Hoje em dia, as empresas buscam ainda mais aqueles profissionais de destaque. Contudo, para se destacar seu capital intelectual prevalece. O valor de uma empresa não reside apenas na estrutura de concreto, estoques ou qualquer outro ativo fixo. Outro ativo intangível agrega valor às empresas. Embora pareça novo como teoria, o capital intelectual, na prática, existe há anos. Sempre esteve presente na diferença entre o valor contábil de uma empresa e seu valor de mercado. O que é capital intelectual? Não se trata de uma definição fácil! É a capacidade intelectual coletiva ou o conhecimento compartilhado de uma força de trabalho que pode ser utilizado para criar valor. O capital intelectual é um ativo, e nisso não difere dos outros recursos à produção, porém está dotado de intangibilidade. Para melhor compreendermos esse assunto, trouxe um texto de EDVINSSON e MALONE que retratam bem esse assunto. Em seu livro 'Capital Intelectual', EDVINSSON e MALONE, comparam o Capital Intelectual a uma árvore (1998: p.28). […] as partes visíveis da árvore, tronco, galhos e folhas, representam a empresa conforme é conhecida pelo mercado e expressa pelo processo contábil. Os frutos produzidos por essa árvore representam os lucros e os produtos da empresa. As raízes, massa que está debaixo da superfície, representam o valor oculto, nem sempre relatada pela contabilidade. Para que a árvore floresça e produza bons frutos, ela precisa ser alimentada por raízes fortes e sadias […]. O que é capital intelectual? Vamos entender ainda melhor, sobre a linha dos três aspectos. •Capital humano: conhecimento, experiência, poder de inovação, habilidades e competências dos empregados. Inclui também os valores, a cultura e a filosofia da empresa. •Capital do Cliente: ligação entre o aumento da satisfação do cliente e melhores resultados financeiros. Clientes satisfeitos exibem pelo menos três características mensuráveis: lealdade, maior volume de negócios e insuscetibilidade ao poder de persuasão de seus rivais (tolerância de preço). •Capital estrutural: os sistemas de informação, o software, os bancos de dados, as patentes, as marcas registradas e todo o resto da capacidade organizacional que apóia a produtividade do capital humano. •Como se forma o capital intelectual? –A partir do compartilhamento dos conhecimentos individuais para formação do conhecimento organizacional; –Da captura e formalização do conhecimento e utilização do mesmo para geração de valor; Conhecimento é pode ser definido como a capacidade das pessoas de desempenhar nas empresas as mais diversas tarefas projetadas para criar valor que as envolvem. •Não há vantagem competitiva sustentável senão através: –Do que a empresa sabe; –De como consegue utilizar o que sabe; –Da rapidez com a qual aprende algo novo; Meus amigos leitores, capital intelectual é de suma importância para a sobrevivência da organização e digo mais, é fundamental para seu desenvolvimento. Imaginemos que certa empresa não possui colaboradores desenvolvidos e comprometidos com o crescimento da organização e crescimento seu pessoal e profissional. Prezados, essa organização estar a cada dia seguindo a lei da ENTROPIA, ou seja, todo sistema caminha para seu fim. Amigos sem conhecimentos, não há evolução, sem a busca por aprendizados não há como obter sucesso por longo tempo. Tendências sobre o assunto: •A ascensão do capital intelectual é inevitável; •Não se trata de modismo, porém ainda existe um longo caminho a ser percorrido; •Necessidade de valorizar as contribuições das pessoas através do incentivo à participação com ideias e sugestões; •Atração e retenção de talentos – Os processos de seleção deverão ser cada vez mais focados na contratação de pessoas questionadoras, entusiasmadas, que saibam trabalhar em equipe e que busquem o auto desenvolvimento. Importância do trabalho – Todos na organização será importante para alcançar o objetivo final (construir um avião no lugar de apertar um parafuso); Promover a comunicação aberta e transparente em todos os níveis; Aumento do contato face a face envolvendo todos os níveis hierárquicos – As reuniões serão cada vez mais fundamentais para se criar ambiente de confiança onde as pessoas se sentem seguras, parte de um mesmo time e dispostas para compartilhar o seu conhecimento; •Equilíbrio entre a informalidade com a formalidade – a formação de capital intelectual exige ambientes criativos e informais, mas exige também formalidade na criação da memória organizacional! •Valorização do conhecimento – Interagir com o mercado, enriquecer o conhecimento profissional e conquistar clientes é a principal tarefa das empresas para se mantiver vivas no mercado competitivo – Entender para atender o mercado; •Promover aprendizagem organizacional e a disseminação do conhecimento. •Apropriar as soluções de Tecnologia da Informação voltadas para agregar valor à utilização do capital intelectual da empresa; Segundo Pfeffer especialista em Gestão de pessoal, comportamento organizacional, descreve sobre o assunto: Obter vantagem competitiva por meio da gestão de pessoas envolve, segundo o que preconiza Pfeffer (1994), a alteração da maneira de se pensar a força de trabalho. Significa ver a força de trabalho como fonte de vantagem estratégica e não apenas como um custo a ser minimizado ou evitado. As organizações 'que adotam esta perspectiva diferente, quase sempre conseguem superar e ultrapassar satisfatoriamente seus rivais' (p.17). Meus queridos deixo aqui essa mensagem: Aqueles que enxergarem a educação no presente como fonte para alcançar o sucesso desejado, serão os vitoriosos do amanhã. As empresas que investirem e incentivarem o crescimento intelectual dos seus colaboradores terá sucesso longo, as que não priorizarem a capacidade intelectual como fonte sustentável de crescimento organizacional, estarão caminho para seu fim, (princípio da entropia). Boa Reflexão e sucesso nos estudos! Por: Robson C.de Menezes www.dihitt.com.br/gestor_robson twitter: gestor_robson