As vendas do pequeno varejo (micro e pequenas empresas) no Estado de São Paulo mostraram sinais de aquecimento em fevereiro. O faturamento do grupo apurou alta de 3% em relação a igual período do ano passado. No acumulado do primeiro bimestre de 2007, as vendas cresceram 1,7% em relação ao mesmo intervalo do ano passado., informou a Folha Online
Na comparação feita apenas entre os meses de fevereiro de 2007 e de 2006, três grupos puxaram o desempenho positivo: Móveis e Decorações, com alta de 20,1%; Vestuário, Calçados e Tecidos, com elevação de 19,1%; e Eletroeletrônicos, 1,2%. Os grupos que apresentaram queda na comparação foram: Alimentos e Bebidas (11,4%), Autopeças e Acessórios (9,4%), Materiais de Construção (6,3%) e Farmácias e Perfumarias (1,6%).
Já no comparativo entre os dois primeiros meses deste ano e o primeiro bimestre de 2006, os grupos que apresentaram elevação foram: Vestuário, Tecidos e Calçados (16,3%) e Móveis e Decorações (15,5%). Já os demais grupos tiveram queda: Alimentos (10,6%), Materiais de Construção (9,6%), Autopeças e Acessórios (7,1%), Farmácias e Perfumarias (4,1%) e Eletroeletrônicos (1,7%).
O grupo Vestuário, Tecidos e Calçados mostra crescimento expressivo e continuado nas vendas. Para estas lojas, segundo o estudo, o crédito tem sido importante, mas nos próximos meses, o fator climático deverá ser decisivo em virtude da coleção outono/inverno.
Já em relação à queda apresentada pelo grupo alimentos --que registrou crescimento acumulado de 8,6% em 2006--, o estudo justifica que parte da renda dos consumidores está comprometida com pagamento de dívidas e diz que o setor vem apresentando sinais de desaquecimento há, pelo menos, quatro meses.
"O resultado pode ser considerado razoável uma vez que em 2006 essas empresas mostraram bom desempenho e encerraram o exercício com avanço de 6,5% no faturamento real. Mas ainda não configura uma tendência de longo prazo", afirma o presidente da Fecomercio-SP, Abram Szajman.
Ele acrescenta ainda que a expansão do crédito deve ser o principal fator de sustentação das vendas, visto que o crescimento da renda dos consumidores deverá ser mais modesto neste ano.