A igreja também é uma organização, uma vez que, perante a lei dos homens tem que ser organizada em pessoa jurídica, com estatutos, sede, diretoria e outras exigências legais. Tem uma denominação, patrimônio, regimento interno e existência física. Administração assim na terra como no céu Assim, na Igreja, Deus estabeleceu alguns primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro, mestres; em seguida, os que realizam milagres, os que têm dons de curar, os que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons de administração e os que falam diversas línguas. 1 Cor. 12:28; O próprio Deus criou uma equipe do céu para efetuar uma gestão celestial na terra e, disse mais: Da mesma maneira Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não prevalecerão contra ela. Mat. 16:18. Também sujeitou tudo o que existe debaixo de seus pés e o designou cabeça sobre absolutamente tudo o que há, e o concedeu à Igreja, que é o seu Corpo, a plenitude daquele que satisfaz tudo quanto existe, em toda e qualquer circunstância. Em Ef. 1:22-23. Ele é a cabeça do Corpo, que é a Igreja; Ele é o princípio e o primogênito dentre os mortos, a fim de que em absolutamente tudo tenha a supremacia. Col. 1:18. Como a organização é visível, local, humana, imperfeita, é temporária (pode vir a desaparecer). Mas a igreja também é uma organização, uma vez que, perante a lei dos homens tem que ser organizada em pessoa jurídica, com estatutos, sede, diretoria e outras exigências legais. Tem uma denominação, patrimônio, regimento interno e existência física. Seu patrimônio físico: Construções, móveis, instrumentos, veículos, telefones, etc. Os símbolos: Sua bandeira, brasão, papel timbrado, cartões de membros e credenciais de lideranças. Seus estatutos e regimentos internos que expressam seus padrões de doutrinas e cultura acrescenta-se ainda seu capital social e, capital intelectual, seus bens tangíveis e contas bancárias e cartões de credito corporativo. Não se esquecendo do seu patrimônio móvel e imóvel. O que parece que as organizações se entendem mutuamente e internamente com a mesma cultura organizacional, visão, missão e valor obedecendo uma estrutura já verticalizada e hierarquizada com distribuições de cargos e atribuições segundo ao interesse desta gerencia. Administração Eclesiástica tem como objetivo principal prover os subsídios para uma gestão moderna e embasada na Legislação nacional, sem, contudo, perder o foco da atividade principal da Igreja: a expansão do Reino de Deus por meio da pregação do Evangelho. O administrador engajado com o corpo e a presidência na busca do bem servir, entendendo o que diz ― e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo; como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos. Mateus 20:27,28. Até alguns anos atrás, essa função nas igrejas era exercida de forma voluntária por algum membro, na maioria das vezes sem a qualificação profissional exigida em lei, mas com disposição, interesse e boa vontade. Isso bastava e viviam-se todos felizes dessa forma. Quando não podia organizar pessoalmente as igrejas, Paulo delegava essa tarefa, dando instruções claras quanto aos requisitos espirituais necessários para se ocupar os cargos. O administrador alinhado com a liderança cristã, ou seja, bispos, pastores e apóstolos, proporcionam a organização ―visível religiosa um caminho transparente e seguro para o exercício de suas atividades. Uma igreja forte na área espiritual, digo, seus dons e ministérios operando livre sem embaraço e na área administrativa por meio do seu planejamento estratégico dinâmico e atualizado, colhendo resultados de acordo com a visão e missão antes proposta por esta comunidade. Como organização a igreja expressa o seu lado social, pois a mesma é estabelecida em espaço geográfico e seus integrantes como cidadãos possuem deveres, obrigações e direitos. As escrituras nos instruem sobre essa relação com a sociedade como, por exemplo: Estar sujeitos às autoridades “todo homem esteja sujeito às autoridades superiores porque não há autoridade que não proceda de Deus: e as autoridades que existem foram por ele constituídas” Rm.13.1.Pagar impostos “É licíto pagar tributo a César? Dai, pois, a César o que é de César e a Deus oque é de Deus” Mt. 22.17-21. Modelos administrativos eclesiásticos e visão bíblica a) Episcopal: na forma episcopal, a autoridade reside no bispo. Há vários graus de episcopado, ou seja, há variações quanto ao número de níveis de bispos. A forma mais simples de governo episcopal é encontrada na igreja Metodista, que só possui um nível de bispos. b) Presbiteriana: O sistema presbiteriano de governo da igreja também coloca a autoridade em determinado ofício. Esta autoridade é exercida numa série de concílios. No âmbito da Igreja local, o conselho ou o consistório é o grupo responsável pelas decisões. c) Congregacional: Esta forma destaca o papel do cristão como indivíduo e tem a Igreja local como centro de autoridade. cada Igreja Local chama seu próprio pastor e determina seu próprio orçamento. A organização humana e visível é por vezes imprudente em colocar pessoas com ótimas ideias e bem intencionada ocupando cargo/função de competência profissional regulamentada como no caso em pauta, o administrador, sem estar devidamente registrado no seu conselho de classe. Entendemos que a administração é um dom de Deus, e enxergamos que esse dom está entre aqueles que são indispensáveis para o bom funcionamento de qualquer equipe de ministério e principalmente de toda uma igreja. O ministério de todo pastor será muito mais frutífero e bem sucedido se ele puder dedicar-se integralmente ao ministério da palavra em lugar da administração. A única maneira de um pastor evitar as muitas distrações da vida e permanecer firme durante toda a sua vida e ministério, é saber o que Deus realmente chamou o pastor a fazer . “Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho. Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória. (1 Pedro 5.2-4)”. Por isso, necessitamos que na equipe pastoral tenha uma pessoa (ou mais) com esse dom,(administrar) que possa tirar toda sobrecarga do pastor no que diz respeito às responsabilidades administrativas. Paulo demonstra na carta a Tito, que não era apenas pregador, ensinador e doutor dos gentios, mas, também, um administrador eclesiástico de larga visão ministerial. Foi A. W. Tozer quem disse que ―o homem que se opuser a toda organização na igreja ignora completamente os fatos da vida. A arte é a beleza organizada; a música é o som organizado; a filosofia, o pensamento organizado; a ciência, o conhecimento organizado; o governo não passa de sociedade organizada, e assim, também, a igreja se expressa por meio do ministério organizado. O ofício de administrador É um cargo de responsabilidade e seus deveres devem ser tomados seriamente. Se o contrato de trabalho identificar o profissional como Administrador, a igreja se sujeita a ser autuada numa eventual fiscalização do Ministério do Trabalho, caso o profissional não possua registro profissional. Logo, habilitado para tal desenvoltura profissional que além de conhecer a ciência da profissão desenvolve as etapas e as estratégias com eficácia e eficiência no manuseio das ferramentas própria da sua profissão e, por este possa legalmente representar a igreja em questão na qualidade de um gerente científico. A Palavra de Deus nos orienta e exorta: 'Os olhos dos que veem não se ofuscarão, e os ouvidos dos que ouvem estarão atentos.' (Isaías 32:3); 'Certo, como estou, da tua obediência, eu te escrevo, sabendo que farás mais do que estou pedindo. (Filemom 1:21). Importante salientar que a luz desta palavra que uma lacuna perigosa que algumas igrejas por desconhecimento, ou por que não dizer por falta de um administrador profissional, comete flagrante erro. Infelizmente, temos constantemente presenciado o mau testemunho que muitas Igrejas têm dado em relação à forma como gerenciam os trabalhos imprescindíveis para o caminhar do Corpo de Cristo, agindo muitas vezes de forma errônea, sem a devida orientação profissional, com displicência e até mesmo em desobediência as Lei, podendo esta ter em seus quadros um 'responsável técnico'RT. De acordo com o Artigo 3º, da CLT: ―Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário.‖ Inadequado seria esquecer que o contrato de trabalho deve obrigatoriamente ser registrado em Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, sendo anotado especificamente a data de admissão, a função e a remuneração, conforme determina o Artigo 29°, da CLT Isto serve para o administrador e demais pessoas contratadas na forma da lei e, para os voluntários, digo, pessoas piedosas, com disponibilidade de tempo e apaixonadas pela obra, contrato de voluntário. Ao se analisar o conteúdo da Lei no 9.608/98, ao longo dos seus 5 (cinco) artigos, verifica-se que o legislador se preocupou, basicamente, em perfilar o trabalho voluntário a fim de distingui-lo do trabalho assalariado. O Planejamento estratégico O autor encontra embasamento bíblico quando Moisés tem aconselhamento do seu sogro Jetro no ato de delegar tarefas usando princípios da administração como a divisão das tarefas com isto sendo liberado Moisés para tarefas mais complexas. Atitudes Administrativas que uma Igreja deve conhecer, ajudam a perceber o quanto que essa atividade é importante na vida de uma igreja. →Planejamento Estratégico: Igrejas bem administradas sabem para onde estão indo. Elas possuem uma declaração de visão e missão, têm estratégias e valores centrais claramente definidos, um cronograma que norteia suas atividades com objetivos e alvos a curto, médio e longo prazo, e um organograma que permite a todos visualizarem como a igreja está estruturada dentro da visão. →Liderança Descentralizada: Igrejas bem administradas investem tempo e recurso no treinamento de liderança e formação de equipes, para que os diversos serviços (ministérios) sejam realizados de forma eficiente, sem haver sobrecarga para uma minoria e principalmente para o pastor. →Formação de Administradores: Igrejas bem administradas tem a preocupação de descobrir pessoas com o dom de administração, para serem capacitadas e distribuídas nas mais diferentes equipes de ministério da igreja. →Orçamento Financeiro: Igrejas bem administradas trabalham dentro de um orçamento financeiro anual. Sua receita não é gasta de forma improvisada, momentânea e irresponsável. →Prestação de relatórios: Igrejas bem administradas desenvolvem uma cultura de prestação de contas através de relatórios simples e fáceis de serem preenchidos. →Reuniões Facilitadoras: Igrejas bem administradas ensina sua liderança para fazerem reuniões objetivas, bem elaboradas com princípios, técnicas e dinâmicas facilitadoras →Contabilidade: É impossível obter boa e legal administração sem uma contadoria bem elaborada. PROBLEMA DE PESQUISA O autor neste projeto de pesquisa busca evidenciar questões de ordem administrativa ainda bem pouco discutida na área eclesial, sendo apresentado alternativa de maior abrangência com resultado e transparência profissional e ao mesmo tempo eclesiástico. → Pode uma igreja visível (organização) contratar um administrador profissional ou um RT para desenvolver toda pratica técnica da ciência da administração? → Nesta contratação é obrigatório que o candidato seja crente em Jesus e membro desta igreja visível (organização)? Solução Proposta A primeira hipótese levantada na seção anterior, Sim escolher um profissional que atenda as necessidades eclesioadministrativas. Evidentemente, alguém que professe a fé cristã. Um cristão sério, não neófito, maduro, ponderado, hábil no trato com o público. É necessário a devida qualificação e registro profissional. Lembrando que, no Brasil, apenas os Administradores registrados nos CRA’s podem exercer a profissão de Administrador. De acordo com o Marcus Cruz no seu artigo publicado no Instituto Jetro enseja que A Palavra de Deus nos ensina a buscar com zelo os melhores dons e a utilizá-los para edificação da Igreja. Muitas vezes não é isto que estamos praticando. Com o crescimento, expansão e aumento das igrejas, cada vez mais pastores têm assumido funções administrativas em igrejas, funções estas que não condizem com a vocação, formação e com os dons que Deus lhes deu. O desastre é inevitável e o desgaste é, muitas vezes, irreparável. E acrescenta. Outro aspecto relevante a ser considerado é que o novo código civil brasileiro exigiu das igrejas a constituição de uma organização com CNPJ próprio, criação e constituição de órgãos internos de controle e com funções definidas: conselhos administrativo e fiscal (de gestão) e muitas outras obrigações administrativas que não são pastorais. A coordenação e o controle destas atividades não podem e não devem ficar sob a responsabilidade de um pastor que não foi preparado e que não estudou para isto. O risco de exposição e falha no funcionamento no que diz respeito aos aspectos de ética, transparência e de governança é enorme quando o pastor tem sobre si esta responsabilidade e, em bom português, não sabe como desempenhá-la.