A narrativa se dá por um executivo, que até então 'acreditava' ter uma vida perfeita. Mulher, filhos, bom emprego, com destaque por ser o mais novo executivo da história da empresa. Mas nem tudo estava tão bem assim. As coisas na verdade estão encobertas e isso é constatado quando sua mulher lhe falar que não é feliz, seus filhos começarem a ser rebeldes e seu chefe não ficar muito satisfeito com o resultado de uma manifestação dos funcionários. Acredito ser o retrato de muitos executivos, pessoas que até conseguem sucesso cedo, e se mantêm, e acham que isso é o suficiente para ser feliz em todos os âmbitos, seja de trabalho como também familiar ou até social. Ledo engano. Ao saber liderar na empresa – ou achar que sabe – e a partir daí ser promovido, isso não refletirá na felicidade deste executivo fora desse âmbito, pois ele teria que ser promovido também em sua família e no social. Quando falo promovido, digo o que vai se descrever neste livro todo: servir para liderar. O executivo aceitou a sugestão do padre de sua paróquia e foi passar uma semana em um retiro religioso em um mosteiro de padres. Quando lá ele chegou, acabou descobrindo que quem iria ministrar o curso de liderança durante a semana seria um dos grandes nomes empresariais americanos. Um senhor que conseguiu sucesso e dinheiro por onde passou, conseguindo até reestruturar uma empresa de aviação quase falida e que saiu do mercado e hoje estava morando no mosteiro. Resguardadas as devidas proporções, imagino a seguinte situação: eu, um executivo em confusão sobre o que faço e como estou agindo, vou passar um período em mosteiro, quando me deparo com Roberto Justus como interlocutor do curso. Seria um tanto diferente e de certa forma uma oportunidade única. E era o que ele sentia naquele momento. No primeiro dia de aula do executivo, o mesmo relatou que recebeu um turbilhão de informações. Entre as mais importantes estavam as seguintes: Saber ouvir O executivo, durante a apresentação dos participantes, não prestou a atenção em um dos apresentados, naquilo que o mesmo disse ao apresentar-se. Ao chegar a sua vez, o professor, antes que ele fizesse sua apresentação, solicitou ao executivo que ele repetisse a apresentação do colega que ele não prestara atenção. O mesmo ficou encabulado e sem jeito, pois não ouvira o que o colega tinha dito em sua apresentação. O professor resumiu o fato dizendo 'Ouvir é umas das habilidades mais importantes que um líder pode ter'. Completo ainda com dois provérbios de autor, para mim até então desconhecidos: 1° – Sábio mesmo é aquele que sabe ouvir e 2° – Deus te deu dois ouvidos e uma boca, para você escutar mais e falar menos. Acredito e me policio muito a esse respeito o qual me dá uma posição melhor diante de um questionamento, pois se escuto bastante e absorvo mais informações, mais meios terei para uma possível argumentação, discussão etc. Além disso, acredito no processamento antes de me posicionar, onde preciso primeiro escutar, processar, ou seja, pensar bem antes de falar e até mesmo falar já se antepondo a resposta dos outros. Liderar requer extrema responsabilidade O professor refletiu sobre a responsabilidade de ser líder. Segundo ele, devemos imaginar o seguinte: cada um de nós assume esse compromisso de ser líder quando voluntariamente nos tornamos esposo, esposa, pai, mãe, treinador, chefe, dirigente, etc. Afinal, não somos forçados a desempenhar esse papel, e somos livres para deixá-los quando quisermos. Por exemplo, no local de trabalho, as pessoas passam o dia no ambiente de trabalho criado por nós, enquanto lideres, e a responsabilidade sobre tudo isso é imensurável. Minha visão sobre essa questão vai de encontro ao explanado, pois imagino um ambiente de trabalho, onde a gentileza o, por favor, a lealdade de um líder para com seus liderados seja fator fundamental no sucesso da equipe e no ótimo ambiente de trabalho. Então imagino o contrário e me vejo em um ambiente onde os colaboradores são desrespeitados e desmerecidos, onde tudo não passou de sua obrigação, com certeza esse ambiente não será agradável e as pessoas levarão o tempo em se mal dizer e reclamar, fazer conluios e até sabotagem para derrubar os 'LIDERES'. Que na verdade não são lideres, existe uma diferença clara nisso e que veremos agora. Líder ou gerente – liderança ou gerência Segundo o narrado o professor deixou clara a diferença, pois não se gerencia pessoas e sim coisas, você pode gerenciar seus armários, suas prateleiras, seus talões de cheques, mas nunca pessoas. Pessoas são lideradas. Acredito que líder tem tato, sentimento, aproximação, já o gerente não. Para ele o importante é o resultado não importando as pessoas. Gerente não se sensibiliza, não sente nada, apenas vê sua meta e faz de tudo para cumpri-la, nem que para isso ele pise, desrespeite ou ate mesmo humilhe os subordinados. Em sumo o professor relatou após a opinião de todos que liderança é: 'A habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum'. Poder e autoridade Outro ponto importante foi à discussão sobre poder e autoridade, como cada um tinha a percepção a esse respeito e como cada um acredita em seu posicionamento, tendo como base o bem estar de todos. Segundo o professor: PODER: É a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer sua vontade, por causa de sua posição ou força, mesmo que a pessoa preferisse não o fazer. AUTORIDADE: A habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer por causa de sua influência pessoal. Acredito que essa diferença por si só já mostra o que, e como um líder deve agir. A execução do poder realmente está linkado a gerencia e não a liderança. No segundo dia o executivo começou a entender o que era paradigma e começou, a saber, como mudá-los para melhorar o desempenho de sua empresa, família, etc. É narrado como antigos paradigmas não são mais tão eficazes, principalmente na questão do uso da aproximação aos clientes por partes dos colaboradores chefes e proprietários. Quem deveria realmente está próximo? Na verdade a pirâmide da hierarquia deveria estar invertida e não mais os colaboradores na base e sim a supervisão e diretoria, pois o mais próximo ao cliente é o colaborador. Quando o cliente obtém o produto final em sua casa, seja ele qual for ele deverá lembrar-se dos colaboradores e não do diretor. Assim sendo, a pirâmide de Maslow se adequa perfeitamente. Nela podemos definir a hierarquia das necessidades humanas. E as necessidades de nível mais baixo devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto. De baixo pra cima segue a seguinte ordem: Comida, Água, Moradia – Segurança e Proteção – Pertencimento e amor – Auto-estima – Auto-realização. A narrativa completa da seguinte forma: De qualquer modo, uma vez atendidos os dois níveis básicos de necessidade, os sentimentos de pertencer à empresa e de ser amado tornam-se necessidades, o estímulo vem da auto-estima, o que inclui a necessidade de sentir-se valorizado, tratado com respeito, apreciado, encorajado, tendo seu trabalho reconhecido, premiado, e assim por diante. O que na verdade isso quer dizer é que nem todos os colaboradores de uma empresa serão por mais que tenha em mente um dia o presidente da mesma. Ela retrata a questão de auto-motiva-se, ou seja, que o entregador de pizza pode um dia não ser o gerente da pizzaria, mas pode perfeitamente ser o melhor entregador de pizzas que já existiu. Como já disse em outros momentos, 'seja melhor que você mesmo a cada dia e triunfará'. Falaremos agora do modelo Essa parte da narrativa começa falando do quão pode ser importante um diretor que pense ele ser diferente dos demais, e que em uma organização onde todos falam a mesma língua difícil chegarem longe. A questão é que acima de tudo e com os devidos limites pessoas que pensam diferentes podem ajudar a melhorar tudo na empresa, pois sempre haverá pontos a considerar, a questionar e principalmente a mudar. Fala-se também do modelo de liderança baseado no maior líder que o mundo já viu 'Jesus Cristo'. O professor explana sobre o seu modelo de liderança e que o aprendeu com Jesus, sendo ele 'liderar é servir'. Liderar com autoridade, e não com poder como fez Jesus. Ele através de sua autoridade influenciou varias pessoas e até hoje influencia. Então além de liderança e autoridade ele também lança mão de serviço e sacrifício. Ora, como não servir aos subornidados? Como não fazer sacrifícios por eles? Esse era seu estilo, liderando com autoridade, servindo e sacrificando-se, lembrando ainda que nesse estilo o uso do amor também fazia parte, não do sentimento e sim do comportamento. Isso quer dizer, que tendo amor sentimento nos comportaremos de forma a sermos amoroso, ou pensaremos mais com amor, se pondo no lugar dos outros. E completa a lista desse estilo a vontade, que segundo a narrativa é intenção somada à ação. De nada adianta se você tem intenção de fazer algo se não se mexer e começar a fazer. È importante que você ao ter uma intenção tenha também uma ação e assim vontade. O verbo O verbo a que se refere o narrador AGAPAO do grego, descriminação de AGAPÉ, amor incondicional, que para ele é levantado com grande importância para administração, pois explica suas ramificações como sendo: PACIÊNCIA Mostrar autocontrole; Ora, se o líder não tiver paciência, ou autocontrole como os seus seguidores farão? Também não terão paciência, logo teremos um time todo descontrolado. BONDADE Dar atenção, apreciação, incentiva; ai está falando em sermos atenciosos com nossos comandados, mas da forma de prestar atenção neles. È narrado uma experiência em uma fabrica em nova Jersey EUA, onde aumentaram as luzes da área onde os trabalhos eram feitos e perceberam que a produtividade aumentou, e quando, acidentalmente, diminuíram as luzes, pensaram que a produção também diminuiria, mas não, continuou aumentando, logo se percebeu que o que faltava aos trabalhadores era atenção. Apreciá-las no sentido de ouvi-las e acima de tudo incentivá-las sempre. HUMILDADE Ser autentico sem pretensão, orgulho ou arrogância; Os lideres devem ser autênticos. Ter autenticidade mostra acima de tudo maturidade, e quanto a sermos orgulhosos e arrogantes não há motivos para isso, se não vejamos. A quem diga que não precisamos de ninguém. Ora, quem te entrega suas correspondências? Quem faz sua comida no restaurante? Quem planta par depois você comprar? Quem ajeita seu carro? Não cabe arrogância e orgulho aqui, somos um só, e sempre seremos. RESPEITO Tratar as pessoas como se fossem importantes; Ou seja, façamos de tudo por quem está conosco na luta diária por sucesso e prosperidade, tratemo-las com enorme respeito por seu valor individual, incentivando, pois também é papel do líder fazer com que essas pessoas obtenham sucesso. ABNEGAÇÃO Satisfazer as necessidades dos outros; Isso não pode ser confundido com satisfazer vontades, bem como não podemos confundir servidão com escravidão, são coisas totalmente diferentes. Quando falamos em satisfazer necessidades estamos falando daquilo que é essencial ao bem estar. PERDÃO Desistir de ressentimento quando enganado; Nessa configuração estamos falando não de fingir que nada aconteceu e sim de tratarmos a coisa de forma ética, direta e respeitosa, e com profissionalismo, sem ressentimentos. Nosso trabalho como lideres requer destreza para lidarmos com varias situações difíceis e o perdão é um meio íntegro de trabalhar isso. HONESTIDADE Ser livre de engano; Sermos honestos como lideres é bem mais amplo do que podemos imaginar, já que se não fazemos, ou não delegamos de forma correta, ou até mesmo não acompanhamos o trabalho, não estamos sendo honestos com nossa liderança. Ser honesto com todos é uma parte desse verbo AMOR de mais importância. COMPROMISSO Ater-se às suas escolhas; A narrativa tem uma passagem interessante sobre compromisso, ou a falta dele: 'Se não queremos o bebê, abortamos, se não queremos o conjugue, nos divorciamos, se não queremos o vovô, praticamos a eutanásia, uma linda sociedade DESCARTÁVEL'. Ter compromisso é parte fundamental do líder, pois só através dele se conseguirá ter autoridade ao invés de poder. Somos todos seres livres, mas comprometidos com nossas escolhas. Em suma, o amor incondicional mostra-se amplo e interessante ao mesmo tempo em que é difícil de praticar, mas perfeitamente praticável, depende de que estagio de líder você estará. O ambiente Esse tópico fala sobre como é importante o ambiente de trabalho para um bom desenvolvimento das atividades. O líder é o responsável por fazer um ambiente favorável ao crescimento dos profissionais que trabalham com ele. Onde é válido lembrar que nem sempre o resultado vem rápido. Tratemos os colaboradores como planta em um jardim onde o líder é o jardineiro, ele vai dar todas as condições para as plantas crescerem, mas pode ser que algumas não cresçam ou até mesmo cresçam mais rápido que outras. Assim são no nosso trabalho, alguns se desenvolvem rápido já outros não, e a falta de paciência do líder pode levá-lo a perder um grande profissional. Ainda com essa questão é falado sobre a metáfora da conta bancaria relacional, onde cada individuo tem com o outro essa conta. Ela é aberta quando ambos se conhecem, e os depósitos são os elogios, os agradecimentos, as novas oportunidades, a consideração, o reconhecimento etc, e as retiradas são as agressões verbais de todos os tipos, descortês, quebrando promessas, apunhalando os outros etc. Lembrando que para cada retirada, quatro novos depósitos têm que ser feitos para zerar a conta, não por obrigação, mas só será zerada desta forma. E nunca um líder pode estar com saldo negativo com algum de seus liderados. Quando fazemos às retiradas a cautela deve ser maior ainda, pois o ser humano além de sensível ele é egocêntrico. Tem um alto grau de elogios para si mesmo. Isso tudo para podermos gerar a motivação na equipe. Mas isso não quer dizer que iremos, pois são as pessoas que devem fazer suas próprias escolhas a nós nos cabe apenas criar o ambiente adequado para que ela se desenvolva. A escolha Essa parte, entre outras coisas, começa falando da PRAXIS. Conforme o narrador, a práxis é quando os sentimentos virão em conseqüência dos comportamentos, senão vejamos: Essa é a forma contrária de que como funciona normalmente, pois o certo é que os nossos pensamentos e sentimos dirigem nosso comportamento. A práxis é usada inclusive para curar casamentos, fazendo com que casais que não se respeitam mais, passem a adotar tratamentos mútuos de quando eram apenas namorados, ou seja, mais delicadezas, carinhos, jantares românticos etc. A responsabilidade de nossas escolhas é ponto primordial em um líder. Os que não têm geralmente se esquivam da responsabilidade botando sempre para o outro a culpa, como por exemplo: 'Só vou atender bem o cliente se ele também atender', 'só vou falar com ele se ele falar comigo' etc. Nessa linha de pensamento existem dois tipos de pessoas; as neuróticas – que assumem responsabilidades de mais do tipo, meu filho é um criminoso por minha culpa, e os com problemas de caráter, que não costumam assumir nenhum tipo de responsabilidade, passando aos outros as mesmas. A palavra responsabilidade pode ser dividida em duas – Resposta e Habilidade. Todos os estímulos vêm a nós, pagar contas, ir ao cinema, assistir televisão, e nós temos a habilidade de escolhermos o que fazer. Ou seja, temos que ter a habilidade de escolhermos nossa resposta. Os quatro hábitos para adquirimos habilidades como seguem: • Inconsciente e sem habilidades – Você ainda não tem o habito e nem a habilidade necessária. • Consciente e sem habilidade – Você já tem a consciência do que tem que ser feito, mas sem a habilidade necessária. • Consciente e Habilidoso – Você já tem a consciência e segurança para execução da tarefa. • Inconsciente e Habilidoso – Não a necessidade da consciência, pois já está no sangue, é automático e detêm a habilidade necessária. A recompensa Foi-nos mostrado o quanto é sacrificante e desgastante a escolha em ser líder. O quanto temos que nos doar, e o quanto temos que ser o alimento de muitos. Mas tudo isso vale a pena, pois existe a recompensa. Todo esforço nos traz recompensa, como por exemplo, fazer exercícios físicos, é cansativo, mas nos traz uma vida saudável. Quando lemos um livro grande que requer muita concentração, temos a recompensa do saber adquirido. A maior de todas as recompensas é a ALEGRIA. A alegria de estar de bem com o correto e com aquilo que vai trazer o bem aos outros. A recompensa da liderança é a ALEGRIA. Onde para isso temos que deixar de sermos AUTOCENTRADOS, ou seja, egocêntricos, egoístas, orgulhosos, eu primeiro. Faça o seguinte teste: tire uma foto você e mais algumas pessoas, se você julgar a qualidade da foto baseada em como você saiu nela, tecnicamente você é AUTOCENTRADA. Minha visão Acredito que aprendemos muito com esse livro, sobre vários pontos importantes. Talvez se eu pudesse transcreveria todo ele nessa apreciação, pois o bem que o mesmo faz é enorme. Todos os ensinamentos são valiosos e difíceis de serem estabelecidos sem sacrifício e obstinação (o que não me faltarão). Mas acredito que o maior ensinamento está já inserido em nossas vidas, no nosso dia a dia, nos nossos passos. Acredito que cada um de nós tem consciência do amor que sentimos por um filho, uma mãe, etc, e como fazemos as coisas com sacrifícios para essas pessoas custe o quanto custar. ESSE AMOR É SERVIDOR, e nós o conhecemos bem, apenas não disseminamos para fora do âmbito íntimo. Ao fazermos isso, nos tornaremos verdadeiramente LÍDERES SERVIDORES.