Durante um longo e cansativo voo, enquanto aguardava o sono, dediquei parte do tempo para refletir sobre temas que vão além da rotina profissional, do saber específico; mas que sustentam novas ideias, soluções e decisões no mundo executivo. Essa reflexão me levou a questionamentos sobre o conhecimento. O que é conhecimento? Como adquiri-lo? Qual o seu poder? Como transmiti-lo? Os grandes pensadores da Grécia antiga, filósofos que influenciaram na formação da civilização europeia, tinham como prioridade a sabedoria. E para isso contavam apenas com uma inquieta companhia: a busca pelo verdadeiro conhecimento. Uma obstinação praticada em 400, 300 anos a.C, por meio da observação, reflexão e oratória. Hoje temos à disposição cursos especializados e multidisciplinares, milhares de livros, trabalhos acadêmicos, jornais e revistas originários de todos os continentes, congressos, Internet, cursos a distância etc. Então, levamos vantagem em relação aos discípulos de Sócrates, Platão e Aristóteles, já que tal acesso a informação nos traz conhecimento? Acredito que todas essas facilidades da civilização moderna nos oferecem um bom estoque de informação, ou seja, matéria-prima para a construção do conhecimento. Isso porque o conhecimento exige capacidade analítica das informações que nos chegam e uma dose de obstinação dos filósofos gregos para buscar o entendimento do mundo em que vivemos. Apenas assim não seremos aqueles que têm 'uma vaga noção de tudo, e um conhecimento de nada', como definiu Charles Dickens. Basta lembrar do pensador Peter Drucker. O pai da administração moderna possuía o poder do conhecimento, porque estudava o mundo, a natureza, o ser humano. E para elaborar seus conceitos recorria aos grandes pensadores da humanidade. E o que Peter Drucker, o pai da administração moderna , fazia desse conhecimento? Debatia, disseminava seus estudos e visões e desenvolvia novos conhecimentos. Praticava o que defendia Platão, para quem 'a coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento'. E para difundi-lo? Utilizava o poder da palavra. Com simplicidade e objetividade, expressava suas idéias por meio da oratória eficiente, assim como Sócrates nas ruas de Atenas. Os pensadores de todas as épocas nos ensinam: os conhecimentos específicos inovadores dependem do exercício do pensar, do abrir-se para conhecimentos multifacetados e da habilidade de expô-los e também aprimorá-los. Portanto, acredito que na vida corporativa precisamos de 'líderes pensadores', capazes de 'ler o mundo', transmitir e aplicar o conhecimento. Precisamos de lideranças aptas a raciocinar com a tropa e não a tocar a tropa. Como bem disse Ítalo Calvino, 'quando tenho mais ideias do que os outros, lhes dou essas idéias. Isso é comandar.' E complemento: isso é liderança. Isso é poder. Até a próxima! Denis Mello (diretor-presidente do FBDE | NEXION Consulting (www.fbde.com.br) – Consultores e Auditores em Marketing, Vendas e Gestão Empresarial. E-mail: diretoria@fbde.com.br) Consultoria em Marketing, Vendase Gestão Estratégica de NegóciosFBDE | NEXION Consulting(11) 3674-9999 – São Paulo – SPwww.fbde.com.br