Sim, é triste e dói muito no coração. Só quem passou por isso conhece tal sentimento. Porém, o ponto principal aqui que eu aprendi ao longo da minha jornada e principalmente no Coaching e nos estudos e práticas de Autoconhecimento, é colher os aprendizados, as resultantes e crescer com os desafios e momentos difíceis. Faz sentido para você? A nossa vida é repleta desses momentos tenebrosos, já parou para pensar nisso? E na grande maioria das vezes o que vemos são as pessoas reclamando, se revoltando. E o que acontece na prática? Mais e mais situações desconfortáveis se apresentam com que um sinal dizendo: 'o meu querido, ou você aprende a lição ou vai passar pela experiência novamente'. Veja por exemplo o cenário de multas e radares. Se o radar é de 60 km por hora, e você passar a 80 km, você vai ser multado. E isso se repetirá eternamente até que o camarada aprenda que se ele não passar por ali a menos de 60 km ele vai continuar sendo multado. Do meu ponto de vista, ainda que restrito, parece-me lógica essa razão: enquanto não aprendemos com um fato ou experiência, aquilo se repetirá. Como que uma escola: a escola da vida. E existem alguns aprendizados que nós seres humanos costumamos a colher somente quando alguns extremos acontecem. É o famoso 'tem que perder para dar valor'. É um ditado popular, porém podemos sim aprender sem perder. Na prática não é tão simples assim, mas é possível com certeza. Muitos diriam 'perdi meu pai'. No meu caso gostaria de convidá-lo para ressignificar essa frase dizendo: 'Ganhei um Pai Exemplar durante 35 anos na minha vida'. Apenas para contextualizar, hoje tenho 35 anos, e foi exatamente nessa fase da minha vida que meu pai partir dessa para melhor. Sim! Durante esses 35 anos da minha vida tive o privilégio de ter um pai maravilhoso, e nessa nova jornada que ele se encontra, deixa aqui algumas lições que gostaria de compartilhar com vocês. O convite, se me permite, é que você sinta com o coração, e se fizer sentido para você, compartilhe com seus amigos, e principalmente, corre lá hoje mesmo, e aproveite seu pai se ele ainda está vivo, e caso não, faça com outra pessoa que ama. Lição 1 – Jamais julgue algum ser humano, você não tem a mínima ideia do que se passa na cabeça do próximo e das lutas que a pessoa está passando e já passou. Mas Fabiano, eu vivi 50 anos ao lado da pessoa e sei exatamente como ele pensa, seus desafios, e suas vitórias! Pode até saber algumas coisas, mas não saberá tudo, pois cada ser é único. É virtude não julgar! Cuidado ao criar rótulos para as pessoas. Veja esse exemplo: sempre via meu pai como uma pessoa mais rígida, ou um pouco mais direta ao ponto as vezes, um tubarão no mundo dos negócios (muito bem-sucedido por sinal). E ao ter criado esse rótulo do meu pai pensei: 'Poxa, será que no velório dele os amigos virão? Será que terá bastante gente?'. Meu receio era ter um velório vazio. Conclusão: nunca vi um velório tão cheio em todos os 35 anos da minha vida. Amigos e parentes do Brasil todo, outros estados, cada um contando suas histórias de alegria e convívio com o meu pai. Primeiro 'tapa na cara' que levei. Lição 2 – Nunca é tarde para dizer Eu te Amo e dar um beijo na pessoa que você ama. Nunca fui um filho muito carinhoso também, daqueles que abraçam e beijam. Fui construindo isso aos poucos e mesmo assim de uma forma um pouco tímida. Lembro da fase onde eu não conversava com meu pai, aquela fase de jovem revoltado onde só você está certo e o mundo todo está errado… Triste ilusão não é mesmo… Bom, tive a sorte de naquele momento ter uma aula em um curso de autoconhecimento que faço há muito tempo que me mostrou que nada é por acaso, que todos tem uma importância universal e todos estamos aprendendo nessa escola da vida uns com os outros. Foi o suficiente para fazer com que eu pedisse desculpas e começasse a cultivar o Respeito. E mais recentemente tive o privilégio também de começar a dizer mais 'Eu Te Amo', beijar, abraçar e até escrever uma carta de agradecimento, onde que por coincidência eu gravei um vídeo no dia da entrega. Qual o valor desse vídeo em? Será que tem dinheiro que pague? Conclusão: mesmo que a vida te afaste da pessoa que você ama, dos amigos, da família, nunca se esqueça que tudo pode ser reconstruído. Não podemos fazer um novo começo, mas o final da história ainda não está escrito! Corre lá, abraça, beija, diz eu te amo, e ressignifique! Lição 3 – A felicidade pode estar nas coisas mais simples, na própria simplicidade. Observe como as pessoas mais simples e humildes são felizes. Pense em uma pessoa que nunca teve uma roupa de marca, nem um relógio daqueles maravilhosos, e muito menos frequentou aqueles restaurantes que cobram R$200,00 por um prato de comida. E ao mesmo tempo, muito bem-sucedido, com condições de fazer tudo isso diariamente. Não estamos levando em conta aqui o que é certo ou errado, pois isso é relativo, é ponto de vista de cada pessoa. Existem pessoas que praticam isso todos os dias e são totalmente infelizes, cheios de doenças e problemas com a família. O que é felicidade é individual para cada um, e cabe a nós respeitar a tudo e a todos. O alerta aqui, e o que eu aprendi é que as vezes buscamos muito a felicidade no material e nas coisas externas, na construção de uma imagem que tenho uma casa bonita, um carro bonito, e isso satisfaz. Por vezes, cultivar o simples, usar o disponível de forma sábia e econômica, prezar mais pelo 'Ser' do que pelo 'Ter', também pode ser um caminho para a busca da plenitude e felicidade. Nessa lição, eu aprendi que podemos viver muito mais com muito menos. Só um exemplo para deixar isso claro: por vezes chego em caso após um treinamento de Coaching, que zera minhas energias, e minha vontade é encher a banheira e ficar lá por horas… Sim, é bom, mas só de pensar que dá para se tomar um banho com 1 balde de agua apenas, o conflito já se estabelece. Sim, eu já tomei banho com 1 balde de água. Faça o teste, dá e sobra. É isso meus amigos e amigas. Torço para que tenham gostado das lições, compartilhem! Um forte abraço!