O Diretório Acadêmico Central da Universidade Mackenzie, órgão máximo de representatividade dos universitários, iniciou nesta semana uma forte movimentação contrária a adoção de catracas nas entradas do Campus São Paulo. A atitude foi tomada após nota divulgada pelo Jornal Estado de São Paulo onde a direção da Universidade confirma a decisão. “De acordo com a universidade, 87% dos colaboradores e 69% dos alunos foram favoráveis à adoção de catracas, prevista para ocorrer até o fim deste ano.” trecho da nota do estadao.com.br. Os representantes do DCE que divulgam em todas as salas de aula da Univerdade, colocam a diferença entre a o dito e a realidade da pesquisa. Segundo o DCE pesquisas realizadas em redes sociais apontam mais de 80% de rejeição a ideia, entre os principais motivos, pelas consequentes filas, problemas com os cartões magnéticos e perda de liberdade de ir e vir comum hoje no campus. O C.A João Mendes em nota divulgou opinião sobre o assunto com argumentou histórico e extremamente válido: “O Mackenzie é sim uma instituição privada, mas não vamos esquecer que os Fundadores dessa Instituição criam essa escola com princípios voltados à educação e à integração da sociedade. As salas do Prédio 1 foram ocupadas por descendentes de escravos e filhos de grandes fazendeiros, andaram por nosso campus sem discriminação e ajudaram a construir uma Universidade que fosse feita não de dentro para fora, mas de fora para dentro. Limitar a entrada de pessoas sem credenciamento seria diminuir drasticamente o papel da Universidade como transformadora social.” diz Rodrigo Rangel, diretor Geral do C.A. Um dos maiores temores de defensores da causa, será o constrangimento passado por alunos, caso este processo seja executado nas catracas, que estiverem com sua situação financeira pendente, ou seja, atradados nas mensalidades sejam bloqueados na entrada. Até profissionais de fora opiniram sobre o assunto. “Um sistema como esse de controle de entrada e saída de alunos pode servir também para barrar os estudantes inadimplentes nas universidades e faculdades particulares”, afirma Victoria Weischtordt, vice-presidente da Associação dos Professores da PUC.Após tamanha repercussão, caberá ao tempo dizer que rumos irá tomar a decisão, vista como autoritaria e unilateral pelos universitários. Aguardemos!