A diferença entre o desempenho de um atleta vulgar e um campeão olímpico é abismal. Não são apenas as performances e os resultados, nem tão pouco o talento e o treino que fazem a diferença, mas as capacidades de concretização de objetivos e o auto-controlo cujos segredos vamos encontrar em cérebros devidamente preparados. Em geral, quando falamos em competição vêm-nos ao pensamento palavras como Atitude, Performance, Talento, Formação, Treino Físico, Treino de Pilotagem, etc. Mas há também a BRAIN PERFORMANCE – a preparação do cérebro para a competição. Nela residem alguns dos grandes segredos do sucesso nas atividades esportivas olímpicas. O treino de alta competição em alguns esportes como o golfe, o ténis, a Fórmula 1 e muitas outras modalidades faz-se hoje também fora dos estádios e das pistas. Completa-se em departamentos sofisticados de neurociência esportiva. Envolve a preparação do cérebro (especialmente as redes de neurónios responsáveis pela concentração e a aprendizagem), o controlo mental, a ansiedade e do estresse, o desenvolvimento de uma “atitude positiva & ativa” e a prática de pensamentos orientados para a vitória. Treine seu cérebro O mundo dos negócios é hoje igualmente competitivo. Aliás, mais competitivo do que nunca. Todos o sabemos. Convém assim que a nossa preparação se torne mais sofisticada e não se resuma a novos conhecimentos e competências profissionais. Não é suficiente. Seja qual for a nossa profissão e a nossa posição na hierarquia temos de desenvolver habilidades que estão disponíveis em nosso cérebro e em nossos sistemas mentais. Para seu esclarecimento fique a saber que, por exemplo, a adrenalina – associada à competição empresarial, às atividades esportivas e outras – nem sempre é benéfica. Em excesso, ela atrapalha a concentração e inibe os bons desempenhos. Ora a concentração é, todavia, determinante no mundo profissional. Sem ela, tudo falha. Até as decisões inteligentes podem ser boicotadas pela sua falta. Mas também o relaxamento em excesso pode igualmente fazer baixar suas reações e a qualidade de suas performances. No esporte, cada modalidade e cada momento exigem um nível ótimo de concentração e isso é objeto de preparação adequada. No mundo profissional, temos também de aprender a gerir as potencialidades de nosso cérebro e das respostas mentais para que consigamos atingir aquilo que se chama IZOF (Individual Zone of Optimal Functioning, ou seja, zona individual de funcionamento ótimo). Quando nossa mente está aplicando a IZOF (também chamada de “zona”) consegue controlar a adrenalina, a ansiedade, a tensão psíquica e muscular dando-nos a maravilhosa faculdade de entrarmos no domínio total de nossas performances e atingindo o mais elevado rendimento. Os resultados surgem rápido se nos envolvermos na preparação adequada a cada um (incluindo a personalidade e o temperamento). O segredo dos grandes campeões Se você deseja atingir o nível dos campeões olímpicos em sua profissão tem de igualmente preparar seu cérebro. Não bastam mais saberes, nem mais diplomas. Não é disso que estou falando. Refiro-me aos 100 mil milhões de neurónios que em sua cabeça realizam 500 mil tarefas mentais em cada segundo para que você esteja lendo este texto e ao mesmo tempo esteja vigilante, consciente, operando uma série de atividades orgânicas (como a respiração, a regulação de sua temperatura, etc.). Sim, o cérebro também cuida do seu corpo vigiando o que nele se passa para o alertar quando algo está em desequilíbrio (o que, por exemplo, o leva a beber, a comer, etc.). É lá que estão os centros de controlo do seu EU corporal e psicológico. Os grandes campeões, para além do talento, da formação e do treino ajustam o cérebro à competição. Eis os seus principais segredos: – pesquisam qual a sua “zona” de concentração ideal para cada situação e treinam a sua aplicação de forma intensa; – dedicam parte de seu tempo a exercícios antiansiedade (a ansiedade é inimiga das boas performances); – treinam ativamente o controlo do estresse (o estresse pode ser indesejável nos esportes e em nossas profissões); – preparam mentalmente e previamente as atividades (o cérebro, através da imaginação, atua virtualmente como nas situações reais, ou seja, se você imaginar que está correndo seus neurónios envolvidos na atividade corporal são ativados e são treinados); – escolhem um estilo de vida que lhes permita um estado de saúde ótimo (que também serve para um melhor desempenho cerebral); – dão importância rigorosa à alimentação (o cérebro rouba 25% da sua alimentação só para ele; é o órgão mais esfomeado pois é o que gasta mais energia para poder fiuncionar) (no mundo dos negócios cometem-se muitos erros alimentares que podem comprometer muitas decisões devido a desequilíbrios químicos no cérebro após as refeições); – aprendem a respirar de forma a oxigenarem os músculos mas também o cérebro (aliás, uma dica para você: de manhã tão bom ou melhor do que um café é fazerem-se três ou quatro inspirações e depois expirar-se lentamente; isso vai oxigenar seus neurónios e despertá-los para um novo dia ao mesmo tempo que baixa a pressão arterial, o estresse e ansiedade do início do dia). Nelson LimaInvestigador em PsicologiaEuradec, InglaterraEuradec, Alemanhawww.euradec.eu nelsonlima@europe.com ……..