A Terceira Revolução Industrial tem como marca central a rede de energia/internet. O fundamental não está na energia, na internet ou na noção de rede, e sim na junção das três: não só a energia, mas parte crescente da prosperidade do século XXI virá de uma organização social assinalada pela descentralização, pela cooperação e pela partilha. A narrativa da Terceira Revolução Industrial apóia-se em cinco pilares: O primeiro está na passagem (nada trivial, é claro) das energias fósseis para as renováveis. O segundo, e talvez mais importante dos cinco pilares, é a transformação do estoque de construções de todo o mundo em micro usinas de coleta (e de distribuição) de energia. (Auto suficiência e excedentes vendidos à rede => Dispositivos eólicos, solares e biodigestores / processadores da biomassa (esgoto e restos de alimentos)) O terceiro pilar está em tecnologias que permitirão armazenar (para se poder, então, distribuir) o produto dessas fontes inevitavelmente instáveis de energia de que são potencialmente dotadas as edificações. O quarto pilar – que os dispositivos da economia da informação em rede possam promover a integração e a partilha desse fluxo de energia produzido de maneira descentralizada. Aí reside a nova unidade entre comunicação e energia. São redes inteligentes, bidirecionais, que operam com base em energias produzidas localmente, ao contrário das duas revoluções industriais anteriores. A WEB Energética, onde todos são produtores e consumidores de energias limpas. O quinto pilar está no sistema de transportes, que dará maior peso aos equipamentos coletivos e também, no que se refere aos veículos individuais, aos carros elétricos e baseados em células combustíveis, integrados igualmente a esse sistema descentralizado de redes inteligentes. Analisando o efeito, no EMPREGO, de cada um dos Cinco Pilares da Terceira Revolução Industrial: Primeiro Pilar: passagem (nada trivial, é claro) das energias fósseis para as renováveis. Segunda Revolução Industrial – As Energias Fósseis (Gás, Carvão, Petróleo) concentram os empregos e a riqueza em grandes unidades de produção e distribuição. Para construção de cada unidade o emprego é concentrado também no tempo – durante a fase de construção das plataformas de extração, gasodutos, oleodutos utiliza-se grandes contingentes de mão de obra, a maioria pouco qualificada. Após a entrada em operação os funcionários necessários são poucos, com alta qualificação. Terceira Revolução Industrial – A instalação e manutenção de Aquecedores e Painéis Solares, Turbinas Eólicas e Pequenas Usinas Geotermais (as 3 formas mais viáveis de geração de energias renováveis) demandam técnicos com melhor qualificação, em volume constante e crescente e com oportunidades de trabalho em todos os municípios. Ao contrário das Fontes Fósseis, de produção centralizada, as Energias Renováveis se aplicam melhor à produção descentralizada, o mais próximo possível de seus pontos de consumo. Segundo Pilar: e talvez mais importante dos cinco pilares, é a transformação do estoque de construções de todo o mundo em micro usinas de coleta (e de distribuição) de energia. (Auto suficiência e excedentes vendidos à rede => Dispositivos eólicos, solares e biodigestores / processadores da biomassa (esgoto e restos de alimentos)). Potencializa a evolução discutida quanto ao Primeiro Pilar: a unidade de produção de energia se torna a unidade de consumo – ampliando as oportunidades de emprego e renda na instalação e manutenção, em cada residência, unidade comercial / empresarial, dos dispositivos necessário à autonomia energética com venda dos excedentes produzidos. Um exemplo são as Usinas de Açúcar e Álcool, auto suficientes em eletricidade – obtida da queima do bagaço da cana – e vendedoras de eletricidade às distribuidoras de suas regiões. Terceiro Pilar: tecnologias que permitirão armazenar (para se poder, então, distribuir) o produto dessas fontes inevitavelmente instáveis de energia de que são potencialmente dotadas as edificações. A Europa inclinou-se pela solução hidrólise de hidrogênio, utilizando excesso de eletricidade nas micro usinas, para reconversão em eletricidade, via células de combustível, quando o 'estoque de eletricidade' for demandado. Com esta tecnologia abre-se toda uma gama de oportunidades de emprego e renda ligadas aos novos dispositivos necessários: instalação e manutenção de pequenos geradores de hidrogênio e de conversores de hidrogênio em eletricidade. Outra vez uma distribuição de emprego e renda no tempo e geografia. Tecnologias não concentradoras de pessoas e riquezas. Quarto Pilar: que os dispositivos da economia da informação em rede possam promover a integração e a partilha desse fluxo de energia produzido de maneira descentralizada. Aí reside a nova unidade entre comunicação e energia. São redes inteligentes, bidirecionais, que operam com base em energias produzidas localmente, ao contrário das duas revoluções industriais anteriores. A WEB Energética, onde todos são produtores e consumidores de energias limpas. Quinto Pilar: sistema de transportes, que dará maior peso aos equipamentos coletivos e também, no que se refere aos veículos individuais, aos carros elétricos e baseados em células combustíveis, integrados igualmente a esse sistema descentralizado de redes inteligentes. Aqui a oportunidade é ampliar investimentos => empregos, em Transporte Público – fabricação de balsas, navios, ônibus, trens – e no Planejamento e Operação das Redes Interconectadas e Inteligentes de Modais de Mobilidade Urbana. Quanto à Indústria Automobilística já demos um passo com os carros flex e deve-se 'não perder o bonde' dos carros elétricos. Neste caso estamos falando da manutenção de empregos com a conversão para Tecnologias de Menor Índice de Carbono. Além dos efeitos associados a cada um dos Pilares (instalação e manutenção), temos oportunidades à ser exploradas na fabricação dos dispositivos citados cuja demanda acompanhará o processo de conversão da Segunda para a Terceira Revolução Industrial: Biodigestores / processadores da biomassa (esgoto e restos de alimentos): geram adubo e gás (energia) – próximos ás 'fontes', reduzem necessidade de grandes redes coletoras de esgoto e lixo orgânico – transformam dejetos em insumos (adubo e gás) – novos negócios, por exemplo, uso/venda do adubo e gás gerado, em troca da manutenção e operação dos biodigestores / processadores da biomassa de um grupo de residências ou instalações comerciais / industriais. Aquecedores Solares (aquecimento de água – redução de 30% da energia consumida em uma residência típica) Painéis Solares (produção de eletricidade à partir dos raios solares) Telhados Verdes: economia de energia por redução de efeito térmico, nas cidades (menor necessidade de refrigeração no verão e aquecimento no inverno). De brinde: o conforto estético de cidades mais verdes e floridas. Turbinas Eólicas: de pequeno (resindenciais / condominiais) e grande porte. Pequenas Usinas Geotermais Pequenos geradores de hidrogênio Pequenos conversores de hidrogênio em eletricidade Dispositivos elétricos e eletrônicos necessários para as Smart Grid (Redes Inteligentes de Eletricidade) Ver também: A Terceira Revolução Industrial Para o economista Jeremy Rifkin, o telefone e o petróleo abriram caminho para a Segunda Revolução Industrial. Agora, as energias limpas e as redes inteligentes estão preparando a próxima grande ondahttp://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1018/noticias/a-terceira-revolucao-industrial Crescimento sustentável na Estratégia Europa 2020 Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. http://pt.wikipedia.org/wiki/Crescimento_sustentável_na_Estratégia_Europa_2020 Jeremy Rifkin – A Terceira Revolução industrial: Como o Poder Lateral (dos pares?) está Transformando a Energia, a Economia e o Mundo Tradução de: Excerpted from Jeremy Rifkin’s The Third Industrial Revolution: How Lateral Power is Transforming Energy, the Economy, and the World, Palgrave Macmillan 2011. http://www.huffingtonpost.com/jeremy-rifkin/the-third-industrial-revo_b_981168.html Tradução disponível em: http://reflexeseconmicas.blogspot.com.br/2012/03/jeremy-rifkin-terceira-revolucao.html Diagrama / Excertos de idéias (2003) – Rifkin, Jeremy – A Economia do Hidrogênio – A Criação do Web Energética em Escala Mundial e a Redistribuição do Poder na Terra http://reflexeseconmicas.blogspot.com.br/2012/03/diagrama-excertos-de-ideias-2003-rifkin.html Rifkin, Jeremy – A Economia do Hidrogênio – A Criação do Web Energética em Escala Mundial e a Redistribuição do Poder na Terra http://reflexeseconmicas.blogspot.com.br/2012/03/rifkin-jeremy-economia-do-hidrogenio.html