FACULDADE ATENAS MARANHENSE – FAMA Aprendendo com a gestão do conhecimento ANA PAULA ARRUDA JEANE REIS MENDES ROANE CALAÇA SANTA CRUZ PAULA CRISTINA IRIS GRAZIELE AMORIM Resumo: Uma bem sucedida sistematização da gestão do conhecimento deve considerar que o conhecimento pode existir em dois formatos, tanto na mente das pessoas, quanto em registros diversos; e a tecnologia da informação tem grande importância no acesso e na renovação dos conhecimentos. Seguindo essas preocupações, a essência da idéia de “criação do conhecimento” utilizada na área de gestão organizacional reside em pessoas poderem se encontrar e trocar experiências com outras pessoas que têm ou trabalham com certos tipos de conhecimentos, e a importância da tecnologia da informação é construir um suporte para que isso ocorra. Palavras-chave: Gestão; Conhecimento, Aprendizagem. 1 ORGANIZAÇÕES QUE APRENDEM Quando falamos em organizações que aprendem falamos de conhecimento colocado à disposição das pessoas, surgem então idéias vagas e dúvidas acerca de como exatamente é uma organização direcionada para ampliar e disponibilizar o conhecimento para todos os seus colaboradores. Cabral define claramente como são essas organizações. São organizações nas quais as pessoas são estimuladas continuamente a expandir sua capacidade criativa e obter os resultados que realmente as satisfaçam, onde há uma promoção na maneira de pensar das pessoas, fazendo com que haja um pensamento sistêmico e abrangente e criando a interligação entre as partes com o todo organizacional de forma comunitária, ou seja, as pessoas transmitem seus novos conhecimentos ao grupo e também aprendem com ele. ( CABRAL , 2007) Dessa forma, o conhecimento adquirido amplia e se multiplica dentro da organização levando ao aperfeiçoamento e melhores resultados nos seus processos, pois o aprendizado e a inovação combate o métodos muitas das vezes ultrapassados. Na perspectiva de Lacombe: Quando os mercados mudam as tecnologias proliferam, os competidores se multiplicam e os produtos se tornam obsoletos quase do dia para a noite, as companhias bem-sucedidas são aquelas que criam novos conhecimentos, disseminam-nos amplamente por toda a organização e rapidamente incorporam-nos em novas tecnologias e produtos. (LACOMBE , 2005, p.346 ). Essas atividades, segundo Lacombe, definem o perfil das empresas que aprendem , cujo único objetivo é a inovação contínua . O autor ainda enfatiza que as organizações que aprendem têm habilidades em cinco atividades, que são: soluções sistemáticas de problemas; experimentação de novas abordagens; aprendizagem por meio de sua própria experiência e história; aprendizagem por meio da experiência e prática dos outros; e transferência de conhecimentos rápida e eficiente em toda a organização . (LACOMBE , 2005, p.346 ). Dessa maneira pode-se perceber claramente a necessidade de gerir o conhecimento dentro da empresa de forma que venha ser uma vantagem competitiva. Oliveira Jr (2001, p.58 ) destaca que: A administração do conhecimento pode colaborar para obter uma vantagem competitiva sustentável para a empresa, e como os recursos intangíveis podem constituir a base de uma estratégia competitiva, assim como garantir resultados superiores para a empresa no futuro, identificando quais são os ativos estratégicos e as competências essenciais a serem usados. Desse modo, existe a necessidade de preparar a empresa através do conhecimento para que seja capaz de se adaptar a uma nova cultura voltada agora para gerar, manter e compartilhar o conhecimento visando a inovação, desenvolvimento e crescimento dessa organização. 2 PREPARANDO A EMPRESA PARA GESTÃO DO CONHECIMENTO Atualmente as organizações buscam novas maneiras de potencializar os relacionamentos com o mercado, com a produção e com os processos, existe então uma necessidade contínua de aperfeiçoamento em busca de melhores resultados, a resposta para essas questões se encontram na busca da gestão do conhecimento como um diferencial competitivo. Nos dias de hoje, com a velocidade das mudanças cada vez maior, o conhecimento torna-se a principal vantagem competitiva da organização. Saber como administrar o conhecimento é critico para o êxito e mesmo para a sobrevivência do negócio. ( LACOMBE, 2005, p. 341 ) Dessa maneira, é importante entender a gestão do conhecimento, seu conceito, aplicabilidade e seus benefícios dentro da organização. Para isso a gestão do conhecimento deve ser entendida como: Um processo sistemático de busca, seleção, organização, caracterização e apresentação da informação transformada em conhecimento, em qualquer nível organizacional, de forma que aumente a compreensão dos funcionários em uma área específica de interesse .( SANTOS, LEITE , FERRARESI, 2007. P. 20) Segundo Leite e Silva (2004), a gestão do conhecimento é um processo contínuo e cíclico por sua própria natureza. Desta forma, a missão, a visão, os objetivos e a estratégia da organização são as forças direcionadoras que irão integrar a gestão do conhecimento. Para Grotto (2002, p. 116), “compartilhamento do conhecimento é o processo de partilhar conhecimentos tácitos e explícitos por meio de práticas formais e informais”. Sendo assim o autor enfatiza que os conhecimentos tácito e explícito são unidades estruturais básicas que se complementam e a interação entre eles se torna fundamental para a criação do conhecimento na organização de negócios. Para a maioria dos gestores é difícil perceber claramente os benefícios práticos do mapeamento do conhecimento sobre os processos da empresa. Mas, às vezes é mais fácil perceber o custo de não ter este conhecimento registrado. (TEIXEIRA FILHO, 2000, p. 77). Segundo o autor a tarefa de tornar disponíveis e abertos os recursos do conhecimento é o foco das organizações que conhecem os benefícios dessa gestão, ou seja, as empresas que valorizam esse aspecto e direcionam seus esforços na conquista, tratamento e divulgação do conhecimento estão sendo beneficiadas por isso. A raiz do convencimento da empresa que decide atuar a partir da GC[1] não deveria ser outra senão o reconhecimento da importância do conhecimento que ela própria proporcionará. A razão central para a existência e adoção da GC não poderia ser outra senão a diferença que os saberes alcançados por ela proporcionarão. ( FIGUEIREDO, 2005, p.19 ) Ou seja, o conhecimento pode ser usado para gerar uma vantagem diferencial . Segundo Lacombe, 2005, p.342 “Tornar o conhecimento pessoal disponível para as pessoas que dele precisam na organização é a base da administração do conhecimento”. Mas para que o conhecimento ocorra dentro da organização, é necessário criar um ambiente favorável. Deve-se então, de acordo com Figueiredo, 2005. P.20. “…encontrar pesssoas que pensem positivamente e tenham interesse no assunto.” Formar um time de estudos e trabalhar em conjunto é uma das maneiras mais eficientes de iniciar esse projeto. Outro fator fundamental é nunca atuar de forma emocional , mas buscar de forma racional informações que sirvam de alicerce para o seu funcionamento. Existem alguns passos que visam preparar ou facilitar uma empresa no sentido de receber iniciativas e estratégias do conhecimento, uma empresa precisa acima de tudo conhecer como funciona a gestão do conhecimento e seus benefícios e importância. A organização precisa ter bem mapeadas suas operações, seus negócios, suas atividades. Verificar a existência de um grupo formal para os objetivos da implantação desse programa, caso não exista esse grupo na empresa . A gestão do conhecimento deve ser conduzida da forma mais racional possível. Focada nos resultados de curto, médio e longos prazos. Também não se esqueça que o lado mais racional da gestão do conhecimento é justamente o lado humano, pois é nele que residem todas as chances de ampliação do conhecimento. (FIGUEIREDO. 2005. P.20) Gerar o conhecimento é portanto uma característica humana e, por isso mesmo, subjetiva e pouco tangível. Ela nasce da busca de novas e criativas soluções dentro da empresa e pode ser estimulada através de uma política de incentivos adequada. Segundo Figueiredo( 2005, p 21) a idéia pode partir da alta cupula da empresa , o que pode facilitar o programa pois certamente haverá direção, foco estratégico, patrocinio, lideranças, aceitação, sentido de urgência, etc. Ainda para o autor, caso a idéia nasça entre gerentes e funcionários o trabalho será bem maior, pois surgirá a necessidade de reunir esforços , obter recursos e aprovação de cada projeto, além da necessidade de conscientizar os executivos da empresa. Pior ainda se nascer e for conduzido de forma isolada na base da pirâmide. De acordo com Krogh, Ichijo e Nonaka (2001, p. 6), “o termo gestão implica controle de processos que talvez sejam intrinsecamente incontroláveis ou, pelo menos, que talvez sejam sufocados por um gerenciamento mais intenso”. Eles ainda enfatizam que “os gerentes devem promover a criação do conhecimento, em vez de controlá-la”. Segundo Terra, a gestão do conhecimento no ambiente dentro organização “implica em práticas gerenciais que envolvem coordenação de esforços nos planos organizacionais e individuais além de estratégicos e operacionais e as normas formais e informais”.(Terra ,2001, p. 213). Ou seja, segundo o autor deve existir um esforço para que todas as práticas gerenciais estejam envolvidas para convergir e disseminar o conhecimento. E o autor ainda cita que “a velocidade das transformações e a complexidade crescente dos desafios não permitem mais concentrar esses esforços em alguns poucos indivíduos ou áreas das organizações”. (Terra, 2001, p. 214). Se faz necessário entender as peculiares do mercado competitivo, sobretudo onde a falta de conhecimento e de tecnologia faz com que qualquer organização perca seu espaço . Existe um desafio se superar. Para atestar isso o autor ainda diz que : “a velocidade das transformações e a complexidade crescente dos desafios não permitem mais concentrar esses esforços em alguns poucos indivíduos ou áreas das organizações”. (Terra 2001, p. 214). 3 CRIANDO O COMITÊ DE GESTÃO DO CONHECIMENTO A Gestão do Conhecimento é um conceito que envolve diversos profissionais de diversas áreas, que unidos vão formar o que se chama de equipe de Gestão do Conhecimento ou ê Comitê de gestão do conhecimento. Mas evidentemente a GC não depende de uma única equipe. ela dependerá de todos os funcionários da organização, e do conhecimento de cada um deles, é aprendizagem contínua, pois a gestão do conhecimento irá permitir a troca de experiências entre os indivíduos . O Comitê de gestão do conhecimento será formado por profissionais capazes de transformar em conhecimento. “O ideal é que os trabalhadores do conhecimento possuam habilidades técnicas e intuitivas.” (DAVENPORT; PRUSAK, 1998, p. 133) Ou seja, a formação dessa equipe com perfil adequado, é um passo importante para começar a implantar a Gestão do Conhecimento. Desta forma pode-se perceber que a implantação da gestão do conhecimento requer o trabalho em equipe e esta equipe deve estar muito bem articulada com toda a organização. Pois, o conhecimento passa por quatro modos de conversão, é o ciclo da Gestão do Conhecimento segundo Nonaka e Takeuchi (1997, p. 81): -Socialização: processo de compartilhamento de experiências; -Externalização: processo de articulação do conhecimento tácito em conceitos explícitos pode se dar através da escrita, por exemplo; -Combinação: é onde ocorre a sistematização de conceitos de um sistema de conhecimento, ou seja, a associação de conceitos; -Internalização: trata da incorporação do conhecimento explícito em tácito, assegurando a expansão da experiência prática. É preciso investir não mais em ‘tarefeiros’, mas em verdadeiros ‘trabalhadores do conhecimento’, capazes tanto de cumprir suas tarefas habituais quanto de agregar valor ao trabalho, por meio de uma postura empreendedora e criativa. (ZABOT, 2002, p. 91) O comitê antes caracterizado pela formação natural do grupo de estudos de gestão do conhecimento gera de fato a constituição formal da criação do comitê propriamente dito. Por definição, um comitê é uma força tarefa multidiscilinar conduzida por vários funcionários, dedicada a solucionar um problema específico. No caso da gestão do conhecimento , a composição do Comitê da Gestão do Conhecimento deve envolver um time hibrído de talentos, competências diversas, sendo representado por pessoas das diversas áreas estratégicas da empresa. ( FIGUEIREDO, 2005, p.22) Após essa formação esse time estudará periodocamente as possiblidades de aplicação do tema na empresa , e também deverá dar um feedback aos executivos, apresentando planos, idéias , sugestões , etc. Nonaka e Takeuchi destacam ainda que: […] o ideal seria que os profissional do conhecimento tivessem as seguintes qualificações: precisam, ter elevados padrões intelectuais; precisam ter uma forte noção de comprometimento para recriar o mundo segundo sua própria perspectiva; precisam ter uma ampla variedade de experiências, tanto dentro quanto fora da empresa; precisam ser qualificados na condução de um diálogo com os clientes e com os colegas dentro da empresa; e precisam se abertos para conduzir discussões francas e debates com outras pessoas( Nonaka e Takeuchi 1997, p. 178). Conclui-se então que ao participar desse comitê o profissional precisa possuir importantes qualificações que o deixam mais apto para lidar que este recurso, provocando desse modo o sucesso e resultados para a organização. 4 ENSINO DE APRENDIZAGEM O ensino e aprendizado é , são vitais para o sucesso e crscimento da empresa, também para sua vida seja longa no mercado. É necessário que a empresa dê o seu melhor se empenhe para que o ensino e aprendizado sejam praticados dentro da empresa. Uma empresa, que busca competências duráveis e inovações, só terá sucesso se souber apoiar, valorizar e criar oportunidades para alavancagem do ensino, capacitação e desenvolvimento dos seus funcionários (FIGUEIREDO, p.101) É necessário que as empresas entendam que criatividade e inteligência, são resultados diretos do uso de conhecimento. A competitividade esta ligada diretamente ao processo de aprendizado da empresa, sendo possível que o processo de aprendizado interfira diretamente na competitividade da empresa, é necessário verificar como a cultura organizacional tem e aprendizagem, tem colaborado diretamente no processo de criação co conhecimento organizacional, tudo isso esta relacionado ao processo de aquisição do conhecimento. 5 BARREIRAS DA APRENDIZAGEM As barreiras da aprendizagem exigem da gestão um grande esforço para que sejam apontadas as reais barreiras, caça localização, identificação e ação corretiva imediata. Essas barreiras afetam tanto o individuo como a equipe é necessária que seja apontado onde ela esta ocorrendo. Podemos dizer que as barreiras podem ser lecionadas ao ambiente ou já estão junto ao individuo, onde são muitas vezes resultado de uma cultura organizacional. Focar intensivamente nos esforços de aprendizagem podem resultar em desperdício sendo importante que os programas de gestão do conhecimento, determinem suas metas de aprendizagem e se dediquem a zelar pelo ambiente favorável á aprendizagem. A empresa que se preocupa com o conhecimento, esta mais interessada nos custos da aprendizagem e do desenvolvimento do com o custo da ignorância. Considerando a aprendizagem um fator fundamental é necessário conhecer e tomar decisões certas em relação as suas barreiras. O aprendizado nos capacita mudança e existem múltiplas formas de aprendizado.É necessário fixar e aprender, pois o que as pessoas aprendem depende do que elas já sabem. O aprendizado depende de interação com o ambiente e de pré-requisitos do aprendiz. 6 O CONHECIMENTO INFLUENCIANDO POSTURAS EMPRESARIAIS Algumas iniciativas surgiram com o propósito de alavancar ou preservar a competitividade organizacional porem é necessário entender e conhecer essas iniciativas. A primeira esta relacionada ao provimento da capacitação na própria empresa. A segunda esta ligada a luta pela retenção e pela atração de talentos, caracterizando uma situação de guerra, travada diariamente nos bastidores da maioria das empresas. Esta batalha dedica a formação e conquista de talentos humanos, diferentemente de outras disputas do passado no mundo empresarial, traz consigo componentes nunca antes presenciados.Pela primeira vez na historia, a disputa passa a ocorrer influenciada pelo potencial intelectual e não mais por mão-de-obra.(FIGUEIREDO, p. 105) A atração e a retenção dos talentos passaram a ser considerando pelas organizações fatores críticos de sobrevivência e a sua importância introduziu no cenário empresarial a redefinição da relação entre patrão e funcionário. 7 O LADO ESTRATÉGICO DA EDUCAÇÃO NAS EMPRESAS E A EMPREGABILIDADE Algumas mudanças em nossa economia foram essenciais para que as empresas enxergassem a importância do aprendizado de forma estratégica. Ensinar passa a ser exercido durante toda a vida útil doa profissionais e competências exigidas pelos gerentes durante o processo seletivo. Enquanto constatamos no ambiente empresarial que conhecimento se deteriora rapidamente, observa-se também todas as dificuldades encontradas para permanecerem vivas quanto as exigências do mercado que aumentam cada vez mais. Constatamos que o conhecimento se deteriora rapidamente, mas também é necessário entender que so as empresas que aplicam o conhecimento conseguem sobreviver, isso é fundamental para o aumento da demanda por aprendizado. Por tanto os desafios são constantes, exemplos disso é a criação de cultura favorável ao aprendizado o investimento nas mudanças e posturas das pessoas frente ao aprendizado e a busca do conhecimento. Preparar os novatos de hoje é uma grande arma competitiva. Além de auxiliar a retenção e atração de talentos, a gestão do conhecimento também se encarrega de preparar a companhia, construindo um ambiente ideal para que a formação dos novatos seja a mais natural, eficaz e rápida possível.(FIGUEIREDO, p.109) É fundamental para a formação de novatos a manutenção de funcionários mais velhos e experientes. O conhecimento deles é sem duvida muito importante para agregação de conhecimentos aos novatos eles são pontes de conhecimento. Com a valorização do conhecimentos é fundamental que as empresas valorizem mais os funcionários que com o passar do tempo puderam acumular mais conhecimentos pelo tempo vivido na empresa. As empresas estão cada vez mais convencidas que o aprendizado ele tem que ser constante dentro e fora da empresa, não só com dia e hora marcada, ele quem ser vivido diariamente dentro da empresa. O aprendizado deve estar envolvido em todos os processos. É necessário que o funcionário se torne gerente das suas próprias iniciativas, ainda assim é necessário que o aprendizado seja constante dentro da empresa e a todo momento. O mais gratificante no mundo empresarial pode resultar da percepção a tempo e de fato que muitos são os benefícios obtidos no aprendizado corporativo quando se respeito o ritmo, as experiências, as peculiaridades e o estilo de aprender de cada funcionário. 8 CAPITAL INTELECTUAL Quando se fala em capital, as primeiras idéias que vem na cabeça de muitos estão relacionadas aos conceitos de valores ou recursos. Em uma Organização esta palavra representa o conjunto de elementos que o proprietário da empresa possui, para dar início às suas atividades, onde este capital poder dinheiro, imóveis, veículos, entre outros. No entanto existe um outro tipo de capital, que apesar de não ser tão conhecido, é essencial para o bom desempenho de uma empresa. Esse é o chamado Capital Intelectual. Para Thomas A. Stewart, Capital Intelectual é a soma dos conhecimentos relevantes de todos em uma empresa. É a matéria responsável pelos resultados financeiros de uma companhia. Apesar de possuir uma definição simples e fácil de ser entendida num primeiro momento, a gestão do capital intelectual não é uma prática tão simples de ser implantada em uma empresa, porém isso não justifica o fato da não-implantação desse modelo. Para esse novo tipo de gestão é necessário um modo novo de observar e gerir a empresa e seus recursos tangíveis e intangíveis, onde essa gestão deve ser feita a partir do conhecimento e de acordo com o ponto de vista de seus stakeholders. De acordo com Figueiredo: A gestão do capital intelectual se divide em várias etapas e tarefas que se complementam e se alinham ao programa de gestão do conhecimento. Entre as várias tarefas desta atuação, não posso deixar de mencionar a auditoria do capital intelectual, sua avaliação, mensuração divulgação e a alavancagem dos ativos do conhecimento ou ativos intelectuais. Trata-se de um compromisso gerencial dedicado a cultivar ativos intangíveis e extrair deles oportunidades e todo o potencial para a criação de riquezas, os tornando mais visíveis e valorizados pelos stakeholders, que passarão a reconhecer o grande potencial e as promessas associadas à eles e, conseqüentemente, associados à empresa. Thomas A. Stewart afirma que, embora sejam muitos relevantes e responsáveis pelo sucesso e resultados das empresas, os ativos intelectuais não são apontados nos balanços financeiros tradicionais. (FIGUEIREDO, 2005 p. 270) Esse mesmo autor utiliza como exemplo para ilustrar esse processo, a analogia entre a empresa e uma árvore, onde os seus ativos intelectuais poderiam ser comparados às suas raízes, pois assim como nas árvores as raízes são essenciais para a sua sobrevivência e ficam localizadas abaixo da linha do solo, ficando por isso invisíveis, só sendo notadas através da beleza das flores e frutos. Dessa forma também é o capital intelectual, pois ele não pode ser visto apenas notado através dos bons resultados demonstrados pela empresa, sendo por isso difícil de difícil mensuração e avaliação. O trabalho de mensuração do capital intelectual, segundo Figueiredo (2005), envolve identificar os ativos intelectuais e avaliar os benefícios deles aos negócios, selecionar aqueles valorizados pelos clientes, os que produzem outros resultados de valor, os responsáveis pelo sucesso da empresa, os que poderiam atrair atenção e gerar interesses no mercado, afim de declará-los em um relatório de influência e tomada de decisões. A mensuração do capital é apenas uma das muitas atividades que estão sob a Gestão do Capital Intelectual. Dentre essas outras atividades estão: Auditoria e Identificação do Capital Intelectual – que têm por objetivo identificar os principais ativos intelectuais da organização, ou seja, aqueles que mais se destacam ao colaborarem com o sucesso da empresa; Pesquisas e Avaliação – com o propósito de discutir, compreender e avaliar a contribuição dos ativos intelectuais no alcance dos resultados financeiros, na obtenção da melhoria de processos, na satisfação e fidelização dos clientes, no desenvolvimento de produtos e serviços inovadores, na obtenção da criatividade, na retenção e atração de recursos humanos, e tudo mais; Qualificação – que consiste em qualifica os ativos intelectuais predominantes na empresa em relação às pretensões de evolução, proposição de valor, participação no mercado, competitividade, inovação, produção e criação de produtos, prestação de serviços, expectativas dos stakeholders, alvos de mercado e negócios, etc.; Análise de Oportunidades – onde a empresa, a partir do conhecimento de seus ativos intelectuais e com base na sua capacidade de atuação e de entrega de seu potencial intelectual, deve analisar e monitorar constantemente o mercado em busca de oportunidades para aplicação e uso de suas competências e de seus ativos do conhecimento; Visão Estratégica – consiste em qualificar e avaliar o ativo intelectual de acordo com a estratégia da organização; Produção, Aplicação e uso – que corresponde ao processo de criação e alavancagem do capital intelectual; Alinhamento mercadológico – que consiste em dar foco e posicionamento mercadológico aos ativos intelectuais, para que sejam melhores percebidos, reconhecidos e valorizados externamente; Mensuração – que consiste em monitorar, coletar, analisar, explicitar, promover e apresentar a riqueza intelectual da empresa e de seus saberes com transparência. 9 GESTÃO DE COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS Para facilitar o entendimento acerca das chamadas Competências Essenciais como fator de competitividade das empresas, pode-se utilizar como definição para esse termo, aquela encontrada no clássico livro Competindo pelo futuro. A definição proposta para esse termo é a dos autores Gary Hamel e C. K. Prahalad, que diz que: Uma competência essencial é um conjunto de habilidades e tecnologias que permitem uma empresa oferecer determinados benefícios aos seus clientes. (HAMEL e PRAHALAD, 1995) Além dessa definição, a competência essencial também poder ser entendida como um conjunto de competências e habilidades específicas em uma empresa, cuja base é responsável pela sua manutenção, pela entrada dela em novos mercados e pela criação de produtos. As competências, porém não conseguem se manter sozinhas dentro de uma empresa. Elas necessitam do combustível que lhe dá a vida e que as faz funcionar. E é ai que se pode falar da relação entre elas e o conhecimento, pois é ele o combustível vital para a sua sobrevivência. Uma competência, para ser considerada essencial, segundo Hamel e Prahalad: A competência precisa ter valor percebido pelo cliente (os clientes são os juízes finais do que é ou não é uma competência essencial). A competência precisa ter diferenciação entre concorrente (para ser qualificada como uma competência essencial, uma capacidade precisa ser competitivamente única); e a competência precisa ter capacidade de expansão. (HAMEL e PRAHALAD, 1995). Nesse sentido, os primeiros passos a serem dados ao iniciar o processo de gestão estratégica das competências essenciais são: compreender o real potencial, a importância das competências essenciais aos negócios e vislumbrar os benefícios que se pode obter ao gerenciá-las de fato. Assim, esse primeiro trabalho compreende preparar a empresa para desenvolver tais competências, posicioná-las adequadamente, tirar proveito delas, otimizá-las, “cultivá-las na organização, usá-las estrategicamente e multiplicar seus efeitos na produção de vantagens competitiva. Em se tratando da gestão do conhecimento, a competência essencial pode ser denominada como o conjunto de habilidades, perícias e conhecimentos que mobilizados em conjunto são responsáveis pelo resultado da empresa. A competência essencial deve gerar como resultado algo de valor que seja apreciado pelos stakeholders e freqüentemente comprado pelos clientes. Segundo o dicionário Aurélio, competência é a qualidade de quem é capaz de resolver certo assunto, fazer determinada coisa, capacidade, habilidade, aptidão. Dessa forma pode-se dizer que uma competência essencial é resultante da soma de competências individuais e da sinergia obtida para sua aplicação eficaz. No entanto, por mais que se afirme que uma competência essencial é gerada por uma série de outras competências menores, uma empresa com muita gente competente pode não ser uma empresa de sucesso, pois a empresa não só necessita de muita gente competente e sim de obter harmonia e foco para as suas competências individuais, que devem ser devidamente organizadas, somadas e integradas umas as outras para assim proporcionarem bons resultados para a empresa. Para dar continuidade ao processo de gestão das competências essenciais, o autor diz que: Outra iniciativa à gestão das competências essenciais pode ser a identificação das competências essenciais principais da empresa. Em seguida, pode-se promover a auditoria no conjunto de conhecimentos e habilidades vinculadas às competências essenciais identificadas. E amadurecendo e avançando consideravelmente, a companhia poderá identificar competências essenciais por desenvolver. (FIGUEIREDO, 2005 p. 293). São várias as iniciativas que o programa de gestão do conhecimento pode adotar em conjunto com a gestão de competências essenciais. Uma delas e que é muito utilizada é a função de mapeamento, que representa o levantamento da situação atual da empresa e de suas competências essenciais. Segundo FIGUEIREDO, o mapeamento das competências: (…) pode colaborar com a sensibilização dos executivos na fase de aprovação do programa de gestão das competências essenciais, uma vez que fornece representação visual materializada das competências e suas interfaces, revela uma fotografa que representa a situação atual da empresa em termos de suas competências e suas forças e fraquezas (…) (FIGUEIREDO, 2005 p. 294) Após ser concluído, o mapa das competências essenciais também servirá como um instrumento para indicador o nível de alinhamento entre as competências essenciais e a estratégia organizacional. A parti daí a empresa passa a contar com novos indicadores capazes de sinalizar ou apontar para probabilidades de sucesso ou fracasso no futuro. 10 GESTÃO DA CULTURA ORGANIZACIONAL A cultura organizacional vem assumindo um conceito essencial à compreensão das estruturas organizacionais, sendo que, cada organização, seja ela grande ou pequena possui seus valores, crenças, costumes, tradições, símbolos. Etc. Cultura Organizacional sendo um conjunto de crenças, tradições, valores, regras escritas e não escritas que podem impulsionar, acelerar, debilitar, retardar, facilitar, comprometer, dificultar ou impedir mudanças e o desempenho das empresas. (Figueiredo, p. 134) Conforme o mesmo autor (2005, p.137) estes valores e crenças, que fazem parte da cultura organizacional, condicionam e interfere no comportamento das pessoas dentro da empresa, produzindo um comportamento médio padrão resultante, que tanto pode ser positivo e apoiar os processos de mudanças e de modernização, quanto contrário e prejudicial. Como o ser humano tende a reagir, assimilar e comportar-se de acordo com o ambiente ao qual pertence, a cultura organizacional acaba influenciando o comportamento das pessoas que vivem na empresa, propagando-se também entre os novatos que chegam. Esses conjuntos de padrões que define uma cultura organizacional existem em qualquer organização, sendo ela num maior ou menor grau, e de certa forma fornecem suporte para as organizações. Vale ressaltar que, alguns tipos de cultura prejudicam o desempenho da organização, como também as atitudes das pessoas as quais fazem parte dela. Uma mudança cultural deve envolver um processo de avaliação, modificação e transformação dos valores, crenças e modelos mentais compartilhados pelos indivíduos que trabalham na organização. É preciso que haja uma total reconstrução da identidade organizacional baseada em uma nova estrutura, uma nova visão estratégica e, por conseguinte, novos padrões de comportamento. (Autor, p. 129). Vale ressaltar que todo processo de mudança nas empresas requer reestruturações profundas em sua organização, independentemente da área. Já que as pessoas necessitam de um tempo de adaptação, pois toda mudança envolve algum tipo de perda, sendo comum enxergar mudanças como sendo um perigo ou ameaça. Pode-se dizer que a cultura organizacional é de grande importância, pois é ela que determina o estilo de gestão das chefias e o próprio comportamento das pessoas dentro da empresa. 11 GESTÃO DE PESSOAS O momento atual exige ampla transformação, pois vivemos em uma sociedade de conhecimento, onde o talento humano e suas capacidades muitas vezes são vistos como fatores competitivos no mercado globalizado, dessa forma é preciso resgatar o papel do ser humano na organização, a fim de torná-los competentes para poder atuar nas suas atividades como colaboradores. Conforme o autor Figueiredo (2005) o esforço da Gestão de Pessoas pode ser dividido em várias estratégias distintas essenciais, sendo elas: 1. A Retenção e Atração de Talentos: A retenção de talentos é a capacidade que uma empresa tem de manter seus funcionários, por um longo período motivados e altamente produtivos atuando em serviço. Logo, a retenção dos melhores talentos está intimamente relacionada a muitos outros fatores importantes da empresa, incluindo sua competitividade, qualidade, capacidade, inovação, satisfação dos clientes, capacidade de ação, resultados, criatividade, competência, etc. Quando falamos em atração de talentos, estamos nos referindo à capacidade que uma empresa tem de chamar a atenção, gerar interesse, “seduzir” e atrair os melhores talentos do mercado para o seu quadro de funcionários. Acredito que qualquer empresa que deseje sobrviver nos próximos anos necessitará criar um plano de políticas para atrair e reter os melhores talentos. 2. Os Processos Seletivos: A gestão do reconhecimento reconhece a contratação pessoal como iniciativa e fator crítico ao sucesso da empresa. Com isso, os processos seletivos e os procedimentos de contratação devem ser revistos e repensados de maneira responsável e à luz da gestão do conhecimento e das estratégias competitivas. A gestão do conhecimento exige processos de recrutamento e seleção rigorosos, dentro da realidade de conhecimento de cada empresa. 3. Motivação: A motivação é um ingrediente essencial à gestão do conhecimento, pois sem ela não há aprendizado, não há criação do conhecimento, não há compartilhamento, não há interesse em mudar, aplicá-lo, aprender ou ensinar. Muitos são os fatores e benefícios que podem motivar as pessoas. Salários, reconhecimento, acesso a informações, envolvimento, ambiente de trabalho, incentivos, compensação extra-salarial, comissões, participação acionária, participação nos lucros e nos resultados da empresa, reconhecimento público, elogios, oportunidade e visibilidade de carreira, transparência, liderança, política de portas abertas, feedback e renumeração variável são apenas alguns de muitos exemplos de fatores motivacionais. 4. Indo Além das Demissões e Aposentadorias: Algumas das iniciativas promovidas pelo Esforço da Gestão de Pessoas e de interesse da gestão do conhecimento podem ir além da vida útil dos funcionários na empresa. Isso porque a empresa comprometida e preocupada com seus recursos intelectuais deve ter interesse, cuidar e se relacionar positivamente com seus talentos em todas as etapas possíveis. Ir além da demissão e oferecer apoio e assistência aos ex-colaboradores caracterizam uma atuação não só de respeito, mas estratégica, apreciada não só de por quem deixa a empresa, mas, principalmente, pelos que ficam. 5. Os Processos de Sucessão: A gestão do conhecimento também tem muito interesse pelos processos de sucessão. Saber como ocorrem, se são planejados com antecedência necessária para que os conhecimentossejam transferidos aos sucessores sem impactos ou prejuízos aos negócios, se ocorrem considerando os fatores da gestão do conhecimento, se as aposentadorias também seguem os msmos princípios são apenas o início de todo o trabalho. 6. Reconhecimento: Reconhecimento justo exigirá das empresas muito mais do que a criação de sistemas inteligentes, capazes de perceber o grau de colaboração efetivo entre cada funcionário e seus colegas de trabalho, clientes, parceiros e fornecedores e toda contribuição dos funcionários na composição das bases de conhecimento. Observa-se que a Gestão de Pessoas está envolvida diretamente com as pessoas, e é caracterizada pela participação, capacitação, envolvimento e desenvolvimento do bem mais precioso de uma organização que é o capital humano que nada mais são que as pessoas que a compõem. Cabe a área de gestão de pessoas a função de humanizar as empresas. A gestão de pessoas é um assunto tão atual na área de administração, mas que ainda é um discurso para muitas organizações, ou seja, em muitas delas ainda não se tornou uma ação pratica. Vale ressaltar que, a área de Recurso Humano vem deixando de ser um mero departamento de pessoal para se tornar um dos personagens principais dentro da organização. De acordo com Figueiredo (2005, p. 151) o nome Àrea de Recursos Humanos chama para si toda uma responsabilidade que seria de muitos, oferecendo margem para interpretações distorcidas sobre responsabilidade e papéis. Muitos gerentes acabam intuindo que várias de suas atribuições ligadas à gestão de recursos humanos sejam responsabilidade da área de RH, negligenciando, assim grande parte da razão de existir da empresa. É preciso que todos os gerentes passem a encarar os recursos humanos como diferencial de sucesso e sobrevivência. O gestor deve ter um espírito critico, uma opinião própria e uma grande capacidade de flexibilidade, tendo em vista as grandes e rápidas transformações sociais que ocorre no mundo, como a globalização. Vale lembrar que, o setor de recursos humanos pode contribuir muito para o crescimento de uma empresa de diversas formas, uma delas é valorizar o ser humano, pois dessa forma haverá uma contribuição significativa para o seu crescimento e também para o sucesso da empresa. 12 GESTÃO DE PROCESSO Este estudo visa compreender a inteligência dos processos e se esforçar para otimizá-los, envolve questionar se os processos respondem as necessidades de negócios da empresa expectativas dos clientes. Dedica-se a entender como se encontra organizado os processos e de que maneira suprem às necessidades competitivas da empresa. Este esforço identifica, avalia, atua e otimiza os fluxos de conhecimento organizacional e o atendimento as expectativas dos stake holders. Gestão de processos tem como desafio, questionar compreender, conceber e melhorar os processos da empresa à luz da gestão do conhecimento, a idéia é melhorar a inteligência e a qualidade dos processos, melhorando também o resultado deles apartir do conhecimento, esse esforço preocupa-se com que se pode aprender apartir dos processos e o que se pode aprender para melhorá-os. (FIGUEIREDO, 2005) Nas empresas esses processos são associados às pessoas e dependem delas, os processos existentes em uma empresa representam a própria inteligência da companhia. Mostram a maneira como o conhecimento foi e continua sendo utilizado. Segundo FIGUEIREDO os processos refletem a organização do conhecimento e como ele é engrenado e aplicado. Esses processos mostram a maneira como o conhecimento foi e continua sendo aplicado, ou seja, s processos representam como as coisas são feitas e com que eficiência elas são realizadas, produzindo resultados decorrentes. Percebe-se que os processos representam as engrenagens que geram a força necessária à produção dos resultados da empresa. Os processos em seus estágios atuais refletem não só a inteligência da empresa e das pessoas, mais acima de tudo, revelam como o conhecimento foi utilizado quando da elaboração deles e como o conhecimento é utilizado para mantê-los sem funcionamento. Os processos podem indicar quanto à empresa foi capaz de adaptá-los e evoluir ao longo do tempo. (FIGUEIREDO, 2005) Nota-se que a gestão de processos sem a gestão de conhecimento pode ser infrutífera, a gestão de processos depende muito mais da gestão do conhecimento do que os gestores costumam pensar. A proposta desse esforço é que a gestão do conhecimento traga a capacidade de criar valor apartir do conhecimento, resultados em processos eficazes, construídos com inteligência, por isso, com maiores chances de sucesso. Faz se importante a qualidade ao esforço de gestão de processos e a própria gestão de conhecimento os seguintes tópicos: A importância de identificar e evidenciar ao mercado os requisitos de qualidade quando alcançados;A importância dos clientes e fornecedores em cada processo;A relevância de transformar a empresa de uma cultura reativa para preventiva;A eliminação das causas das não conformidades;Fazer o certo pela primeira vez;A relação entre zero defeito e o conhecimento;O estabelecimento de objetivos e metas de melhoria;Programas contra o desperdício;Conquistar e conservar a participação dos funcionários, parceiros e fornecedores no processo da qualidade;Alinhar as metas da qualidade à estratégia da empresa;Obter mais proatividades e ações preventivas e menos ações reativas e corretivas;Redução de problemas;Eliminação das causas dos problemas e o contínuo monitoramento do mercado, dos concorrentes e das necessidades dos clientes em relação a qualidade. 13 GESTÃO DE INOVAÇÃO E DE CRIATIVIDADE: A criatividade esta ao alcance de todos, mais somente algumas pessoas na empresa conseguem gerar boas idéias, todas elas, além de criar e inovar, sempre podem estar melhorando algo a sua volta, nos limites de suas atividades e até fora deles, mais porque então são sempre as mesmas pessoas que colaboram e inovam com mais freqüência? Entre todos os seres vivos da terra, apenas o homem herdou a capacidade de criar e inovar e essas são qualidades essencialmente humanas não sendo possíveis de se obter de maquinas, robôs ou computadores. Criar e inovar são qualidades tão nobres, tão valorizadas e tão nobres e raras no nosso dia a dia que aqueles que são presenteados e as alcançam com maior freqüência dizem tê-las herdado do próprio Deus. .(FIGUEIREDO, 2005) Questionando os funcionários observa-se sobre o porque do baixo comprometimento com a inovação e criatividade e nesse comportamento um tanto quanto indiferente visto em muitas empresas, descobri-se muito mais sobre os administradores do que pode-se imaginar. Faz-se necessário entender que todos os profissionais da empresa devem ter muito claro sua real importância dentro da empresa as suas sugestões, idéias, inovações e criatividade. Os administradores devem compreender de quais formais a criatividade tem ocorrido na empresa e com qual intensidade deveria ocorrer. Devem entender onde e como as idéias podem chegar aos seus ouvidos e como a criatividade pode ser estimulada. A inovação é um dos resultados mais importante da criatividade, sendo fundamental para que uma empresa se diferencie dos seus concorrentes e obtenha vantagens competitivas, a criatividade e inovação estão próxima e intimamente relacionadas. A criatividade como componente responsável pela inovação, tem sido associada mais ao individuo, enquanto que a inovação é mais utilizada no nível de organização.(FIGUEIREDO, 2005) As novas idéias representam um passo para inovação e são inevitáveis para o aperfeiçoamento organizacional, elas surgem apartir de lampejos de inteligência, pode-se dizer que um insight que é responsável pela inovação é uma descarga repentina e incontrolável de energia intelectual. Essa enérgia fica contida no ser humano, pronta para explodir a qualquer instante e a qualquer estimulo, sendo perenemente alimentados por suas experiências, informações e conhecimentos. Por esse motivos do insight, a produção criativa certamente é algo que supera as 8hrs diárias de trabalho ou carga horária da empresa, o inovador leva consigo para qualquer lugar os desafios da empresa, esses desafios andam com ele por onde quer que ele vá, o insight que é o gatilho da inovação e da inventividade, não acontece necessariamente na empresa, podendo ocorrer a qualquer instante, não conseguindo desse modo, prever quando e onde o insight acontecerá, é imprescindível, não havendo hora certa, nem lugar certo para que boas idéias brotem. Estimulo, ambiente rico e inspirações fundamentais, esta é uma das razões pelas quais a liberdade e tão fundamentada ao processo criativo, além disso, precisa estar preparado para inovação e para o surgimento de idéias, uma vez que são baseadas no insight, podem ocorrer em lampejos fracionados de um segundo, precisando ser anotadas rapidamente para não serem perdidas. REFERÊNCIAS DAVENPORT, T. H.; PRUSAK, L. Conhecimento empresarial: como as organizações gerenciam o seu capital intelectual, 4ª Ed. Rio de Janeiro: Campus, 1998. FIGUEIREDO, Saulo Porfírio. Gestão do Conhecimento: estratégias competitivas para a criação e mobilização do conhecimento na empresa: descubra como alavancar e multiplicar o capital intelectual e o conhecimento da organização. Rio de Janeiro, Ed. Qualitymark, 2005. GROTTO, Daniela. O compartilhamento do conhecimento nas organizações. In ANGELONI, Maria Terezinha. Organizações do conhecimento: infra-estrutura, pessoas e tecnologias. São Paulo: Saraiva, 2002. KROG, George Von; ICHIJO, Kazuo; NONAKA, Ikujiro. Facilitando a criação de conhecimento: Reinventando a empresa com o poder da inovação contínua. Tradução Afonso Celso da Cunha Serra, São Paulo: Ed. Campus, 2001. LACOMBE, Francisco J.M. Recursos Humanos : princípios e tendências. São Paulo. Ed. Saraiva , 2005. LEITE, Eliane; SILVA, Jorge Ferreira da. Gestão do conhecimento nas empresas brasileiras e impacto no desempenho do negócio. Revista Inteligência Empresarial, Rio de Janeiro, n. 18, p. 24-30, jan/fev/mar. 2004. NONAKA, I; TAKEUCHI, H. Criação do conhecimento na empresa. Rio de Janeiro: Campus, 1997. TEIXEIRA FILHO, Jayme. Gerenciando conhecimento. Rio de Janeiro: SENAC, 2000. OLIVEIRA JR, Moacir de Miranda. Competências Essenciais e Conhecimento na Empresa. In FLEURY, Maria Tereza Leme; OLIVEIRA JR., Moacir de Miranda. Gestão estratégica do conhecimento: Integrando Aprendizagem, Conhecimento e Competências. São Paulo: Atlas, 2001. SANTOS, Silvio Aparecido dos. LEITE, Nildes Pitombo, FERRARESI, Alex Antônio. Gestão do Conhecimento: Institucionalização e práticas nas empresas e instituições (pesquisas e estudos). Maringá – PR, Ed. Unicorpore. 2007. TERRA, José Cláudio Cyrineu. (Org.). Gestão do conhecimento em pequenas e médias empresas. 2 ed. São Paulo: Ed. Campus, 2003. ZABOT, João Batista M.; SILVA, L. C. Mello da. Gestão do conhecimento: aprendizagem e tecnologia: construindo a inteligência coletiva. São Paulo: Atlas, 2002. . [1] CG abreviação de Gestão do Conhecimento