Mais comentada

Entenda o uso de VPN para acessar vários catálogos do Netflix

Através de proxies ou redes privadas virtuais é possível acessar acervos de outros países

Redação, Administradores.com,
Brian McEntire/iStock

O usuários do Netflix no Brasil estão acompanhando apreensivamente os desdobramentos do anúncio de "caça" que o serviço deu às pessoas que acessavam conteúdo de um país que não fosse o seu. Disponível em 48 países diferentes, o catálogo de cada um desses locais é diferente, o que faz com que algumas pessoas procurem conteúdos que não estão disponíveis em seus países. O motivo? O acordo com os estúdios funciona com base na localidade da qual você está assistindo.

Através de proxies, servidores que fazem intermediação do acesso a páginas na web, ou as redes privadas virtuais, ou VPN, sigla em inglês para Virtual Private Network, ou proxies é possível enganar o Netflix, o que causou desconforto em gente poderosa, como executivos da Sony. De acordo com o Estadão, em um dos e-mails vazados após ataque hacker, a empresa mostrava estar "profundamente insatisfeita" com isso. "É uma forma alternativa de pirataria - semi-sancionada pelo Netflix, já que eles tão sendo pagos por assinantes de territórios que eles não têm o direito de vender nosso conteúdo", dizia o e-mail. "Esse assunto, é quase certo, ainda vai esquentar muito, já que a nossa vontade e a do Netflix vão em direções opostas".

Funcionamento

Apesar de tudo isso, o ato de usar VPN ou proxies não é ilegal. Os serviços, alguns pagos, como o TorGuard, CyberGhos ou Unblock-Us, ou gratuitos, como o Hola, que já tem mais de 38 milhões de usuários, apenas intermediam o uso da internet. Pesquisa da GlobalWebIndex apontou que 27% dos adultos na internet estão conectados através de redes privadas virtuais. No Brasil, 37% das conexões são feitas dessa maneira.

Caso um brasileiro utilizasse o serviço de uma dessas ferramentas e a empresa for localizada nos EUA, o Netflix iria entender que o acesso está acontecendo em uma máquina em território americano, e o catálogo disponível não seria o original, mas sim, o dos Estados Unidos.

Outros usos para os serviços de VPN e proxies é de se manter anonimato durante o acesso à internet, sem limitações impostas por governos que impõem censura na web, como na China, onde 36% das conexões são feitas através de redes privadas.

Toda essa pressão, tanto do público que quer mais conteúdo, quanto dos estúdios que querem mais respeito com o conteúdo que eles já disponibilizam para o Netflix, fez com que a empresa ameaçasse tomar medidas práticas contra usuários que tentam burlar seu sistema. O TorGuard, por exemplo, já alega que o serviço impede usuários de acessar o site através de proxy ou VPN.

De acordo com o Ben Van Pelt, CEO do TorGuard, o bloqueio ao serviço é um bloqueio também aos legítimos de assinantes que dependem de VPN por razões de segurança. “Só o tempo dirá se os serviços de streaming vão adotar políticas restritivas a uso de VPN e proxy. Independentemente do resultado, o TorGuard continuará a dar novas soluções para burlar qualquer bloqueio imposto sobre a rede.” 

O Netflix negou perseguição, dizendo utilizar apenas de "medidas padrão da indústria para prevenir esse tipo de acesso". Para especialistas, porém, tal decisão pode resultar num aumento da pirataria. Por enquanto ainda é possível usufruir do acervo de outros países. Aqui na redação, testamos hoje (15) o acesso ao catálogo dos Estados Unidos pelo Google Chrome, utilizando a extensão Hola, e obtivemos sucesso. 




Fique informado

Receba gratuitamente notícias sobre Administração