AS TECNOLOGIAS E AS VANTAGENS NA EDUCAÇÃO Antônio José Silva Costa* RESUMO O presente artigo visa sugerir uma discussão e reflexão acerca dos instrumentos tecnológicos que vêm melhorando de fato a educação com o uso das tecnologias, pois a informação com maior rapidez origina novos paradigmas culturais e educativos, aprimora e evolui o homem. A tecnologia da informação e comunicação desenvolve mecanismos que auxiliam no ensino aprendizagem em ambientes universitários, que, a partir da Declaração de Bologna, geraram mudanças no sistema de ensino superior na União Européia. Como suporte informacional no ensino superior, propõe-se um modelo de intersecção e interação utilizando as tecnologias de informação e comunicação, criando serviços que dão suporte ao ensino e à pesquisa. Esse modelo inclui tanto a seleção e a organização dos conteúdos, como, também o processo de interação e comunicação que favoreçam a criação de comunidades críticas na aprendizagem, no entanto, a informática em si nos traz o confronto e a praticidade. Palavra Chave: Ensino aprendizagem. Tecnologia da informação. Comunicação. *Antônio José Silva Costa Mestrando em Ciências da Educação Universidade Lusófona de Humanidade e Tecnologias de Lisboa-PT-FÓRUM/APROCEFEP tonruze2000@hotmail.com 1. INTRODUÇÃO Visivelmente, passamos por inúmeras etapas desde o surgimento dos computadores de grande porte, dos computadores pessoais, das redes mundiais, do disco óptico, das técnicas de tratamento de imagens, da digitalização, das tecnologias da computação gráfica e assistimos também ao crescimento de grandes bases de dados, públicos e privados; bases de dados em princípio, bibliográficas, passando a numéricas e atualmente multimídias (CHEN, 1999). Podemos relatar que a última década foi marcada por mudanças tecnológicas incessantes em algumas ramificações das tecnologias da informação: informática, comunicações e os conteúdos. Cada época absorveu um tipo de tecnologia, e atualmente, por sermos midiáticos, nós o caracterizamos como tecnologia da informação e comunicação, que são, portanto, mais do que simples suportes, pois interferem no modo de nos relacionarmos socialmente e adquirirmos conhecimentos, criando uma nova cultura e contribuindo para a evolução da sociedade (KENSKI, 2003). Com o avanço das tecnologias da informação e comunicação, por meio de equipamentos como o telefone, a televisão, o computador e a interação com a hipermídia – que, segundo CHEN (1999), envolve: “computadores, editoração, áudio, música, audiovisuais, filmes, vídeos, gráficos em 3-D, interatividade, comunicações, administração” – para não falar em scanner, softwares, internet, realidade virtual, tecnologias que surgem para alterar a nossa forma de aprender e ensinar na atualidade. Essas ramificações primeiramente foram independentes e têm se tornado cada vez mais integradas com impacto mundial, podendo-se acreditar que a tendência é evoluir cada vez mais, adentrando-se um mundo cada vez mais digital, provavelmente sem retorno à vista. O impacto das novas tecnologias atinge todas as áreas, destacando-se o campo educacional, em que a utilização de tecnologias midiáticas a cada dia obtém maior destaque. No âmbito da União Européia, o entendimento desse impacto foi formalmente reconhecido pelos diversos membros, que, por meio de seus representantes, propuseram mudanças drásticas na educação superior, expressas na Declaração de Bologna (BURSZTYN, 2005). Ao mesmo tempo, o novo espaço Europeu de Educação Superior reconheceu a importância do suporte informacional nesse nível de ensino, propondo sua intermediação pelos Centros de Recursos para El Aprendizaje y la Investigación – CRAI. Nesse modelo institucional, um novo conceito de comunicação professor-aluno toma forma como uma nova modalidade de aprendizado. Neste ambiente, as tecnologias da informação e da comunicação são serviços universitários que dão suporte ao ensino e à pesquisa. Este trabalho propõe-se a refletir sobre as implicações da adoção de tal modelo pelas bibliotecas universitárias existentes, problematizando o processo de adaptação/transformação que ela certamente acarretará. Não é difícil compreender como a convergência dos modos de codificação conduz a padronização dos tipos de suporte e favorece a homogeneização dos modos de distribuição dos produtos midiáticos. A pergunta não é, portanto, se essa ‘cascata de convergência’ é possível, mas se ela é desejável. (Suely Fragoso, Reflexões sobre as convergências midiáticas pág. 116). 2. A TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO A SERVIÇO DO ENSINO A DISTÂNCIA E DA INTERATIVIDADE. No sistema de ensino superior europeu, mais precisamente na Espanha, vem se utilizando as tecnologias de informação e comunicação como parte fundamental no ensino na aprendizagem e pesquisa. É claro que muitas questões e planos estão sendo reformulados, incluindo o papel do professor dentro e fora da sala de aula. Existem algumas tarefas e redefinições dos docentes quanto à sua inovação, principalmente com relação ao aumento da interatividade entre o discente e o docente no processo de aprendizagem e os usos das tecnologias de informação e comunicação, que constituem em três vértices, que são, segundo Pitarch Michavila (2005, p.45): No primeiro momento, deve-se dar importância a uma metodologia que incentive o aluno a elucidar os tópicos importantes da disciplina. No segundo momento, deve existir a preocupação com a elaboração do material didático e, por último, privilegiar a compreensão de como o aluno tornou-se uma ferramenta de aprendizagem a partir da utilização da tecnologia da informação e comunicação, e, ao mesmo tempo, o processo de aprendizagem do docente nas novas formas de ensinar. A tecnologia da informação pode ser definida como um conjunto de técnicas, equipamentos e processos necessários ao tratamento e processamento da informação. Segundo Gates (1999, p.261), “tecnologia da informação na ciência significa obter o máximo dos cérebros de cientistas talentosos”. No entanto, para Lévy (1999), “a tecnologia é um produto de uma sociedade e de uma cultura, ou seja, interações entre pessoas e vivas e pensante, entidades materiais naturais e artificiais, idéias e representações”. Com as tecnologias da informação e comunicação, limite de tempo e distância é rompido, transpondo barreiras sociais, culturais e políticas, tornando o mundo mais integrado, e provocando mudanças nos hábitos, comportamentos e atitudes do indivíduo, com reflexo para a sociedade como um todo, que tem mudado consideravelmente, pois exigem mais especialização e melhor capacitação do indivíduo, modificando sua forma de educação e propiciando-lhes, assim, maior vantagem competitiva. A educação e a qualificação profissional serão as principais vantagens do século XXI. Com as tecnologias da informação e comunicação, tanto os profissionais do nível médio como os do superior deverão adquirir qualificações que não eram apresentadas no passado. Essas qualificações devem superar os próprios níveis de responsabilidade e ir além, ou seja, alcançar habilidades necessárias para que o profissional se adapte às tecnologias da informação e comunicação, para as mudanças no mercado de trabalho. Neste sentido, os profissionais da informação e suas unidades de informação estão tentando acompanhar o modelo econômico globalizado, em que cresce a exigência para que estas unidades cumpram requisitos técnicos e tecnológicos em relação à qualidade de seus produtos e serviços e o uso adequado da informação como insumo para o ensino e a pesquisa, utilizando de moderna tecnologia de informação e comunicação parta permitir o acesso mais rápido, no sentido de possibilitar que os dados sejam empregados no momento oportuno. De acordo com Castells (2000, p.17), a revolução da tecnologia da informação e a reestruturação do capitalismo introduziram uma nova forma de sociedade, a sociedade em rede. Essa sociedade é caracterizada pela globalização das atividades econômicas decisivas do ponto de vista estratégico, por sua forma de organização em redes; pela flexibilidade e instabilidade do emprego e pela individualização da mão-de-obra. Por uma cultura de virtualidade real construída a partir de um sistema de mídia onipresente, interligado e altamente diversificado. É possível acreditar que a forma de utilização das tecnologias da informação e comunicação não se deve apenas ao papel da utilização da internet e intranet, mas sim à sociedade em rede, que trata da interação de aluno e professor com uma dose de organização da informação, e especificamente com a inclusão de uma metodologia diversificada quanto ao ensino e à aprendizagem. Se a multimídia per se não conduz ao mais alentador dos prognósticos, vale a pena refletir sobre uma efetiva novidade. Mais ou menos na mesma época em que se plantava as benesses que viriam com a multimídia, popularizava também a noção da interatividade era o instrumento que faltava para conferir ao receptor poderes correspondentes ao dos produtores midiáticos.”suely Fragoso ‘ Reflexões sobre a convivência midiática , pág 117) 3. UAB-UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL-POLO DE ESPERANTINA-PI Esperantina-PI, na Praça Antônio Sampaio S/N,centro, onde fica localizado o pólo da UAB que estudam duas turmas de alunos no curso Bacharelado em Ciências Contábeis, que tem uma coordenadora que acompanha os trabalhos e aplica provas presenciais juntamente com dois tutores,tendo portanto um laboratório com 25 computadores com internet à disposição dos alunos com a plataforma Moodle Ead-UFSC ( EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA ) . No entanto estes alunos têm um professor da disciplina; este professor da disciplina atende por e-mail, só que o contato maior é com o tutor à distância participando de algumas atividades: Escrita. Chats, Fóruns, tarefas e provas. Os alunos têm a sua disposição 02 tutores presenciais, 03 tutores a distância, uma coordenação presencial e 01 professor a distância de cada disciplina; além das apostilas impressas, tem uma pequena biblioteca de aproximadamente uns 200 livros e ainda uma biblioteca virtual; podendo afirmar, que sem o uso dos computadores com internet, não seria possível realizar este curso. Papéis tradicionais, tanto dos alunos como dos professores, e favorecer a qualidade nas aulas (encontros presenciais) não só com as habilidades sociais e intelectuais Não podemos nos esquecer de que, diante das vantagens da virtualização, teremos que redefinir como também com a ética, compromisso e responsabilidade (MARGALEF GARCÍA; ÁLVAREZ MÉNDEZ, 2005). Segundo Lèvy (1999), “a linguagem digital como terceira forma de apropriação do conhecimento dar-se-ia no espaço de novas tecnologias eletrônicas de comunicação e informação”. Por sua vez, Kenski (2003, p.38) diz que: “múltiplas são as tecnologias e diversas são suas finalidades e funções”, e uma das funções ocorre no processo educacional. Laurillard (1995) destaca que por meio das tecnologias de informação e comunicação o processo educacional entre alunos e professores pode ser desenvolvido por alguns tipos de ensino. Não haverá mais distinção entre ensino presencial e a distância: as aulas serão disponibilizadas de tal maneira que, a convivência imediata do aluno, ela poderá está fisicamente presente ou não (na visão atual, dir-se-ia ser possível que o ensino seja ministrado quase todo a distância. (Waldimir Pirró e longo a viável democratização ao acesso e ao conhecimento pág. 207) CONCLUSÃO Assim concluímos que existem vantagens e desvantagens, sendo elas: as vantagens são as facilidades e as comodidades proporcionadas por ela em nosso dia-a-dia. Por outro lado, existem desvantagens como desemprego, exclusão digital. Os desafios a serem enfrentados com todo este avanço tecnológico são muitos, desde um bom planejamento do uso e implantação da tecnologia; a facilitação ao acesso à tecnologia para a população; as conseqüências do mau uso intencionado de tanta tecnologia, que causa fome, doenças e mortes. Um uso consciente dela só vem nos trazer benefício. É claro que essa nova proposição de ensino superior implica na combinação do trabalho da sala de aula (teórico) com o de laboratório e o da pesquisa em um determinado tempo. Utilizando novas metodologias de aprendizagem, ou seja, novas pedagogias apoiadas em recursos que permitam a criação de novos modelos e de novas formas de gestão pedagógica, incluindo uma maior potencialidade interativa do espaço virtual. Trata-se de um desafio para as unidades de informação na área universitária, que deverão reformular suas práticas, de forma a atender de maneira adequada a essa nova estrutura de ensino. Assumindo assim uma postura muito mais ativa na educação superior, passando, em muitos casos, de simples depositária dos materiais de informação a agente do processo educativo. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BURSZTYN, Marcel. A institucionalização da interdisciplinaridade e a universidade brasileira. Liinc em revista, v.1, mar. 2005. Disponível em: . Acesso em 01 ago. 2006. CASTELLS, Manuel. A era da informação: economia, sociedade e cultura. In: CASTELLS, Manuel. O poder da identidade. 2. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000. CHEN, Ching-Chih. As tecnologias multimídia. In: A informação: tendências para o novo milênio. Brasília: IBICT, 1999. FRAGOSO, Suely. Reflexões sobre a convergência midiática. In Gustavo Said(Org) Comunicação novo objeto, novas teorias? Teresina: EDUFPI, 2008. GATES, Bill. A empresa na velocidade do pensamento: com um sistema nervoso digital. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. KENSKI, Vani Moreira. O que são tecnologias? Como convivemos com as tecnologias?. In: KENSKI, Vani Moreira. Tecnologias e ensino presencial e à distância. Campinas: Papirus, 2003. LAURILARD, D. Multimedia and the changing experience of the learner. British Journal of Educational Technology. London, v. 26, n. 3, p. 179-189, 1995. LÈVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999. MARGALEF GARCÍA, Leonor; ÁLVAREZ MÉNDEZ, Juan Manuel. La formación del profesorado universitário para la innovación em el marco de la integración del espacio europeo de educación superior. MICHAVILA PITARCH, Francisco. No sin los profesores. Revista de Eduación. Madrid, n. 337, p. 37-49, mayo/ago, 2005. Anexos: Questionário para alunos do Curso de Ciências Contábeis da UFSC, pólo da UAB de Esperantina-PI. Este questionário tem a finalidade de descobrir se ouve avanço em Educação e Tecnologias de Informação. 14 alunos preencheram os questionários 1. Como você avalia o curso de Ciências Contábeis da UFSC, com o uso dos computadores ? ( 7 ) Ótimo ( 7 ) Bom ( ) Regular ( ) Fraco 2. O Curso de Ciências Contábeis da UFSC atendeu às suas expectativas com relação aos recursos tecnológicos? ( 5 ) Sim, superou o esperado ( 9 ) Sim, atendeu plenamente ( ) Sim, atendeu parcialmente ( ) Não atendeu 3. Como você avalia o trabalho da equipe de Formadores/Tutores, com o uso das tecnologias? ( ) Ótimo ( 7 ) Bom ( 7 ) Regular ( ) Fraco 4. Manifeste sua opinião a respeito do conteúdo. no Ambiente Virtual? ( 9 ) Ótimo ( 5 ) Bom ( ) Regular ( ) Fraco 5. Além da tecnologia, manifeste sua opinião a respeito do material didático. Os livros são de qualidades, só que as vídeos conferências,ainda não temos e no entanto deveria ser bem melhor no que se refere ao aproveitamento do curso. 8. Você recomendaria este curso a outra pessoa que não tem muito tempo disponível? ( 11 ) Sim ( 04 ) Não Porque? Pra quem tem boa vontade,com o uso das tecnologia, é possível fazer um curso bem feito. 09. Quais são as suas perspectivas de continuidade do curso de Ensino à Distância com o uso das tecnologias? ( 4 ) Formação de novos Grupos de Estudos na escola ( 4 ) Formação de mais alunos com o uso das tecnologias ( 4 ) Inserção de mais profissionais em todas áreas ( 2) Ampliar parcerias de educação continuada ( ) Não tem perspectiva de continuidade 10. Assinale se o curso apresentou-se articulado em termos de: ( 14 ) Conteúdo ( 14 ) Referencial bibliográfico ( 07 ) Organização ( 09 ) Interação ( 06 ) Trabalhos ( ) Discussão ( 14 ) Formação de grupo de estudos 11. Como você avalia o uso da Plataforma Moodle? ( 6 ) Ótimo ( 6 ) Bom ( 2 ) Regular ( ) Fraca Por que? Pois nesta plataforma,vem tudo organizado, com ícones e ferramentas suficientes para o estudo à Distância. Nome (opcional): _____________________________________________________________________________ Anapurus-Maranhão, Fevereiro de 2012.