por meio da posição que ocupam e não pelo conhecimento que possuem. Segundo a coordenadora da pesquisa Mariá Giusiese, eles desconhecem seus limites e perspectivas e não demonstram consciência da trajetória percorrida e do impacto de suas escolhas.

"Poucos distinguem a noção de finitude (limitação), o que nos leva a crer que ainda não atingiram a maturidade da carreira", disse.

Sucessão
Em outro aspecto que denota maturidade pessoal e profissional, a sucessão, os presidentes tiveram desempenho ruim. A maior parte dos entrevistados (55%) afirma não ter dificuldade em planejar a sucessão, mas poucos (20%) estão efetivamente preocupados com o assunto ou empenhados em realizar esse preparo.

Desenvolvimento
Outro assunto abordado pela pesquisa foi o desenvolvimento pessoal e profissional. Neste caso, os recursos mais utilizados para a promoção do aperfeiçoamento, dentre aqueles que as utilizam, são leituras e cursos, com 70% de respostas cada, de acordo com a tabela abaixo:

Item                                                                                          Respostas
Leitura                                                                                           70%
Cursos                                                                                          70%
Networking                                                                                   55%
Grupos                                                                                          27%
Participação em eventos                                                          23%
Aconselhamento de carreira                                                   15%
Férias/acompanhamento familiar                                          15%
Colocando em prática a experiência profissional               12%
Fonte: CTE - Fundação Dom Cabral


A pesquisa ainda mostrou que, quanto à gestão de carreira, menos da metade dos entrevistados recorrem a profissionais especializados, como um coach. Em geral, mencionam encontros informais, com duração irregular e sem programa estruturado. "É nítido o clamor de cada um por ser ouvido em sua essência, o que exige interlocutores experientes, preparados e capacitados para tal desafio", finaliza Mariá.


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