Comércio Eletrônico: Como Funciona? Saiba quem é quem no comércio eletrônico do início ao fim Muito se falou sobre o comércio eletrônico nos últimos tempos, e muito ainda será dito a respeito da sua evolução no mercado brasileiro. Algumas dúvidas iniciais acabaram respondidas positivamente (por exemplo, se o consumidor brasileiro teria o costume de fazer pedidos online, ou se haveria estímulo para empresas investirem no segmento) outras perguntas ainda não foram esclarecidas (por exemplo, se o comércio eletrônico será o modelo predominante no varejo ou qual será o principal canal de vendas dos meios digitais, seja ele desktop, mobile, ou algum outro que ainda vão inventar). No entanto, mais de 20 anos depois da fundação da Amazon, já sabemos muito a respeito de como funciona o comercio eletrônico ou, pelo menos, quem são as empresas e as tecnologias que fazem toda a magia funcionar. Com esse infográfico, esperamos ajudá-lo a entender melhor como funciona o ecossistema, a esclarecer sua pesquisa na escolha do melhor caminho para a sua loja ou restaurante se tornar mais digital. De acordo com a OECD (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), comércio eletrônico é a atividade de comércio na qual 'a venda ou compra de bens ou serviços é conduzida por meio de redes de computadores e métodos especificamente concebidos para a recepção ou efetuação de pedido'. Em outras palavras, comércio eletrônico inclui todas as operações comerciais em que pelo menos uma das partes centrais (pedido, pagamento, entrega) é feito eletronicamente, por meio de sistemas transacionais operando em redes de informações, seja pela Internet ou redes privadas. Uma curiosidade é que, de acordo com esse organismo internacional, uma venda feita por e-mail, por Facebook Messenger, Instagram ou por Whats-app não pode ser considerada e-commerce já que esses meios não foram exclusivamente concebidos para a recepção de pedidos! De qualquer maneira, quem estiver fazendo vendas por esses canais (sim, você!), tem todo nosso apoio e estão no caminho certo para tornar o seu varejo cada vez mais digital e oferecer a experiência que o consumidor hoje em dia exige! Com essa definição, é possível perceber que existem três agentes centrais em todo comércio eletrônico, independentemente se ele funcionar em uma loja virtual ou em uma loja física: Pedido, realizado pelas 'Plataformas de Comércio Eletrônico'. Uma plataforma de comércio eletrônico é o que faz um sistema de comércio eletrônico funcionar. É como se fosse a 'espinha dorsal' do sistema, que faz todos os demais membros trabalharem para que o consumidor final tenha uma excelente experiência de compra com a marca. Sendo assim, é a plataforma que define como a marca irá personalizar a exibição de seus produtos (chamada por vezes de merchandising nas lojas físicas), qual será seu catálogo de produtos (cardápio, no caso de alimentação) e quais são os itens do pedido do cliente (o famoso carinho de compras). Além desses recursos básicos, existem outros que as plataformas oferecem tais como: (1) Integração com sistemas de ERP, frente de caixa e automação comercial, (2) Possibilidade de personalizar a experiência de compra, (3) Ferramentas comerciais para facilitar o up-sell e o cross-sell, (4) Ferramentas de automação de marketing, com possibilidade de criação de campanhas, (5) Ferramentas de atendimento ao consumidor, e assim por diante. Pagamento que é realizado pelos 'Meios de pagamento' ou 'Gateways de pagamento'. Os meios de pagamento são responsáveis pelo processamento da transação do ponto de vista financeiro. Ou seja, são eles que são responsáveis em levar o dinheiro da conta do cliente até a conta do lojista, seja por meio do cartão de crédito, de débito, com boleto, com Vale Alimentação, etc. Fazendo uma analogia com o mundo físico, é como se eles fizessem por meios digitais o que as maquinetas fazem nas lojas físicas. Na verdade, existem diferentes meios de pagamento, cada um com sua particularidade e com modelo de negócios diferentes na cadeia de pagamento (como subadquirentes, wallets, etc.). Esse assunto é tão complexo e interessante que ficará para um próximo artigo de nosso Blog! Entrega, por vezes também chamado de Fullfilment. Esse é o ponto mais evidente da cadeia, afinal, se alguém comprou um produto, este precisa ser entregue (sim, por você, amigo lojista)! O que não fica tão evidente é que ele também pode ser transacionado eletronicamente, por meio de aplicativos, API's de entrega, gateways de frete, sistemas de gestão de armazéns, etc. Sendo assim, nos últimos anos surgiram inúmeras opções de meios de entrega que utilizam os meios digitais para facilitar a vida do lojista e melhorar a experiência do consumidor. Um exemplo de serviço com esse modelo, Exemplo prático: caso de uma operação de delivery (ou take-away) de um restaurante. Os seguintes cenários apresentam, isoladamente, como seria uma operação na qual somente um desses pedaços está sendo executado digitalmente. Por fim, apresentamos um cenário no qual todos os pontos básicos de um comércio eletrônico (pedido, pagamento e entrega) estão sendo feitos digitalmente. Cenário 1: somente pedido é eletrônico. O cliente faz o pedido pelo site ou aplicativo, faz o pagamento na entrega (motoboy leva a maquineta) e o motoboy é acionado por meios analógicos (chamando por telefone ou contratado) Cenário: 2, somente pagamento. Pedido é feito por telefone, motoboy é chamado por meios analógicos porém o pagamento é realizado eletronicamente, por exemplo, usando algum aplicativo de mobile wallet em uma operação de take-away ou o motoboy levando o smartphone e o pagamento sendo feito diretamente por ali. Esse cenário é menos comum atualmente. Cenário 3: somente entrega. Pedido feito pelo telefone, cliente paga quando o motoboy chega na casa, porém o motoboy é chamado por meio de algum aplicativo de entrega expressa; Cenário 4: 100% digital. Pedido é feito por aplicativo ou um site, pagamento é feito diretamente com cartão de crédito no aplicativo, motoboy é pedido automaticamente assim que é feita a confirmação do pedido. O restaurante só tem de preparar o pedido dentro do prazo de atendimento prometido, esperar o motoboy chegar para buscar a entrega e receber o dinheiro do pagamento! O infográfico a seguir ilustra esses diferentes cenários. Esperamos que essa introdução ao comércio eletrônico e aos exemplos de uma operação de delivery por meios digitais tenha tornado tangível as possibilidades e benefícios do novo varejo. E você, em qual estágio seu restaurante está hoje e em qual estágio você gostaria que ele estivesse?