UNIVERSIDADE LUSÓFONA DE HUMANIDADES E TECNOLOGIAS CURSO DE ACESSO AO MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇAO COMPONENTE CURRICULAR: EPISTEMOLOGIA DAS CIÊNCIAS SOCIAIS PROFESSORA DOUTORA: ANA LÚCIA FÉLIX DOS SANTOS AS IMPLICAÇÕES DA DIALÉTICA NO ESPAÇO ESCOLAR ACADÊMICOS: ANTÔNIO JOSÉ SILVA COSTA ANAPURUS/2011 ACADÊMICOS: ANTÔNIO JOSÉ SILVA COSTA AS IMPLICAÇÕES DA DIALÉTICA NO ESPAÇO ESCOLAR O presente ensaio apresentado como requisito parcial de aprovação do curso de acesso ao mestrado de Ciências da Educação do componente curricular Epistemologia das Ciências Sociais. Profa. Dra. Ana Lúcia Félix dos Santos ANAPURUS/2011 SUMÁRIO 1. Introdução ………………………………………………………………………………… 03 2. Enquadramento Teórico ……………………………………………………………… 03 3. Procedimentos Metodológicos ……………………………………………………..06 4. Referências Bibliográficas……………………………………………………………..06 INTRODUÇAO O ensaio está se referindo às implicações da dialética no espaço escolar,portanto,a partir do debate colocado acerca da concepção engelsiana da dialética Essa realidade é constatada por vários estudiosos da área como: Platão que a dialética é sinônimo de filosofia; O alemão Immanuel Kant retoma a noção aristotélica quando define a dialética como a “lógica da aparência”. Para o enquadramento teórico desta pesquisa buscar-se-á desenvolver um leque de conceitos que tem prevalecido nessa temática com a estruturação em três capítulos: conhecimento, educação e dialética. Cada capítulo constará de idéias de estudiosos que a muito se destacam como precursores dessa temática, adicionando – se também as concepções dos pesquisadores enquanto acadêmicos e investigadores do curso de Mestrado em Educação. 1-CONHECIMENTO Para Sócrates conhecer “é passar da aparência à essência, da opinião ao conceito, do ponto de vista individual à idéia universal de cada um dos seres e de cada um dos valores da vida moral e política.”(Chaui, 2002:62) O ato de conhecer vai além das aparências, requer um estudo aprofundado daquilo que se quer conhecer para que se tenha todas as informações necessárias para poder tecer comentários seguros e poder argumentar com poder de convencimento. Platão faz a distinção sobre os tipos de conhecimento e o conhecimento do senso comum, aquele adquirido no dia a da, sem um aprofundamento do saber, daquele que deriva de uma reflexão mais apurada sobre o objeto estudado. Ambos são necessários aos seres humanos e segundo ele “o primeiro exemplo do conhecimento puramente intelectual e perfeito encontra-se na matemática, cujas idéias nada devem aos órgãos dos sentidos e não se reduzem a meras opiniões subjetivas.” (Chaui, 2002:64) Já Aristóteles “distingue seis formas ou graus de conhecimentos: sensação, percepção, imaginação, memória, raciocínio e intuição. Para ele, ao contrário de Platão, nosso conhecimento vai sendo formado e enriquecido por acumulação das informações trazidas por todos os graus, de modo que, em lugar de uma ruptura entre o conhecimento sensível e intelectual, Aristóteles estabelece uma continuidade entre eles.” (Chaui, 2002:65) 2. EDUCAÇÃO A educação com os primeiros povos era passada de forma assistemática ensinando os conhecimentos absorvidos passado de geração a geração principalmente através das necessidades diárias e dos rituais que celebravam como parte da cultura. Com o passar do tempo o conhecimento foi se ampliando, surgiu a escrita e as técnicas de trabalhos foram se aperfeiçoando e surgindo formas diferentes de viver, daí surgiu a necessidade de transmissão de um saber organizado. Os mestres eram aquelas pessoas que dominavam algum tipo de saber que recebiam seus aprendizes em lugares muitas vezes não muito apropriados. Com o tempo o ensino e as condições de ensinar foram melhorando, indo da forma tradicional onde se aplicava até castigos corporais à forma atual onde se deve ensinar conscientizando-os da necessidade que se tem hoje de dominar conhecimentos, desenvolver habilidades necessárias para ter um trabalho que lhes der condições de ser um cidadão ativo e consciente no meio social. No passado os conhecimentos apreendidos serviam para a vida toda hoje, faz-se necessário uma atualização constante, pois a sociedade e os conhecimentos estão em constantes mutações e requer um acompanhamento dessas mudanças para compreendermos melhor o mundo em que vivemos. 2.1 Conceito de educação escolar Segundo Paro “a educação escolar que tenha por finalidade a formação humana em primeiro lugar, é preciso ter presente que não basta formar para o trabalho, ou para a sobrevivência, como parece entender os que vêem na escola apenas um instrumento para preparar para o mercado de trabalho ou para entrar na universidade (…) se a escola deve preparar para alguma coisa, deve ser para a própria vida, mas está entendida como o viver bem no desfrute de todos os bens criados socialmente pela humanidade (…) é preciso que a escola seja prazerosa para seus alunos (…) e a educação se apresente enquanto relação humana dialógica, que garanta a condição de sujeito tanto do educador quanto do educando.” Aprender a ser “retoma a ideia de que todo ser humano deve ser preparado inteiramente-espírito e corpo, inteligência e sensibilidade, sentido estético e responsabilidade pessoal, ética e espiritualidade.” (Antunes, 2001:15) Educação fundamentada nesses pilares proporciona o desenvolvimento de competências que são necessárias no mundo atual. Segundo Perrenoud (apud Antunes 2001:18) competência em educação “é a faculdade de mobilizar diversos recursos cognitivos que inclui saberes, informações, habilidades operatórias e principalmente as inteligências para com eficácia e pertinência, enfrentar e solucionar uma série de situações ou de problemas.” 3-DIALÉTICA O conceito de dialética, porém, é utilizado por diferentes doutrinas filosóficas e, de acordo com cada uma, assume um significado distinto. Para Platão, a dialética é sinônimo de filosofia, o método mais eficaz de aproximação entre as idéias particulares e as idéias universais ou puras. É a técnica de perguntar, responder e refutar que ele teria aprendido com Sócrates (470 a.C.-399 a.C.). Platão considera que apenas através do diálogo o filósofo deve procurar atingir o verdadeiro conhecimento, partindo do mundo sensível e chegando ao mundo das idéias. Pela decomposição e investigação racional de um conceito, chega-se a uma síntese, que também deve ser examinada, num processo infinito que busca a verdade. Aristóteles define a dialética como a lógica do provável, do processo racional que não pode ser demonstrado. “Provável é o que parece aceitável a todos, ou à maioria, ou aos mais conhecidos e ilustres”, diz o filósofo. O alemão Immanuel, Kant retoma a noção aristotélica quando define a dialética como a “lógica da aparência”. Para ele, a dialética é uma ilusão, pois baseia-se em princípios que são subjetivos. Della Volpe, alinhando-se um século depois a Feuerbach contra a”especulação” e a favor do “entendimento”, assegura, como norma quasemoral, o “escrúpulo” do cientista de “proceder do particular para o geral. E, contrapondo-se agora a Feuerbach, reintroduz a dialética,chamando-a de científica. Esta, a “dialética científica”, é configurada porele num círculo; “círculo concreto-abstrato-concreto ou círculo de matéria erazão ou de indução-dedução. “A dialética eleva-se, então, ao nível de uma arte, arte de triunfar sobre o adversário, de refutar as suas afirmações ou de o convencer” (Blanché, 1985).” PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS A pesquisa relatada constitui – se de uma analise descritiva do panorama de conceitos sobre conhecimento educação e dialética. Para a realização desse trabalho utilizou-se em primeiro lugar de um levantamento bibliográfico sobre o tema. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANTUNES, Celso. Como desenvolver as competências em sala de aula. 6ª edição. Petrópoles, RJ: Vozes, 2001. BLANCHÉ, R. História da Lógica de Aristóteles a Bertrand Russel. Lisboa: Edições 70, 1985) CHAUI, marilena. Filosofia. 4ª edição. São Paulo: Ática, 2002. DeIla Volpe, op. cit., p. 153. DeIla Volpe, op. cit., p. 163