Quem acha que o preço do PlayStation 4 é abusivo para com os consumidores brasileiros, não tem ideia do quanto o mercado de luxo movimenta por aqui. Em 2012, o segmento faturou US$ 6,45 bilhões no Brasil, 8% a mais do que no ano anterior, de acordo com dados da GfK. E a cada ano, novas marcas desembarcam no caro e promissor mercado. Definitivamente, brasileiros gostam de pagar um preço alto por exclusividade e luxo. A evidência mais recente desse fenômeno vem da Suíça: a marca de relógios Roger Dubuis irá vender alguns dos 88 exemplares do modelo Excalibur Quatuor no Brasil. A módica quantia sugerida é de R$ 1 milhão por item. Em entrevista à Forbes, o CEO da companhia, Jean-Marc Pontroué, lembra que foram investidos milhões de euros, cinco anos de desenvolvimento e dois anos de testes para lançar o relógio. Segundo Pontroué, o Brasil está entre os cinco mercados estratégicos para a Roger Dubuis, empresa que faz parte do grupo Richemont. Para ele, o mercado é promissor em um horizonte de cinco a dez anos, apesar de existirem poucos compradores. De acordo com o banco Credit Suisse, o Brasil deverá ter um novo milionário por semana até 2018. Já o número de bilionários, que era de 53 em 2012, deve saltar para 130 em 2022, segundo a consultoria Wealth-X. A companhia pretende reforçar o posicionamento da marca no país no segmento de alta relojoaria. Os produtos da marca já são vendidos por aqui desde 2010, na loja multimarcas Frattina. Pontroué acredita que não vai ser problema vender os relógios da linha limitada no Brasil ou em qualquer mercado onde a empresa atue, apesar do preço elevado. O Excalibur Quatuor estará disponível em ouro rosa e silício (versão mais leve e resistente). O relógio conta com quatro rodas de equilíbrio em seu interior, inovação que custou os “milhões” de euros, e um indicador de reserva de energia.