Em nome de uma perspectiva de ganho maior, que pode ou não se confirmar, você estaria disposto a suportar uma perda de capital de curto prazo nos recursos destinados a sua aposentadoria? Esse é o dilema atual de quem possui um plano de previdência privada que aplicam parte dos recursos em renda variável.
A rentabilidade desse tipo de plano minguou com a queda da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nos últimos meses. Dependendo da exposição do fundo em ações – que pode chegar a até 49% do patrimônio líquido –, o resultado no acumulado deste ano pode, inclusive, estar no vermelho.
O fraco desempenho recente assustou os investidores e reduziu o ritmo de captação dos planos com perfil mais arrojado, que vinha aumentando justamente por conta da exuberância da Bolsa nos últimos anos. Entre janeiro de 2006 e setembro deste ano, a participação dos fundos que podem aplicar parte do patrimônio em ações cresceu de 9% para 25%, de acordo com dados do site financeiro Fortuna.
Se você faz parte do grupo que está em dúvida se fez a melhor opção de previdência, os especialistas recomendam calma. “Ciclos de baixa como o atual tendem a ser amortizados ao longo do tempo”, afirma Marco Barros, diretor Comercial da Brasilprev, empresa de previdência do Banco do Brasil. O mesmo raciocínio é válido para quem planeja ingressar em um plano agora. De fato, o desempenho nos últimos meses tem deixado a desejar. Quando se olha o desempenho passado no longo prazo, porém, o retrospecto é amplamente favorável aos fundos que podem aplicar em ações.